<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210</id><updated>2011-11-27T17:13:56.076-08:00</updated><title type='text'>O Cetro De Ouro</title><subtitle type='html'>DE QUE ADIANTA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO SE PERDER A SUA ALMA!   (MAT- 16,26)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-161273327048426492</id><published>2011-10-28T21:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T21:11:09.164-07:00</updated><title type='text'>A Alma Militante: Todos contra um</title><content type='html'>Saudosos tempos aqueles em que os jovens esquerdistas investiam galhardamente contra cavalarianos armados de sabres! Atualmente eles se reúnem às centenas para intimidar um homem só, minoria absoluta no Congresso, e se acham uns heroizinhos por isso. Ou, montados no apoio do Estado e de ONGs bilionárias, se articulam maquiavelicamente para cortar os meios de subsistência de um pai de família que, perseguido e acuado em sua terra, vaga de país em país com a mulher e quatro filhos, rejeitado e humilhado por toda parte, sem ter onde cair morto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conhecer a alma da juventude militante hoje em dia, dê uma espiada nos sites http://pheeno.com.br/lifestyle/video-vaiado-bolsonaro-deixa-universidade-de-camburao e http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/ noticiasfaltantes /perseguicao-anticrista/12426-ativistas-gays-cortam-a-conta-de-julio-severo-no-paypal.html.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, os ativistas imaginam, sentem e acreditam, no interior do seu teatrinho mental, que são ousados combatentes pela liberdade lutando contra o centro mesmo do poder opressor, quando na realidade são eles próprios o braço do maior esquema de poder que já se viu no mundo, a aliança do Estado com os organismos internacionais, as grandes fortunas globalistas e a mídia em peso, todos juntos contra focos isolados de resistência, ingênuos e desamparados idealistas que, certos ou errados, nada ganham e tudo arriscam para permanecer fiéis a seus valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É a caricatura grotesca, a inversão total da coragem cívica, a perda radical do senso da equivalência de forças, das leis do combate honroso que um dia prevaleceram até em brigas de rua, entre malandros, e hoje desapareceram por completo nos corações daqueles que, para cúmulo de ironia, continuam se achando a parcela mais esclarecida da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem os ensinou a ser assim?  Quem arrancou de suas almas o sentimento mais elementar de justiça, de honra, de amor ao próximo e até mesmo daquela tolerância que tanto exaltam da boca para fora, substituindo-o pelo ódio projetivo, insano, misto de terror, que só enxerga no rosto do oponente a imagem do demônio que os intimida por dentro e os leva a sentir-se ameaçados quando ameaçam, perseguidos quando perseguem, oprimidos quando oprimem, odiados quando odeiam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem os ensinou a temer a tal ponto os argumentos vindos de uma voz solitária que, ao menor risco de ouvi-la, sentem a necessidade de sufocá-la com gritos e ameaças, e acreditam ser isso a apoteose da democracia, da liberdade e dos direitos humanos? Quem os doutrinou para crer que qualquer desafio às suas convicções é crime e não pode ser tolerado nem por um minuto? Quem os ensinou a imaginar a estrutura do poder de cabeça para baixo, com dois ou três cidadãos isolados e sem recursos no topo, e o conjunto das forças internacionais bilionárias em baixo, gemendo sob o jugo implacável de algum Jair Bolsonaro, Julio Severo ou Padre Lodi? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem os ensinou a enxergar "crimes de ódio", imputáveis à consciência religiosa, em cada assassinato de homossexuais praticado por garotos de programa, com toda a evidência homossexuais eles próprios, e desprovidos, é claro, de qualquer vestígio de escrúpulos religiosos? Quem os ensinou a proclamar, diante desses assassinatos, que "a Igreja tem as mãos sujas de sangue", quando o próprio Movimento Gay da Bahia confessa ser a maior parte deles cometida por profissionais do sexo e até hoje não se exibiu nem um único caso de homicídio cometido contra homossexuais por motivo de crença religiosa ou sentimentos conservadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem os ensinou a desprezar a tal ponto a realidade e apegar-se a lendas insanas, carregadas de ódio injusto contra inocentes que nunca lhes fizeram mal algum, além de discordar de suas opiniões, e que não têm aliás o mais mínimo meio de defesa contra os ataques multitudinários e bem subsidiados que se movem contra eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Posso explorar essas perguntas em artigos vindouros, mas nenhuma resposta vai jamais atenuar a estranheza de um fenômeno deprimente, abjeto, moralmente inaceitável: a perda do sentimento de justiça e de honra por toda uma geração de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu mesmo, quando escrevi O imbecil juvenil em 1998 (v. http://www.olavodecarvalho. org/textos/juvenil.htm), não esperava que o mecanismo sociológico ali descrito se tornasse, por assim dizer, oficializado, consagrando como virtudes cívicas a covardia, o servilismo grupal e o assalto coletivo a bodes expiatórios desproporcionalmente mais fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Publicado no Diário do Comércio.&lt;br /&gt;http://www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/75643-a-alma-militante-todos-contra-um&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-161273327048426492?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/161273327048426492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/10/alma-militante-todos-contra-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/161273327048426492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/161273327048426492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/10/alma-militante-todos-contra-um.html' title='A Alma Militante: Todos contra um'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-5142252318029909881</id><published>2011-04-21T04:51:00.001-07:00</published><updated>2011-04-21T04:51:55.867-07:00</updated><title type='text'>Um homenzinho Filosófico</title><content type='html'>Um homenzinho filosófico - Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Tempos atrás, quando a leitura de As Portas da Percepção de Aldous Huxley estava fresca na memória da geração Woodstock e ainda era moda louvar as virtudes iluminativas da ingestão de drogas, conheci dois irmãos que faziam viagens ao menos semanais nas asas do LSD. Acreditavam com isso estar adquirindo poderes extraordinários, ascendendo ao pináculo do conhecimento espiritual. Embora eu notasse que, em vez disso, eles se tornavam cada dia mais idiotas, abstive-me de qualquer esforço para tirá-los da ilusão. Uma só vez apresentei a um deles uma modesta objeção às suas pretensões, e isto bastou para deixá-lo embasbacado ao ponto de esfriar por algum tempo sua devocäo lisérgica. Foi assim. Ele estava me contando que a droga aguçava sua percepção sensorial, a dele e a do irmão, ao ponto de que este último, estando a cinqüenta metros de distância, podia ser chamado de volta com um simples cochicho, ouvindo-o com a nitidez de quem estivesse a cinqüenta centímetros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Mas, se estavam ambos drogados, -- perguntei -- como é que você sabe que era seu irmão quem, estando a cinqüenta metros, ouvia como se estivesse a cinqüenta centímetros, e não você próprio quem, estando a cinqüenta centímetros dele, o enxergava como se estivesse a cinqüenta metros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele arregalou os olhos, coçou a cabeça e confessou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Pô! Eu nunca havia pensado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como logo depois ele e o irmão saíram do meu círculo de convivência, não sei se minha observação chegou a ajudá-los ou se, passado o momento de perplexidade, voltaram à rotina estupefaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que, para mim, a conversa foi de uma utilidade extraordinária, num sentido que nenhum deles jamais poderia suspeitar. A partir desse dia, adquiri o hábito de examinar o problema da percepção sempre por dois lados, emissor e receptor, em vez de fazê-lo só desde o ponto de vista do sujeito, como tinha sido de praxe na filosofia ao longo de pelo menos três séculos, de Descartes a Husserl. Foi assim que me livrei não só das inibições cépticas contraídas da leitura de David Hume, mas também do remédio ainda mais profundamente inibidor constituído pelas precauções críticas de Immanuel Kant. Se a primeira lição do adestramento filosófico é o confronto com as objeções cépticas quanto à possibilidade do conhecimento, deixar-se prender na jaula do kantismo e aprender a escapulir dela já é uma etapa superior de aprendizado, na qual muitos filósofos de ofício continuam atolados até à morte. Foi no dia em que venci essa etapa que pude pela primeira vez olhar no espelho e proclamar com orgulho: “Meu filho, você já está um homenzinho.” Perto disso, aqueles que, não conseguindo evadir-se do subjetivismo cartesiano, apelaram ao subterfúgio de negar a existência do sujeito, como Foucault e Heidegger, começaram a me parecer adolescentes que, impedidos de elevar-se ao estado de homenzinhos, e mais ainda ao de homens, forjaram um arremedo de consolo mediante a negação da possibilidade de amadurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave da jaula kantiana, invisível a tantas gerações, esteve no entanto sempre à mostra. Para encontrá-la, bastava lembrar que nenhum sujeito pode ser só e exclusivamente sujeito, sem ser jamais objeto. Na relação cognoscitiva, sujeito é aquele que recebe as informações, objeto aquele que as emite. Na relação ativa, ao contrário, sujeito é o que age, objeto o que recebe a ação; mas como toda ação é transferência de informações, nenhum ente pode ser sujeito da ação sem ser simultaneamente objeto desde o ponto de vista cognoscitivo, nem objeto da ação sem ser cognoscitivamente sujeito. Para que numa relação cognoscitiva um homem pudesse ser total e unilateralmente sujeito, sem nada de objeto, ele precisaria estar totalmente desprovido da possibilidade de agir sobre o objeto, isto é, de transferir-lhe informações e ser portanto, para ele, objeto cognoscitivo. Logicamente falando, é uma obviedade dizer que sujeito e objeto são termos relativos, que exprimem posições e relações acidentais entre os entes, e não a natureza fixa e definitiva de qualquer deles. Mas justamente essa obviedade deixou de ser levada em conta na prática filosófica durante três séculos, daí nascendo o subjetivismo que descambou inevitavelmente em cepticismo e fenomenalismo, isto é, na redução do mundo a um conjunto de aparências sem essência identificável. O erro aí foi, na verdade, primário: o sujeito foi sempre examinado como sujeito, o objeto como objeto, elevando meras posições relativas à condição de diferenças ontológicas irrecorríveis. Só graças a esse cacoete foi possível argumentar, como Montaigne, que “como nosso estado acomoda as coisas a si, e as transforma de acordo consigo próprio, não sabemos mais o que são as coisas em verdade; pois nada chega ao nosso conhecimento senão falsificado e alterado pelos nossos sentidos” (Éssais, Paris, Garnier, 1962, I, p. 632). Nesse parágrafo, o príncipe dos cépticos modernos, penetrando já no puro kantismo avant la lettre, dá por pressuposto que os sentidos humanos alteram por si as informações recebidas das coisas, sem se perguntar se as coisas, por seu lado, teriam o poder de enviá-las diversas do que as recebemos. Vejo, por exemplo, um elefante a cinqüenta metros, e ele me parece do tamanho de um coelho. Mas ele, por sua vez, teria o poder de fazer-se ver como se estivesse a cinqüenta centímetros? Em caso de dúvida, posso testar isso olhando-me a mim mesmo num espelho a várias distâncias. Se meus olhos não conseguem, a cinqüenta metros, me ver maior do que a distância admite, é porque meu corpo também não pode, a essa mesma distância, projetar de si uma imagem ampliada para que os olhos o vejam maior. A limitação não está nos olhos, mas simultaneamente neles e no corpo que vêem. Não está no sujeito, mas simultaneamente nele e no objeto. E essa limitação recíproca, obviamente, não é limitação: é a adequação da mensagem enviada à mensagem lida, é a proporcionalidade de emissão e recepção, é, em suma, percepção da realidade no seu tecido vivo de interações e perspectivas. Descartes, Hume e Kant poderiam ter feito essa experiência, mas jamais consentiram em descer da dignidade de sujeitos à humilde condição de objetos. Tomaram-se como puros olhos, desprovidos de corpos, transformando o mundo num corpo sem olho, que eles viam mas não podia vê-los. Desprovido abstrativamente da condição de objeto que é concomitante e inerente à sua possibilidade de ser sujeito, o sujeito humano se excluía da realidade ao mesmo tempo que tentava alcançá-la – exatamente como quem tentasse provar o gosto da comida sem levá-la à boca – e, naturalmente não o conseguindo, concluía pela existência de um abismo entre sujeito e objeto, entre conhecimento e realidade, sem perceber que o abismo só existia porque ele próprio o havia cavado. René Descartes desceu tão fundo nesse estado de auto-hipnose, que, vendo da janela as pessoas que caminhavam pela rua, tinha dificuldade em admitir que, como ele, fossem sujeitos cognoscentes e não simples corpos em movimento. O sujeito só pode fechar-se em si quando se esquece de sua condição de objeto, rebaixando a objetos os demais sujeitos. Tornado permanente, esse estado seria pura despersonalização esquizofrênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mediante essas considerações que pude livrar-me do subjetivismo moderno, sem ter de recorrer ao expediente “pós-moderno” -- e ainda mais profundamente esquizofrênico -- de negar, além do conhecimento, a existência do próprio conhecedor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que a dupla de sapientes drogados tenha tirado tanto proveito de minhas observações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-5142252318029909881?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/5142252318029909881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/04/um-homenzinho-filosofico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5142252318029909881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5142252318029909881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/04/um-homenzinho-filosofico.html' title='Um homenzinho Filosófico'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-2269697287990394250</id><published>2011-02-08T20:09:00.001-08:00</published><updated>2011-02-08T20:09:45.580-08:00</updated><title type='text'>Podemos confiar na Bíblia?</title><content type='html'>Podemos confiar na Bíblia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca tenha medo da dúvida se você tem a disposição de acreditar.” – Samuel Coleridge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da publicação do artigo de capa “Quem escreveu a Bíblia”, pela revista Aventuras na História (Abril) de dezembro, resolvi postar o texto abaixo, extraído e adaptado de meu livro A História da Vida (www.cpb.com.br):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, nos últimos séculos, desenvolveu o costume de questionar. Parece que a cada geração este fato se evidencia mais. Verdades tidas como absolutas foram questionadas e algumas até sucumbiram. A Bíblia não poderia ficar de fora desses questionamentos, afinal, o próprio Apóstolo Paulo diz: “Analisai todas as coisas, retende o bem.” I Tessalonicenses 5:21. O ato de questionar é, de fato, muito importante. E é próprio de seres inteligentes que não agem por automatismo. Devemos analisar tudo o que nos é transmitido, formando nossa própria opinião a respeito e não sendo levados por outras pessoas. Mas há um paradoxo nisso tudo: embora eu tenha dito que as últimas gerações se caracterizam pelo questionamento, na prática, isso nem sempre acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto as pessoas são realmente influenciadas ou não pela “indústria cultural”? Às vezes até mesmo aqueles que têm o bom hábito de questionar acabam se perdendo e automaticamente aderindo a uma idéia. Por isso, também, é tão difícil aceitar o criacionismo. O problema é que a evolução é ensinada nas escolas e divulgada insistentemente pelos meios de comunicação como se fosse um fato provado. Quem quer que ponha em dúvida a validade da evolução é automaticamente suspeito aos olhos evolucionistas. Teilhard de Chardin, um padre e filósofo evolucionista, afirmou: “Com exceção de alguns grupos ultraconservadores não ocorreria a qualquer cientista ou pensador de hoje – seria psicologicamente inadmissível e impossível – adotar uma linha de pensamento que ignore o conceito de um mundo em evolução.” Teilhard de Chardin expôs o argumento logicamente errado mas psicologicamente eficaz conhecido como apelo às massas. Este argumento falacioso tenta convencer mediante um apelo às emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irving M. Copi, ao dar um exemplo deste erro lógico, diz: “Além do ‘apelo ao esnobismo’ já referido, podemos incluir sob este título o ‘argumento do trem da política’. O político em campanha ‘argumenta’ que deve receber nossos votos porque ‘todo mundo’ está votando nele. Somos informados de que tal e tal alimento, cigarro ou carro é o ‘melhor’ por ser o mais vendido. Uma certa crença ‘deve’ ser verdadeira porque ‘todos a conhecem’. Mas a aceitação popular de uma determinada política não prova que ela seja sábia; o uso difundido de certos produtos não prova que sejam satisfatórios; a concordância geral com uma afirmação não prova que ela seja verdadeira. Argumentar desta forma é cometer o erro ad populum” (Irving M. Copi. Introduction to Logic, pág. 80).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando as palavras de Chardin, no parágrafo anterior, vê-se que ele chamou os criacionistas de “ultraconservadores”; e, evidentemente, ninguém quer ser isso. Ele disse também que você não pode ser um pensador ou cientista se não acreditar na evolução. Esses argumentos são psicologicamente poderosos e, portanto, influenciam muitos. Porém, eles têm pouco a ver com o fato de ter havido ou não evolução. O zoólogo D. M. S. Watson escreveu: “A evolução é uma teoria universalmente aceita, não por ter sido comprovada, mas porque é a única alternativa; a ‘criação especial’ é claramente impossível” (London Times, 03/08/1929 – Citado por Bolton Davidheiser, Evolution and Christian Faith, pág. 155). Por que a criação especial é impossível? Se há um Deus e Ele quis criar o mundo, duvido que a opinião de Watson pesasse na balança dEle. Deus podia fazer isso sem levar em conta a crença de Watson ou de qualquer outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** BÍBLIA: CANAL DE COMUNICAÇÃO DIVINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das Escrituras, a ciência também é um dos métodos de Deus comunicar-Se conosco. “Os céus proclamam a glória de Deus.” Salmo 19:1. Mas há pelo menos dois problemas com essa forma de comunicação. O pecado prejudicou a obra de Deus, que, por isso, reflete-Lhe o caráter apenas obscuramente. E nossa compreensão da Natureza, e dAquele que deseja revelar-Se através dela, será incompleta enquanto houver lacunas em nosso conhecimento das leis da natureza que nos deviam ajudar a interpretar a mensagem de Deus corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos lembrar, portanto, que a incapacidade de harmonizar a ciência com as Escrituras advém de “uma compreensão imperfeita, tanto da ciência quanto da Revelação; corretamente entendidas, elas se encontram em perfeita harmonia” (Ellen G. White. Patriarcas e Profetas, pág. 114). Deus é o Autor de ambas, e não pode haver conflito se as coisas são compreendidas corretamente. Precisamos das duas disciplinas a fim de ver sentido no Universo em que vivemos. Albert Einstein (1879-1955) disse certa vez que “a religião sem a ciência é cega; e a ciência sem a religião é manca”. É necessária a conciliação para que se tenha uma visão global da realidade. É por isso que, quando o homem julga a Palavra de Deus de acordo com seus padrões humanos, faz algo semelhante a tentar medir estrelas com uma fita métrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia muito difundida atualmente é a de que a Bíblia, a despeito de sua importância, é um livro ultrapassado e até incorreto em alguns pontos. E o mais interessante é que os que defendem esta idéia pouco ou nada conhecem desse Livro. Apenas ouviram falar a respeito ou dedicaram-se a uma leitura superficial de seu conteúdo. Uma pessoa não pode, ou pelo menos não deve, dizer que acredita ou não em algo, se não o conhece bem. E para isso é preciso que se faça uma pesquisa isenta de preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diz Paulo que ‘toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino’. II Timóteo 3:16. A palavra grega theopneutos, aqui traduzida como ‘inspirada’, significa literalmente ‘proveniente do fôlego de Deus’. Deus ‘inspirou’ a verdade nas mentes dos homens, os quais expressaram estas mesmas verdades em suas próprias palavras, que foram consolidadas nas Escrituras. Portanto, inspiração é o processo através do qual Deus comunica Sua verdade eterna” (Nisto Cremos, pág. 19, Casa Publicadora Brasileira). Em outros termos, Deus inspirou os homens e não as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens santos escolhidos por Deus traduziram as revelações divinas em linguagem humana com todas as limitações e imperfeições de que esta se acha revestida, mas ainda assim ela – a Bíblia – é o Testemunho de Deus. Devemos lembrar que a Bíblia, segundo a escritora Ellen G. White, “não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus (...) Ele não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica. Os escritores da Bíblia foram os instrumentos de Deus, não Sua pena” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21), pois “a inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim as declarações do homem são a Palavra de Deus” (Ibidem). A Bíblia é o maravilhoso livro divino-humano. Resumindo: a Bíblia é a verdade divina expressa em linguagem humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem foi que organizou a Bíblia em 66 livros? Foram Esdras e Neemias que, entre os anos 430 e 420 a.C., organizaram e fecharam o cânon do Antigo Testamento. E a Igreja cristã primitiva ratificou oficialmente os 39 livros no ano 90 d.C., durante o Concílio de Jânia. Cristo e os apóstolos também aceitaram esse cânon, como se pode deduzir de inúmeras passagens, como: Lucas 24:44; João 5:46-47; II Timóteo 3:15-16; II Pedro 1:19-21. Portanto, o Novo Testamento reconhece a inspiração divina do Antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem, então, organizou o Novo Testamento? A Pessoa do Espírito Santo, sem dúvida, dirigiu e orientou os servos de Deus dos primeiros séculos na seleção dos livros neotestamentários. O consenso é de que o primeiro livro escrito foi I Tessalonicenses, no ano 51 d.C. Já o Apocalipse, foi escrito no ano 96 ou 97. O cânon do Novo Testamento foi criado para proteger os escritos dos apóstolos de muitos escritos apócrifos que estavam surgindo. Assim, no fim do segundo século depois de Cristo, a igreja cristã começou a organizar o verdadeiro cânon cristão, sempre tendo como norma os livros canônicos do Antigo Testamento e a direção do Espírito Santo. Alguns livros apócrifos, de origem posterior, foram acrescentados à Bíblia católica. Mas basta ler o conteúdo deles para perceber sua inferioridade e desarmonia em relação ao cânon original, tanto do Velho, quanto do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que argumentam, dizendo que a Bíblia não é historicamente confiável, não são historiadores profissionais. Esta é a razão de o grande arqueólogo William F. Albright ter dito: “Todas as escolas radicais na crítica ao Novo Testamento que existiram no passado ou existem hoje são pré-arqueológicas, e por terem sido construídas in der Luft (no ar) são bastante antiquadas hoje” (Retrospect and Prospect in New Testment Archaelogy, em The Teacher's Yoke, ed. E. Jerry Vardaman, pág. 29). “O que está escrito na Bíblia aconteceu efetivamente ... a credibilidade histórica dos eventos mais importantes, como a emigração do patriarca Abraão de Ur, na Suméria, o Êxodo do Egito e o cativeiro babilônico, pôde ser comprovada por escavações arqueológicas e por achados de inscrições hebraicas” (Paul Frischauer. Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas, pág. 103).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde a Bíblia fala sobre questões científicas, ela o faz com termos simples mas corretos, despidos de absurdos. Por outro lado, os relatos não bíblicos da formação do Universo e outros assuntos científicos são praticamente ridículos, enquanto as Escrituras em ponto algum podem ser consideradas desse modo. Elas não são o que se poderia esperar de um livro escrito por homens durante a era pré-científica” (Josh McDowell e Don Stewart. Razões Para os Céticos Considerarem o Cristianismo, págs. 78 e 79).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que as pessoas nunca deveriam permitir que os críticos da Bíblia lhes tomassem o lugar em seu estudo. O crítico pode ter alguma sugestão que seja de ajuda, mas o homem nunca deveria aceitar cegamente tudo o que os críticos dizem, ou menosprezar sua própria habilidade de raciocinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o próprio presidente da Universidade de Chicago quem declarou: “Tereis notado, também, que se tem tornado quase uma tradição neste país [EUA] que um cientista natural depois de alcançar eminência e lazer se empenhe em especulações tanto metafísicas como teológicas. Sem qualquer preparo particular nestas disciplinas e com pronunciado desprezo para com aqueles que o tenham, ele passa a confundir ainda mais o público acerca das maiores questões que têm confrontado a mente humana” (Robert Maynard Hutchins. “University Education”, Yale Review, Summer, págs. 672 e 673). E as pessoas repassam essas informações, sem ao menos confirmá-las, baseando-se apenas na opinião de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** EVIDÊNCIAS DA ORIGEM DIVINA DA BÍBLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seu primeiro livro (Gênesis) ao último (Apocalipse), a Bíblia se compõe de 66 livros escritos por cerca de 40 escritores de formação social, educacional e profissional amplamente diversificada. A escrita foi feita num período de 16 séculos, todavia, o produto final é um livro harmonioso e coerente. “Considere isto: se você escolhesse dez pessoas vivendo ao mesmo tempo na História, vivendo na mesma área geográfica básica, com os mesmos recursos educacionais básicos, falando a mesma língua, e pedisse que escrevessem independentemente sobre o seu conceito pessoal de Deus, o resultado seria tudo, menos um testemunho unificado. Nada mudaria se lhes pedisse para escrever sobre o homem, a mulher ou o sofrimento humano, pois está na natureza dos seres humanos diferir em questões controversas. Todavia, os escritores bíblicos concordam não só nesses assuntos como em dezenas de outros. Eles têm completa unidade e harmonia. Só há ‘uma’ história nas Escrituras do começo ao fim, embora Deus tivesse usado autores humanos diferentes para registrá-la” (Josh McDowell e Don Stewart. Op. cit, pág. 80).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que existem algumas passagens difíceis na Bíblia. Se tudo o que existe nela pudesse ser entendido tão facilmente, ela não passaria de um livro comum. O que me fascina na Palavra de Deus é que sua mensagem pode ser facilmente entendida pela mais simples das pessoas e, ao mesmo tempo, contém tesouros profundos para o mais atento dos pesquisadores. Se as Escrituras constituem uma autêntica auto-revelação de Deus, as dificuldades e discrepâncias que aparecem precisam ser reconhecidas como sendo só aparentes, e não reais. Ao se conseguir todos os fatos, pode-se comprovar que os alegados erros não são uma realidade concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, digamos que uma mulher ouvisse dizer que o marido foi visto saindo com outra mulher. O que ela pensaria? “Depende do quanto ela confiasse nele”, você pode pensar. Certo. Digamos então que ela confiasse totalmente no marido. E que ele fosse um homem leal e digno. O certo seria não tirar conclusões precipitadas e aguardar maiores explicações que esclareceriam a situação. Seria, no mínimo, pouco inteligente da parte dela tirar conclusões precipitadas. E não seria justo abandonar a confiança na integridade do marido até que tudo estivesse esclarecido. Só uma pressuposição, desde o início, de que ele é inconstante e indigno de confiança é que justificaria tal reação por parte da esposa. Da mesma maneira, quem está convicto da autoridade divina da Bíblia seria estulto e indigno se fosse questionar sua infalibilidade até que cada alegação que surge contra ela tenha sido esclarecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a História tem calado muitos críticos da Bíblia. A redação do Pentateuco por Moisés é um bom exemplo. Até pouco tempo atrás, afirmava-se que a invenção do alfabeto tinha sido feita pelos séculos XII ou XI a.C., sendo este argumento apresentado para “provar” que Moisés não podia ter escrito o Pentateuco, visto que em seu tempo não haviam ainda inventado a arte de escrever. No entanto, escavações arqueológicas em Ur, na antiga Caldéia, têm comprovado que Abraão era cidadão de uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur, os meninos aprendiam leitura, escrita, Aritmética e Geografia. Três alfabetos foram descobertos: junto do Sinai, em Biblos e em Ras Shamra, que são bem anteriores ao tempo de Moisés (1500 a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudiosos modernos sustentam que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O arqueólogo W. F. Albright datou esta escrita de início do século XV a.C. (tempo de Moisés). Interessante é notar que essa escrita foi encontrada no lugar onde Moisés recebeu a incumbência de escrever seus livros (Êxodo 17:14). Veja o que disse Merryl Unger sobre a escrita do Antigo Testamento: “A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registrar a divina revelação, em vez do difícil e incômodo cuneiforme de Babilônia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus sempre sabe mesmo o que faz! Pense bem: se o alfabeto tivesse sido realmente inventado pelos fenícios, cuja existência foi bem posterior à de Moisés, e se as escritas anteriores – hieroglífica e cuneiforme – foram apenas decifradas no século passado, como poderia Moisés ter escrito aqueles livros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o tivesse feito, só poderia fazê-lo em hieróglifos, língua na qual a própria Bíblia diz que Moisés era perito (Atos 7:22) e, nesse caso, o Antigo Testamento teria ficado desconhecido até o século passado, quando o francês Champollion decifrou os hieróglifos egípcios. Acontece que, no princípio do século XX, nos anos de 1904 e 1905, escavações na península do Sinai levaram à descoberta de uma escrita muito mais simples que a hieroglífica, e era alfabética! Com essa descoberta, a origem do alfabeto se transportava da época dos fenícios para a dos seus antecessores, séculos antes, os cananitas, que viveram no tempo de Moisés e antes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, foram estes antepassados dos fenícios que simplificaram a escrita. E passaram a usar o alfabeto em lugar dos hieróglifos, isto é, sinais que representam sons ao invés de sinais que representam idéias. Moisés, vivendo 40 anos numa região (Midiã) onde essa escrita era conhecida, viu nela a escrita do futuro, e passou a usá-la por duas grandes razões: (1) a impressão grandiosa que teve de usar uma língua alfabética para seus escritos e que se compunha de apenas 22 sinais bastante simples comparados com os ideográficos que aprendera nas escolas do Egito; (2) Moisés compreendeu que estava escrevendo para o seu próprio povo, cuja origem era semita como a dos habitantes da terra onde estava vivendo, e que não eram versados em hieróglifos por causa de sua condição de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, há muitos achados arqueológicos confirmando a veracidade das Escrituras, mas vou mencionar apenas mais um. O livro do profeta Daniel, no capítulo 5, menciona que o rei de Babilônia em 539 a.C. era Belsazar. Mas a História oficial afirmava que esse homem nem sequer existira. “Para vexação de tais críticos, W. H. F. Talbot publicou em 1861 a tradução de uma oração – escrita em caracteres cuneiformes – oferecida pelo rei Nabonidus, na qual ele pede aos deuses que abençoem seu filho Belsazar!” (H. Fox Talbot, “Translation of Some Assyrian Inscriptions”, Journal of the Royal Asiatic Society 18 [1861]:195 – citado por C. Mervyn Maxwell, no livro Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, pág. 91).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos, então, aceitaram a existência de Belsazar, mas em sua resistência contra a Palavra de Deus, alguns deles continuaram insistindo que Belsazar jamais fora identificado como rei, fora da Bíblia. Até que, em 1924, foi traduzido e publicado o Poema de Nabonidus (Tablete n.º 38.299 do Museu Britânico) por Sidney Smith. Esse documento histórico oficial atesta que Nabonidus deixou Babilônia e se dirigiu a Tema, e no trono deixou quem? Belsazar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vergonha dos críticos, uma vez mais o relato bíblico estava confirmado. Daniel vivia na corte de Babilônia e estava familiarizado com esse costume de o filho assumir o cargo do pai, quando este saia em excursões militares. Portanto, “em instância após instância quando se destacava a inexatidão histórica como sendo prova da autoria tardia e espúria dos documentos bíblicos, o relatório dos hebreus tem sido vindicado pelos resultados das escavações recentes, e comprovou-se que os juízos zombeteiros dos documentaristas carecem de fundamento” (Gleason L. Archer Jr. Merece Confiança o Antigo Testamento, págs. 183 e 184).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto incrível é que, embora escrita por judeus, a Bíblia seja útil para todos os tipos de culturas e épocas. Realmente é notável que a Bíblia tenha vindo mediante a nação judaica, nação sem nenhuma outra literatura cuja qualidade se aproxime da excelência literária da Bíblia. O Talmude dos judeus pode somente ser contrastado com a Bíblia em suas qualidades literárias. Como os judeus, povo em constante tumulto e revolta contra os princípios estabelecidos na Bíblia, e naquele tempo uma raça isolacionista e tacanha, puderam produzir em toda a sua debilidade e confusão um trabalho de tão sublime força e harmonia que ensina a fraternidade entre toda a humanidade? Não há explicação natural para este fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem ainda outros aspectos que fascinam os que estudam a Bíblia. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua universalidade – serve para todos os povos, épocas e idades.&lt;br /&gt; É um livro infalível no que diz.&lt;br /&gt; É um livro indestrutível, apesar das perseguições movidas contra ele.&lt;br /&gt; Possui integridade geográfica, cronológica e étnica.&lt;br /&gt; É um livro imparcial e inesgotável.&lt;br /&gt; Possui influência e poder transformador de vidas.&lt;br /&gt; Cristo mesmo chamou-a de “Palavra de Deus” (Lucas 8:21).&lt;br /&gt; Suas profecias têm sido cumpridas à risca (leia, por exemplo, o capítulo dois do livro de Daniel e você verá, representada por uma estátua, a história dos impérios, desde Babilônia, passando pela Pérsia, Grécia, Roma e Europa, e culminando com a implantação do Reino de Deus, na segunda vinda de Cristo). A Bíblia apresenta ainda a profecia cumprida a respeito da destruição da antiga Tiro, a queda de Babilônia e a reconstrução de Jerusalém.&lt;br /&gt; O Novo Testamento, inclusive, é o documento mais incontestável dos tempos antigos. Existem mais de 5 mil manuscritos sobre a sua existência, que datam desde o século II até a invenção da imprensa. É bom lembrar o quanto são escassas as evidências em forma de manuscritos, no caso dos grandes clássicos não-bíblicos, como os que tratam da história de Roma, por exemplo. No entanto, por incrível que pareça, ninguém questiona a existência dos césares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** CONHECIMENTO SUPERFICIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que conhecem a Bíblia apenas por ouvir falar, conhecem-na muito superficialmente. Se as pessoas procurassem lê-la e analisá-la, veriam quantos extraordinários ensinamentos ela possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraham Lincoln (ex-presidente dos EUA) declarou: “Estou ultimamente ocupado em ler a Bíblia. Tirai tudo o que puderdes desse livro pelo raciocínio e o resto pela fé, e viverei e morrereis um homem melhor.” Por que não crer na Bíblia só porque as circunstâncias não parecem favoráveis? Por que as pessoas querem limitar Deus aos seus cinco sentidos? Não é suficiente constatar que tudo o que ela prediz tem ocorrido? Não basta o testemunho das vidas por ela transformadas? Realmente, constituiria uma tragédia se alguém deixasse que o orgulho o estorvasse de descobrir as verdades vitais na Bíblia, as quais podiam ser absolutamente necessárias na edificação de sua filosofia de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitas coisas há, aparentemente difíceis ou obscuras, que Deus tornará claras e simples aos que assim procuram compreendê-las. Sem a direção do Espírito Santo, porém, estamos continuamente sujeitos a torcer as Escrituras ou a interpretá-la mal. Muitas vezes a leitura da Bíblia fica sem proveito, e em muitos casos é mesmo nociva. Quando se abre a Palavra de Deus sem reverência nem oração; quando os pensamentos e as afeições não se concentram em Deus, ou não se acham em harmonia com Sua vontade, a mente fica obscurecida por dúvidas; e o ceticismo se robustece com o próprio estudo da Bíblia. ... Os que se volvem às Escrituras para encontrar incoerências, não possuem conhecimento espiritual. Com visão transtornada, encontrarão muitos motivos de dúvida e incredulidade em coisas na verdade claras e simples” (Ellen G. White. Caminho a Cristo, págs. 110 e 111).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você possui uma Bíblia? Onde está ela neste momento? Que tal tomar a decisão de estudá-la, examiná-la (João 5:39), a fim de descobrir os planos de Deus para a sua vida. Muitas pessoas sedentas que, de coração e mente abertos, foram a essa maravilhosa Fonte, voltaram saciadas. Experimente. Você só tem a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michelson Borges&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-2269697287990394250?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/2269697287990394250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/02/podemos-confiar-na-biblia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2269697287990394250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2269697287990394250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/02/podemos-confiar-na-biblia.html' title='Podemos confiar na Bíblia?'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3959002140626208461</id><published>2011-01-26T20:30:00.001-08:00</published><updated>2011-01-26T20:30:06.115-08:00</updated><title type='text'>Homolatria: As vítimas VIP da violência no Brasil</title><content type='html'>Homolatria: As vítimas VIP da violência no Brasil &lt;br /&gt;Autor: Julio Severo&lt;br /&gt;Fonte: www.juliosevero.com &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prática homossexual torna-se cada vez mais garantia contra impunidade e descaso policial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 de novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um morto na rua. A polícia cumpriu o seu dever de fazer suas averiguações do crime e comunica o caso ao delegado, que pergunta: “A vítima era gay?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a resposta é negativa, o delegado diz: “Joguem então esse caso nas estatísticas do mais de 50 mil brasileiros assassinados todos os anos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que a polícia seja amante da impunidade. Com dezenas de milhares de assassinatos ocorrendo, fica difícil para poucos policiais mal pagos e mal treinados resolverem tantos crimes. Tudo o que lhes resta é cuidar dos casos que recebem holofotes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o menino Gabriel Kuhn, de 12 anos, foi estuprado e esquartejado ainda vivo, morrendo de hemorragia depois que suas duas pernas foram arrancadas a golpes de serra, mas o caso nunca ganhou fama na grande imprensa. Um crime comum — estupro, esquartejamento e assassinato de um menino — não atrai tanto a atenção da mídia quanto o caso de um gay que sofre uma agressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda é, por causa da pressão do movimento homolátrico, tirar da nuvem negra do descaso somente incidentes onde homossexuais sofrem arranhões, agressões e assassinatos — ou até mesmo, como muitas vezes ocorre, aqueles que simplesmente se sentiram ofendidos. O PLC 122/06, por exemplo, pune o autor de uma simples “ofensa” contra a prática homossexual com uma pena tão pesada quanto leva um estuprador de crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na classificação dos crimes, a prática homossexual dá a uma vítima o direito de não ser tratada com a mesma indiferença com que são tratadas todas as outras vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impunidade que afeta crimes contra bebês, meninos, meninas, rapazes, moças, homens e mulheres está perdendo sua força quando a vítima é viciada naqueles impudicos atos privilegiados, pois legisladores, jornalistas e grupos de direitos humanos colocaram os praticantes do homossexualismo na categoria de indivíduos que merecem atenção VIP. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é homossexual, há agora as delegacias especializadas de “direitos humanos”, onde você terá atendimento personalizado. Há o disque-denúncia gay, para você usar e abusar, denunciando como “homofóbico” até o cão do vizinho que incomoda com seus incessantes latidos. Se você não é gay, você terá de se juntar ao povão e entrar na fila do atendimento público. Afinal, o perfil dos gays é economicamente mais elevado e essa classe endinheirada não pode se misturar com as pessoas comuns. Uma mistura só ocorre quando o gay ricão vai atrás de um rapaz ou menino pobretão para oferecer presentes em troca “daquilo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, os homossexuais não são os alvos preferenciais de assassinatos. Se fossem, haveria dezenas de milhares deles perdendo a vida todos os anos. Quem está perdendo a vida aos milhares são os brasileiros comuns que, de 1980 a 2005, sofreram o astronômico e assombroso número de aproximadamente 800 mil assassinatos. Então você pergunta: “Mas como é que nunca ouvi falar disso?” Simples: eles não eram gays. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo período de 25 anos, 2.511 homossexuais foram assassinados, de acordo com informações do próprio Grupo Gay da Bahia, fundado por Luiz Mott. Esse pequeno número pode incluir também episódios onde a causa do crime é a paixão irracional de um amante da vítima. Além disso, é supervalorizada e supermaquiada a morte de homossexuais que frequentam, às 2h da madrugada, ambientes de drogas, prostituição e criminalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as vítimas homossexuais não cheguem nem a 1% dos 800 mil brasileiros assassinados, elas se tornaram a estrela principal do “show”. É como se os homossexuais é que somassem 800 mil vítimas, e todos os outros brasileiros não passassem de 2 mil assassinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ano, são assassinados 122 homossexuais, ou 1 a cada três dias, conforme alegação do sr. Luiz Mott. Em contraste marcante, por ano são assassinados 50 mil brasileiros, 414 a cada três dias, ou 138 por dia. Isso significa que o número de brasileiros mortos por dia é maior do que o número total de homossexuais mortos por ano, indicando, nas palavras de Solano Portela, que “a melhor forma de escapar com vida, no Brasil, é virar gay”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos homossexuais assassinados é de travestis, conforme Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, que declarou: “São homossexuais que estão mais envolvidos com a criminalidade, como prostituição e tráfico de drogas, ficando mais expostos à violência”. (Tribuna de Minas, 09/03/2007, p. 3.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe o motivo por que travestis e outros homossexuais, que escolhem ambientes de criminalidade e prostituição, não sofrem uma proporção muito maior de assassinatos. Será que a bandidagem agora tem também medo de ser acusada de “homofóbica”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas atitudes do homossexual perturbado (por homossexual queremos dizer o homem que dá ou recebe o pênis no ânus) passaram a fazer parte integral da propaganda que trata como “homocausto” (holocausto de homossexuais) os 122 homossexuais assassinados todos os anos no Brasil. Esse homocausto na verdade soma uma proporção baixíssima que entra em choque com o quadro imenso de todos os outros brasileiros assassinados. Mas a realidade maior é vencida pela realidade pequena à custa daquelas atitudes típicas de gay espalhafatoso, como mentiras, intrigas, estardalhaços e fofocas, sofisticamente mascarados em linguagem de propaganda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pressão e opressão da Gaystapo na mídia, que chance tem a vasta maioria das vítimas (que são tratadas como cidadãos de quinta categoria) diante das “vítimas de primeira classe”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda da homolatrina joga a verdade no chão e exalta a homolatria acima de toda e qualquer estatística e realidade social, ganhando no puro estardalhaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se os homossexuais são realmente 10% da população brasileira, conforme alegam os grupos gays do Brasil, onde estão então os 80 mil homossexuais mortos no período de 25 anos? Se eles são apenas 5%, então onde estão os 40 mil homossexuais mortos? Se eles são apenas 1%, onde estão os 8 mil mortos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todos os holofotes da mídia no pequeno número de vítimas homossexuais, a impunidade só tende a aumentar para todos os brasileiros, pois mais atenção e policiamento para homossexuais significa menos atenção e policiamento para todos os cidadãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crimes agora só ficarão protegidos de impunidade conforme a homolatria da vítima. O agredido é gay? O culpado será condenado e preso, sem chance de escapar. A vítima não é gay? Então a polícia está ocupada demais para investigar, dando ao culpado a chance de suspirar de alívio. É a ideologização e idiotização do sistema de punição. É a homolatria privilegiando quem presta culto ao ânus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer que um caso de agressão ou assassinato em sua localidade receba atenção da imprensa, dos políticos e da polícia? Numa sociedade mergulhada na homolatrina, só lhe resta alegar que a vítima é gay. No incidente do menino Gabriel Kuhn, que foi estuprado e esquartejado, o caso dele seria lembrado regularmente em todos os canais de TV e no próprio Congresso Nacional — se o esquartejador não fosse homossexual. E há milhares de outros casos de meninos estuprados que não viram notícia na tela da TV Globo ou da TV Record, porque o estuprador é homossexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a vítima é homossexual, holofotes. A “causa” do crime é a “homofobia” e ponto final. Cada caso de “homofobia” se torna motivo para campanhas espalhafatosas em favor de leis para proteger depravados de primeira categoria como se fossem vítimas de primeira classe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o criminoso é homossexual, manipulação, falsificação e ocultamento, protegendo a prática homossexual de toda desonra. A “causa” do crime é um mistério! A culpa é jogada em tudo e em todos, menos na chamada “orientação sexual”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda da homolatrina garante atenção VIP para vítimas homossexuais e impunidade para homossexuais que cometem insanidades. Luiz Mott, o líder máximo do movimento homossexual brasileiro, é acusado de defender a pedofilia, enquanto o homossexual Denílson Lopes, professor universitário, tem descaradamente defendido o sexo com crianças. Além disso, um filme brasileiro promoveu abertamente o sexo homossexual entre meninos. Em cada um desses casos, as autoridades jamais tomaram qualquer medida. Contudo, se um pastor ou padre dissesse apenas 10% do que Mott e Lopes disseram sobre sexo com crianças, já estariam — e com muita justiça — presos e completamente desmoralizados com denúncias jornalísticas desde a revista Veja até a Rede Globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na violência generalizada que assola a todos no Brasil, a homolatria agora faz toda a diferença na hora de decidir quais vítimas recebem tratamento de estrela de cinema e quais perpetradores obtêm impunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3959002140626208461?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3959002140626208461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/01/homolatria-as-vitimas-vip-da-violencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3959002140626208461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3959002140626208461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2011/01/homolatria-as-vitimas-vip-da-violencia.html' title='Homolatria: As vítimas VIP da violência no Brasil'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6533052872733097154</id><published>2010-12-01T20:41:00.001-08:00</published><updated>2010-12-01T20:41:50.943-08:00</updated><title type='text'>Os Barões</title><content type='html'>Um leitor pede, gentilmente, que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados "barões da droga". Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro as militares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: "A guerrilha tem o comando das drogas" (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/031002jt.htm).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ainda tem dúvidas, está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: "Será que vi um gatinho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dirá o leitor, não há políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas? Claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes: para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico - o que não os torna menos criminosos. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor. Quando a guerrilha está perdendo, usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a "paz" em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São esses os barões. Não há outros. A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana, segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época, os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no "povo", em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse lhes dera uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais - ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de pregar nas fábricas e buscassem audiência no submundo - tal era o caminho do sucesso. Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado "povo". Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados seus sonhos mais belos de justiça e caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que materializados, ampliados: "Conseguimos o que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas." Todo o descalabro sangrento que hoje aterroriza a população do Rio de Janeiro não é senão a efetivação do plano aí esboçado com a ajuda dos mesmos luminares do esquerdismo que hoje pontificam sobre "segurança pública".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parágrafo seguinte não preciso escrever, porque já escrevi. Está no Diário do Comércio de 16 de outubro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/091016dc.html): "Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se de seus antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação do Foro de São Paulo, iniciativa daqueles terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrilhas de narcotraficantes brasileiros - especialmente do PCC -, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios. Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como de fosse ele próprio o maior dos delinquentes, enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo país, têm toda a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também é claro que, entre esses dois momentos, os apóstolos da sociedade justa não ficaram parados: fizeram leis que dificultam a ação da polícia (o governador carioca Leonel Brizola chegou a bloqueá-la por completo), espalharam por toda a sociedade a noção de que os bandidos são vítimas e, a pretexto de combater o crime por meio de uma "política de inclusão", construíram nos redutos da bandidagem obras de infraestrutura que tornam a vida dos criminosos mais confortável e sua ação mais eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tanta atividade meritória, ainda tiveram tempo de estreitar os laços tático-estratégicos entre as quadrilhas de delinquentes e a militância política, articulando, nas reuniões do Foro de São Paulo, a colaboração entre as Farc e o MST, que hoje recebe da guerrilha colombiana o mesmo adestramento em técnicas de guerrilha que começou a ser transmitido aos presos da Ilha Grande nos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em "ligações" da esquerda com o crime é eufemismo. O que há é a unidade completa, a integração perfeita, uma das mais formidáveis obras de engenharia revolucionária de todos os tempos. Não espanta que empreendimento de tal envergadura tenha a seu dispor, entre os "formadores de opinião", um número até excessivo de colaboradores incumbidos de negar a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6533052872733097154?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6533052872733097154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/12/os-baroes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6533052872733097154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6533052872733097154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/12/os-baroes.html' title='Os Barões'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3844636275738405179</id><published>2010-10-05T00:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T01:10:11.335-07:00</updated><title type='text'>A moderna Torre de Babel</title><content type='html'>Muitas coisas que existem nas Sagradas Escrituras são de difícil entendimento. Uma das coisas que nunca devemos fazer ao lermos a Bíblia é tomarmos tudo que está lá de forma estritamente literal. Na maioria das vezes só vamos entender o que realmente Deus queria dizer por meio dos profetas e dos que foram inspirados pelo Espírito Santo para escrever ou descrever determinado fato, muito tempo depois, quando passamos por experiências semelhantes, ou nos debruçamos sobre algum enigma real em nossas vidas práticas.&lt;br /&gt;Cada vez mais estou convencido de que as escrituras tem toda uma filosofia para descrever a realidade imbutida muitas vezes dentro de estórias que quase nada tem haver com o mundo prático, sendo portanto na maioria das vezes, descartadas como simples lendas ou ridicularizadas pelos ateus e por pessoas que não são capazes de perceber que a verdadeira sabedoria está nas coisas mais simples e diretas, e que uma obsrvação mística escapa aos olhos acostumados a ver as coisas fechadas em si mesmas, como se as leis naturais fossem por si mesmas capazes de sustentar toda a infinitude do universo e a eternidade do tempo, sem contar o abarcamento de todo o mistério da vida e da morte.&lt;br /&gt;Constantemente, mas de um certo período para cá, tenho me despertado para significações bíblicas dantes vistas por mim como incógnitas indecifráveis, e que num estalo, dado em face de um fato real em minha vida, passam a ser entendidas por mera associação de idéias, que lançam novas luzes de entendimento dessas mesmas alegorias bíblicas mediante comparação com o fato real vivenciado por mim.&lt;br /&gt;Uma delas é a estória da Torre de babel, que narra a estória dos homens descendentes de Noé, da era pós diluviana, que, segundo a Bíblia, começaram a contruir uma cidade e uma torre bem alta, para que seus nomes fossem glorificados, e que Deus ao ver aquilo, confundira suas línguas a fim de que não mais conseguissem fazer o quisessem sem restrições e fossem dispersados por toda a terra.&lt;br /&gt;Essa simples estória nos mostra uma profunda lição e entendimento da realidade e de nossa situação atual: Primeiro ela nos diz que um mundo unificado por pessoas más e ignorantes, só multiplica o mal e gera a auto destruição e em segundo lugar nos diz que qualquer tentativa de se igualar á Deus está fadada ao fracasso.&lt;br /&gt;Quando vemos todo esforço dos globalistas da Nova Ordem Mundial em criar uma só cultura, um só sistema político, uma religião artifical que seria aceita por todos, uma só lingua e etc, vemos que, se por um lado um mundo globalizado e sem barreiras, é por definição um mundo mais simples e organizado, por outro lado, mostra que a humanidade não está preparada para um mundo assim feito pelo poder humano, e que um governo mundial só legitimará uma ditadura com todos os poderes para dar a vida ou retirá-la, a bel prazer de uma pequena elite. Antes de mais nada, esse intento, assim como o anti-cristo é uma imitação satanica do verdadeiro Cristo, é uma proposta satanica da Nova Jerusalém, que, ao contrário, não é feita pelos homens, mas ela desce dos céus, ou seja, não dependerá de iniciativas culturais ou governamentais, pois assim como Deus confundiu as línguas, e aqui se inclui tudo que está ligada á ela: cultura, raça, sistemas, etc, Deus as unirá no tempo devido à Sua maneira. Esse mundo único é a proposta da Nova Ordem Mundial, que está cada vez mais ganhando força no mundo.&lt;br /&gt;A segunda lição que podemos extrair da estória da torre de Babel é que, o fato de ter Deus confundido suas línguas para que eles não completassem a torre, mostra metaforicamente que, nunca poderemos tentar criar um universo paralelo, por inteiro ou parcialmente por meio de qualquer Ciência, sem que soframos as consequências desses atos. Deus quiz mostrar através da estória  do fracasso humano em tentar criar uma torre até aos altos céus, que a pretensão de usar o conhecimento para violar as leis da Criação é errado, primeiro porque ter essa pretensão em sí mesma já é uma afronta à Deus, e segundo, que por violar as leis naturais ela está fadada invariavelmente ao fracasso. &lt;br /&gt;Muitos filmes tipo Matrix, Exterminador do Futuro, Avatar, etc, nos sugerem que somos capazes de recriar o universo e que a Ciência pode um dia nos levar a sermos tão criativos quanto Deus, sem prestarmos atenção no fato de que tudo que fizermos com as coisas já existentes, estaremos apenas emprestando o material já criado e modificando à nossa própria maneira, não muito diferente do que faz uma criança de 4 anos quando começa a brincar com blocos de montar. Não podemos nos esquecer de que qualquer modificação radical na estrutura das coisas sempre vai dar errado pelo simples fato de que qualquer coisa, virtualmente qualquer coisa que altere uma vírgula do universo, desestruturaria todo o tecido vivo do universo. Basta que isso acontecesse uma única vez, para o universo inteiro deixar de existir no momento seguinte. Para alterarmos um único componente do universo, teríamos que alterar todo o universo, ou criar outro igualzinho. Ou seja, a pretenção dos cientistas em fazer modificações genéticas radicais é a mesma pretensão daqueles homens que queriam criar uma torre para atingir o céu.&lt;br /&gt;Só para dar um exemplo,vi numa reportagem sobre alguns cientistas declarando que podemos evitar o envelhecimento injetando nano-robôs, máquinas minúsculas que poderão evitar que as células morram. Ora, esses cientistas treinados na mentalidade modernista que separam o mundo fenomenal do mundo causal, e excluem o transcendente da realidade das coisas, não conseguem enxergar o fato de que a velhice não é apenas o controle das células. Se a velhice fosse apenas isto, eu diria que eles teriam sucesso, mas ela é mais do que isto, ela é, assim como qualquer fenomeno físico, um conjunto entretecido de coisas e situações infinitamente fora do controle humano. É como dizer que uma operação plástica pode lhe trazer a juventude de volta. Por isto esse projeto está condenado ao fracasso e esses contrutores modernos de Babel, serão jogados lá de cima, não por um dedo divino que interferirá diretamente, mas pelas próprias leis da natureza e do espírito que são o substrato da própria realidade. &lt;br /&gt;Esse é só um exemplo da irracionalidade que faz parte do imaginário científico, moldado pelo pensamento modernista que excluiu a espiritualidade da vida prática e que permeia a cultura científica, principalmente entre os biólogos, antropólogos, sociólogos e filósofos. São vítimas da chamada ``Paralaxe cognitiva´´, que tanto acomete os homens de ciência e filósofos modernos que faz com que ao formular uma verdade universal, uma cosmovisão, esquecem de se incluirem a si mesmos como partes delas, sendo portanto a existência ou ação do pensador a principal prova da contradição daquilo que ele mesmo está propondo.&lt;br /&gt;Na prática da engenharia genética, se observa o mesmo quando se admite que o homem terá num futuro qualquer, a capacidade de criar a vida de forma ``totalmente´´ artificial, sendo que todo o material utilizado será de natureza não artifical, portanto de totalmente artificial mesmo será na melhor das hipóteses a própria teoria. Caem no engano de pensar que podem pensar e agir numa outra realidade que não a própria que eles mesmos estão inseridos desde que se dão como gente.&lt;br /&gt;A perniciosidade desse tipo de pensamento está não numa probabilidade mesmo que ínfima de serem bem sucedidos, pois tenho certeza que se tal possibilidade existisse, eu não estaria aqui agora escrevendo isto para voces, mas na capacidade de, em busca de realizar tais intentos, levarem consigo a vida física e espiritual de milhões de pessoas, por tempo suficientemente longo, antes de serem desmascarados como charlatães e loucos, dignos de constarem em algum livro de mitologia como os novos construtores de Babel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Chilano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3844636275738405179?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3844636275738405179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/10/o-mito-da-torre-de-babel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3844636275738405179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3844636275738405179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/10/o-mito-da-torre-de-babel.html' title='A moderna Torre de Babel'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-960799456725520181</id><published>2010-09-25T08:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T08:06:07.882-07:00</updated><title type='text'>Estratégia tucano-petista: dessensibilização sistemática</title><content type='html'>Estratégia tucano-petista: dessensibilização sistemática Heitor De Paola | 13 Setembro 2010 &lt;br /&gt;Artigos - Eleições 2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim estão os anestesiados liberais e conservadores brasileiros: presos entre comunistas 'bonzinhos' do PSDB e 'mauzinhos' do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu último artigo, Agora é Tarde, suscitou intenso debate ao ser editado no Mídia Sem Máscara. Afora alguns comentários idiotas, que sempre surgem, a grande maioria foi de comentaristas sérios e visivelmente preocupados com o futuro do nosso País. O mais sugestivo, no entanto, foi o de Luciano Garrido, que já conheço de grupos de discussões. Psicólogo e conhecedor da Psicologia Comportamental aduziu um importante fator que me passou totalmente despercebido com relação à sugestão mais freqüente que tenho ouvido a respeito das eleições: deve-se ao menos votar no 'menos ruim'. Este argumento, tão antigo quanto me lembro a respeito das eleições das últimas cinco décadas, repete-se com regularidade enervante, é o tal do 'voto útil'. Quando este argumento surgiu, eu respondi a um dos leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...eu estava esperando que alguém apresentasse este argumento. É o mesmo desde 1998, principalmente desde 2002: votar no menos ruim para, daqui a 4 anos, prepararmos um candidato melhor. Em 12 anos não surgiu nenhum e você espera que ainda surja? A última chance foi 1989, depois os dois partidos se tornaram hegemônicos e nada, repito, nada os tirará do poder! Como disse Larry Rohter, no NYT: este ano se completa o 16º ano do governo FHC/Lula! Elegendo Serra ou Dilma completaremos o 20º - e eles não permitirão que se crie nenhum outro que lhes faça cócegas sequer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Acrescento agora: o PFL, que poderia representar um voto liberal conservador, ao transmutar-se em DEM e basear seus Estatutos no do Partido Democrata americano, socialista, e ser entregue aos Maias (perdão Eça, são os do Rio, não os alfacinhas!) degenerou-se em mais um partideco de botequim sem expressão nenhuma embora ainda possua quadros de respeito, como a Senadora Kátia Abreu que conheci pessoalmente no evento do Foro do Brasil/ADESG no dia 28 de agosto p.p..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que o voto útil é muito sedutor, eu mesmo o utilizei em 1989, quando meu candidato era Afif Domingos, mas votei no Collor temendo um segundo turno entre Lula e Brizola. E novamente em 1994, votei em FHC temendo Lula. Mas então me dei conta de que ambos são filhos do mesmo ovo de serpente, que abordei num artigo anterior, e não mais votei em ninguém. A frase de FHC que me abriu os olhos foi: acabou a farra dos importados! Percebi que apesar de os tucanos se mostrarem bonzinhos, ambos os partidos nos consideravam criancinhas que só podem brincar de carrinho enquanto papai deixar. Chegando a hora de dormir acabou a farra! Me recuso terminantemente a ser tratado assim depois de bem crescido e resolvi que ao menos meu voto nenhum destes partidos teria jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, este negócio do voto útil não é aleatório, está incluído numa estratégia mostrada por Garrido. Copio seu comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De candidato menos ruim em candidato menos ruim, em breve estaremos no pior dos mundos possíveis. Acho que essa é a tática da esquerda hoje em dia. Algo semelhante ao que em psicologia se chama de "dessensibilização sistemática". Essa ampla aceitação do Serra, até por seguimentos ditos conservadores, é um sinal claro do fenômeno. O eixo da política está se deslocando paulatinamente à esquerda ante uma platéia anestesiada..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste comentário compreendi o que antes era percebido, mas não entendido por mim: este é o cerne da estratégia de ambos os partidos que disputam as eleições: levar o eixo cada vez mais para a esquerda de modo que, daqui a alguns anos, tenhamos que escolher o menos ruim entre Chávez e Morales. Ou pior: entre Fidel y su hermanito Raúl!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos corolários desta estratégia é a tática de interrogatório em que dois interrogadores se revezam: um extremamente mau, e outro de uma bondade infinita que apela para o coração já esfarrapado do interrogado: olha, se você não falar agora, não poderei deter mais o fulano que usa métodos terríveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tática atinge as raias do inferno no interrogatório a que foi submetido pela GESTAPO Jan Valtin, pseudônimo de Richard Julius Hermann Krebs, ativista comunista alemão, magistralmente descrito em seu livro From the Bottom of the Night, (New York: Alliance Book Corporation, 1940. Existe traduzido para o português, porém esgotado há décadas: Do Fundo da Noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo, de forma muito mais suave, experimentei esta tática. Fui preso em Fortaleza, Ceará, em outubro de 1965 para onde fora ostensivamente como Vice Presidente da UNE, mas clandestinamente como representante do Comando Nacional de Ação Popular (AP), incumbência recebida diretamente do próprio CN constituído então por Herbert José de Souza (Betinho), Aldo Arantes, Duarte Pacheco do Lago e outros cujo nome eu não conhecia. Quando estava para ser solto foi descoberto, por burrice do Presidente da UEE do Ceará, um documento recebido de Paris e de autoria de Vinicius Caldeira Brandt, ex-presidente da UNE que integrava, junto com José Serra (sim, este mesmo, o queridinho 'menos ruim' de alguns conservadores enganados e apavorados!) um Comando no exílio. Neste documento já se preparava a futura adesão da AP à luta armada e às idéias de Mao Zedong, Vo Nguyen Giap e Ho Chi Min sobre guerrilha rural. Imediatamente o tom dos interrogatórios mudou: eu havia sido preso pelo DOPS e entregue ao Exército. O encarregado do IPM (Inquérito Policial Militar), Major Edísio Facó, passou a ser acompanhado pelo 'temível' Diretor do DOPS, Bacharel Firmino, de quem se contavam atrocidades. E começou a tática: Facó, bonzinho, camarada, sujeito legal e Firmino e seus meganhas, ameaçadores, sempre prontos a levar-me para uma praia (?) onde, segundo eles, sumiam seus interrogados depois de 'baterem com a língua nos dentes' e entregarem tudo (soube depois que isto não era verdade, era pura encenação). Embora eu conhecesse a tática e estivesse preparado para enfrentá-la, várias vezes me senti tentado a entregar logo o jogo para me livrar das ameaças. Resisti e nada aconteceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim estão os anestesiados liberais e conservadores brasileiros: presos entre comunistas 'bonzinhos' do PSDB e 'mauzinhos' do PT, sentem-se tentados a entregar o seu voto aos primeiros, enquanto - como bem o diz Garrido - eles vão deslocando o eixo de opções cada vez mais à esquerda! Chegam até a acreditar que o Serra vai cumprir o compromisso do seu vice, o Índio, de ser contra a legalização do aborto, como se compromisso de político valesse mais do que uma nota de três reais, ainda mais quando nem assumida pelo próprio, mas por outro em seu nome! Aí não vale nem um tostão furado! É só para mostrar-se 'bonzinho' e 'queridinho' dos conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rendam-se e depois não se arrependam. Ganhe quem ganhar, dentro de quatro anos teremos Lula versus outro tucano qualquer, mais à esquerda ainda do que Serra, com o ridículo DEM totalmente absorvido por um dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E la nave va...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-960799456725520181?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/960799456725520181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/09/estrategia-tucano-petista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/960799456725520181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/960799456725520181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/09/estrategia-tucano-petista.html' title='Estratégia tucano-petista: dessensibilização sistemática'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-4958631937629813192</id><published>2010-08-08T04:23:00.001-07:00</published><updated>2010-08-08T04:23:39.507-07:00</updated><title type='text'>Stallone está certo</title><content type='html'>Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Diário do Comércio, 28 de julho de 2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia inteira está brabíssima com Sylvester Stallone porque ele disse que no Brasil você pode explodir o país e as pessoas ainda lhe agradecem, dando-lhe de quebra um macaco de presente. Alguns enfezados chegaram até a resmungar que com isso o ator estava nos chamando de macacos – evidenciando claramente que não sentem a diferença entre dar um macaco e ser um macaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, garanto que Stallone só pecou por eufemismo. Macaco? Por que só macaco? Exploda o país e os brasileiros lhe dão macaco, tatu, capivara, onça pintada, arara, cacatua, colibri, a fauna nacional inteira, mais um vale-transporte, uma quota no Fome Zero, assistência médica de graça, um ingresso para o próximo show do Caetano Veloso e um pacote de ações da Bolsa de Valores. Exploda o país como o fazem as Farc, treinando assassinos para dizimar a população, e o governo lhe dá cidadania brasileira, emprego público para a sua mulher e imunidade contra investigações constrangedoras. Seqüestre um brasileiro rico e cinco minutos depois os outros ricos estão nas ruas clamando pela libertação – não do seqüestrado, mas do seqüestrador (passado algum tempo, o próprio seqüestrado convida você para um jantar na mansão dele). Crie uma gigantesca organização clandestina, armando com partidos legais uma rede de proteção para organizações criminosas, e a grande mídia lhe dará todas as garantias de discrição e silêncio para que o excelente negócio possa progredir em paz: sobretudo, ninguém, ninguém jamais perguntará quem paga a brincadeira. Tire do lixo o cadáver do comunismo, dando-lhe nova vida em escala continental, e os capitalistas o encherão de dinheiro e até se inscreverão no seu partido, alardeando que você mudou e agora é neoliberal. Crie a maior dívida interna de todos os tempos, e seus próprios credores serão os primeiros a dizer que você restaurou a economia nacional. Encha de dinheiro os invasores de terras, para que eles possam invadir mais terras ainda, e até os donos de terras o aplaudirão porque você “conteve a sanha dos radicais”. Mande abortar milhões de bebês, e os próprios bispos católicos taparão a boca de quem fale mal de você. Mande seu partido acusar as Forças Armadas de todos os crimes possíveis e imagináveis, e os oficiais militares, além de condecorar você, sua esposa e todos os seus cupinchas, ainda votarão em você nas eleições presidenciais. Destrua a carreira de um presidente “direitista” e uns anos depois ele estará trocando beijinhos com você e cavando votos para a sua candidata comunista no interior de Alagoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um macaco? Um desprezível macaquinho? Que é isso, Stallone? Você não sabe de quanta gratidão, de quanta generosidade o brasileiro é capaz, quando você bate nele para valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora essa ressalva quantitativa, no entanto, a declaração do ator de “Rambo” é a coisa mais verdadeira que alguém disse sobre o Brasil nos últimos anos: este é um país de covardes, que preferem antes bajular os seus agressores do que tomar uma providência para detê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clássico estudo de Paulo Mercadante, A Consciência Conservadora no Brasil, já expunha a tendência crônica das nossas classes altas, de tudo resolver pela conciliação. Mas a conciliação, quando ultrapassa os limites da razoabilidade e da decência, chega àquele extremo de puxa-saquismo masoquista em que o sujeito se mata só para agradar a quem quer matá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, muitos dos que se entregam a essa conduta abjeta alegam que o fazem por esperteza, citando a regra de Maquiavel: se você não pode vencer o adversário, deve aderir ao partido dele. Esses cretinos não sabem que, em política prática, Maquiavel foi um pobre coitado, que sempre apostou no lado perdedor e terminou muito mal. A pose de malícia esconde, muitas vezes, uma ingenuidade patética.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-4958631937629813192?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/4958631937629813192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/08/stallone-esta-certo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4958631937629813192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4958631937629813192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/08/stallone-esta-certo.html' title='Stallone está certo'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6765336950017850781</id><published>2010-07-24T19:36:00.001-07:00</published><updated>2010-07-24T19:36:08.964-07:00</updated><title type='text'>A nova religião nacional</title><content type='html'>A nova religião nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atos libidinosos num templo religioso tipificam nitidamente o crime de ultraje a culto, previsto no art. 208 do Código Penal. A proposta de lei 5003/2001 consagra esse crime como um direito dos homossexuais e castiga com pena de prisão quem tente impedir a sua prática. Se o Congresso a aprovar, terá de revogar aquele artigo ou decidir que ele se aplica só aos heteros, oficializando a discriminação sexual sob a desculpa de suprimi-la. Terá de revogar também o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura aos crentes “a liberdade de manifestar sua religião.... isolada ou coletivamente, em público ou em particular”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética sexual das religiões tradicionais é parte integrante da sua doutrina e prática. Proibir uma coisa é criminalizar a outra. Aprovada a PL, no dia seguinte as igrejas estarão repletas de militantes gays aos beijos e afagos, ostentando poder, desafiando os fiéis a ir para a prisão ou baixar a cabeça ante o espetáculo premeditadamente acintoso. O crente que deseje evitar essa humilhação terá de praticar sua devoção em casa, escondido, como no tempo das catacumbas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa de proteger uma minoria oprimida é cínica e fútil. De um lado, nunca os homossexuais sofreram violência na escala em que estão expostos a ela os cristãos hoje em dia. Todo genocídio começa com o extermínio cultural, com o escárnio e a proibição dos símbolos e valores que dão sentido à vida de uma comunidade. Na década de 90 os cristãos foram assassinados à base de cem mil por ano nos países comunistas e islâmicos, enquanto na Europa e nos EUA a esquerda chique votava lei em cima de lei para criminalizar a expressão da fé nas escolas, quartéis e repartições públicas. A PL 5003/2001 é genocídio cultural em estado puro, indisfarçável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, qualquer homossexual que esteja ansioso para trocar amassos com seu parceiro dentro de uma igreja em vez de fazê-lo em casa ou num motel não é bem um homossexual: é um exibicionista sádico que tem menos prazer no contato erótico do que em ofender os sentimentos religiosos dos outros. É preciso ser muito burro e tacanho para confundir o desejo homoerótico com a volúpia da blasfêmia e do escândalo. O primeiro é humano. A segunda é satânica por definição. É a manifestação inconfundível do ódio ao espírito. Uma lei que a proteja é iníqua e absurda. Se o Congresso a aprovar, não deixará aos religiosos senão a opção da desobediência civil em massa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ex-deputada petista Iara Bernardi, autora da proposta, diz que a nova lei “é uma importante abertura no caminho para o Estado verdadeiramente laico”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laico, o Estado já é. Não possui religião oficial, não obriga ninguém a ter ou não ter religião. Mas o Estado com que sonha a ex-parlamentar é algo mais. É o Estado que manda à prisão o crente que repita em voz alta – mesmo dentro do seu próprio templo – os mandamentos milenares da sua religião contra as condutas sexuais agora privilegiadas pela autoridade. Esse Estado não é laico: quem coloca o prazer erótico de alguns acima da liberdade de consciência religiosa de todos os outros instaura, no mesmo ato, um novo culto. Ergue uma nova divindade acima do Deus dos crentes. É o deus-libido, intolerante e ciumento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologia gay &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comparação com a perseguição anticristã no mundo, a suposta discriminação dos gays é, na melhor das hipóteses, uma piada. Ao longo dos últimos cem anos, nas democracias capitalistas, nenhum homossexual jamais sofreu, por ser homossexual, humilhações, perigos e danos comparáveis, por exemplo, aos que a militância gay enlouquecida vem impondo ao escritor evangélico brasileiro Júlio Severo pelo crime de ser autor do livro O Movimento Homossexual . Não posso por enquanto contar o caso em detalhes porque prejudicaria o próprio Júlio, a esta altura metido numa encrenca judicial dos diabos. Mas, garanto, é uma história assustadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discriminação e marginalização dos homossexuais é real e grave nos países islâmicos e comunistas, especialmente em Cuba, mas as alianças políticas do movimento gay fazem com que ele prefira se manter calado quanto a esse ponto, descarregando suas baterias, ao contrário, justamente em cima das nações que mais mimam e protegem os homossexuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois livros que recomendo a respeito são “Gay New York: Gender, Urban Culture and the Making of the Gay Male World, 1890- 1940” , de George Chauncey, New York, Basic Books, 1994, e “Bastidores de Hollywood: A Influência Exercida por Gays e Lésbicas no Cinema, 1910- 1969” , de William J. Mann, publicado em tradução brasileira pela Landscape Editora, de São Paulo, em 2002. Nenhum dos dois foi escrito por inimigos da comunidade gay . Ambos mostram que, em dois dos mais importantes centros culturais e econômicos dos EUA os gays tinham já desde o começo do século XX um ambiente de muita liberdade, no qual, longe de ser discriminados, gozavam de uma posição privilegiada – justamente nas épocas em que a perseguição a cristãos e judeus no mundo subia às dimensões do genocídio sistemático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em hipótese alguma a comunidade gay pode se considerar ameaçada de extinção ou vítima de agressões organizadas comparáveis àquelas que se voltaram e voltam contra outros grupos humanos, especialmente religiosos. Ao longo de toda a minha vida, nunca vi nem mesmo alguém perder o emprego, no Brasil, por ser homossexual. Ao contrário, já vi grupos homossexuais dominando por completo seus ambientes de trabalho, incluisive na mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, apesar disso, o sentimento de discriminação continua real e constante, ele não pode ser explicado pela situação social objetiva dessa comunidade: sua causa deve estar em algum dado existencial mais permanente, ligado à própria condição de homossexual. Talvez esta última contenha em si mesma algum estímulo estrutural ao sentimento de rejeição. A mim me parece que é exatamente isso o que acontece, e por um motivo bastante simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade heterossexual é a simples tradução psíquica de uma auto-imagem corporal objetiva, de uma condição anatômica de nascença cuja expressão sexual acompanha literalmente a fisiologia da reprodução. Ela não é problemática em si mesma. Já a identidade homossexual é uma construção bem complicada, montada aos poucos com as interpretações que o indivíduo dá aos seus desejos e fantasias sexuais. Ninguém precisa “assumir” que é hetero: basta seguir a fisiologia. Se não houver nenhum obstáculo externo, nenhum trauma, a identidade heterossexual se desenvolverá sozinha, sem esforço. Mas a opção homossexual é toda baseada na leitura que o indivíduo faz de desejos que podem ser bastante ambíguos e obscuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variedade de tipos heterogêneos abrangidos na noção mesma de “homossexual” – desde o macho fortão atraído por outros iguais a ele até o transexual que odeia a condição masculina em que nasceu – já basta para mostrar que essa leitura não é nada fácil. Trata-se de perceber desejos, interpretá-los, buscar suas afinidades no mundo em torno, assumi-los e fixá-los enfim numa auto-imagem estável, numa “identidade”. Não é preciso ser muito esperto para perceber que esse desejo, em todas as suas formas variadas, não é uma simples expressão de processos fisiológicos como no caso heterossexual (descontadas as variantes minoritárias deste último), mas vem de algum fator psíquico relativamente independente da fisiologia ao ponto de, na hipótese transexual, voltar-se decididamente contra ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão é que o desejo em si mesmo, o desejo consciente, assumido, afirmado – e não o desejo como mera manifestação passiva da fisiologia –, é a base da identidade homossexual. Mas uma identidade fundada na pura afirmação do desejo é, por sua própria natureza, incerta e vacilante, porque toda frustração desse desejo será vivenciada não apenas como uma decepção amorosa, mas como um atentado contra a identidade mesma. Normalmente, um heterossexual, quando suas pretensões amorosas são frustradas, vê nisso apenas um fracasso pessoal, não um ataque à heterossexualidade em geral. No homossexual, ao contrário, o fato de que a maioria das pessoas do seu próprio sexo não o deseje de maneira alguma já é, de algum modo, discriminação, não só à sua pessoa, mas à sua condição de homossexual e, pior ainda, à homossexualidade em si. É por isso que os homossexuais se sentem cercados de discriminadores por todos os lados, mesmo quando ninguém os discrimina, no sentido estrito e jurídico em que a palavra discriminação se aplica a outras comunidades. A simples repulsa física do heterossexual aos atos homossexuais já ressoa, nas suas almas, como um insulto humilhante, embora ao mesmo tempo lhes pareça totalmente natural e improblemática, moralmente, a sua própria repulsa ao intercurso com pessoas do sexo oposto e até com outro tipo de homossexuais, que tenham desejos diferentes dos seus. Tempos atrás li sobre a polêmica surgida entre gays freqüentadores de saunas, que não admitiam a presença de transexuais nesse ambiente ultracarregado de símbolos de macheza. “Tenho nojo disso”, confessavam vários deles. Imagine o que diria o movimento gay se declaração análoga viesse de heterossexuais. Seria um festival de processos. Mas o direito do gay a um ambiente moldado de acordo com a forma do seu erotismo pessoal não parecia ser questionável. Nem muito menos o era o seu direito à repulsa ante os estímulos adversos – a mesma repulsa que o macho hetero sente ante a hipótese de ir para a cama com homos e transexuais, mas que neste caso se torna criminosa, no entender do movimento gay. Em suma, para os gays , expressar a forma específica e particular dos seus desejos – e portanto expressar também a repulsa inversamente correspondente – é uma questão de identidade, uma questão mortalmente séria, portanto um “direito” inalienável que, no seu entender, só uma sociedade opressiva pode negar. A repulsa do hetero ao homossexualismo, ao contrário, é uma violência inaceitável, como se ela não fosse uma reação tão espontânea e impremeditada quanto a dos gays machões pelos transexuais pelados numa sauna (um depoimento impressionante a respeito vem nas “Memórias do Cárcere” de Graciliano Ramos: o escritor, insuspeito de preconceitos reacionários, tinha tanto nojo físico dos homossexuais que, na prisão, rejeitava a comida feita pelo cozinheiro gay). De acordo com a ideologia do movimento, só os gays têm, junto com o direito à atração, o direito à repulsa. Os heteros que guardem a sua em segredo, ao menos por enquanto. O ideal gay é eliminá-la por completo. Mas isto só será possível quando todos os seres humanos forem homossexuais ao menos virtualmente. Daí a necessidade de ensinar o homossexualismo desde a escola primária. Os objetivos do movimento gay vão muito além da mera proteção da comunidade contra perseguições, aliás inexistentes na maioria dos casos, a não ser que piadinhas ou expressões verbais de rejeição constituam algo assim como um genocídio. Instaurar o monopólio gay do direito à repulsa exige a reforma integral da mente humana. A ideologia gay é a forma mais ambiciosa de radicalismo totalitário que o mundo já conheceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6765336950017850781?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6765336950017850781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/07/nova-religiao-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6765336950017850781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6765336950017850781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/07/nova-religiao-nacional.html' title='A nova religião nacional'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-2437750849514147979</id><published>2010-04-19T03:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T03:59:15.172-07:00</updated><title type='text'>A mentalidade revolucionária</title><content type='html'>De Nivaldo Cordeiro&lt;br /&gt;A política esquerdista é criminosa na origem porque esconde o real e proclama o delírio como a verdadeira realidade (aqui). A alma dos eleitores é naturalmente conservadora. O discurso socialista é uma falsificação que precisa ser denunciada e derrotada (aqui). &lt;br /&gt;cavaleiro do templo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;sábado, 11 de julho de 2009&lt;br /&gt;Análise do filme "The Soviet Story" por Olavo de Carvalho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;br /&gt;Diário do Comércio, 11 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux (http://web2.bium.univ-paris5.fr/livanc/?cote=61092&amp;p=1&amp;do=page) descrevia como delírio de interpretação..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Stalin estava nadando em sangue! Eu vi as penas de morte, que ele assinou em pacotes!"&lt;br /&gt;Mikhail Gorbachev&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você acha que comunistas, socialistas e marxistas acadêmicos são pessoas normais e respeitáveis, com as quais é possível um "diálogo democrático", por favor vá ao site http://www.sovietstory.com/about-the-film e veja o filme The Soviet Story, que o cientista político Edvins Snore escreveu e dirigiu baseado em documentos recém-desencavados dos arquivos soviéticos. Eis algumas coisinhas que você pode aprender com ele: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Toda a tecnologia genocida dos campos de concentração foi inventada pelos soviéticos. Os nazistas enviaram comissões a Moscou para estudá-la e copiar o modelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O governo da URSS assinou com os nazistas um tratado para o extermínio dos judeus e cumpriu sua parte no acordo, entre outras coisas enviando de volta à Gestapo os judeus que, iludidos pelas promessas do paraíso comunista, buscavam asilo no território soviético. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A ajuda soviética à máquina de guerra nazista foi muito maior do que se imaginava até agora. O nazismo jamais teria crescido às proporções de uma ameaça internacional sem as armas, a assistência técnica, os alimentos e o dinheiro que a URSS enviou a Hitler desde muito antes do Pacto Ribbentrop-Molotov de 1939. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Altos funcionários do governo soviético defendiam – e os remanescentes defendem ainda – a tese de que fortalecer o nazismo foi uma medida justa e necessária adotada por Stálin para combater o "fascismo judeu" (sic). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Nada disso foi um desvio acidental de idéias inocentes, mas a aplicação exata e rigorosa das doutrinas de Marx e Lenin que advogavam o genocídio como prática indispensável à vitória do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo militante ou simpatizante comunista é cúmplice moral de genocídio, tem as mãos tão sujas quanto as de qualquer nazista, deve ser denunciado em público e excluído da convivência com pessoas decentes. A alegação de ignorância, com que ainda podem tentar se eximir de culpas, é tão aceitável da parte deles quanto o foi da parte dos réus de Nuremberg. É uma vergonha para a humanidade inteira que crimes desse porte não tenham jamais sido julgados, que seus perpetradores continuem posando no cenário internacional como honrados defensores dos direitos humanos, que partidos comunistas continuem atuando livremente, que as idéias marxistas continuem sendo ensinadas como tesouros do pensamento mundial e não como as aberrações psicóticas que indiscutivelmente são. É uma vergonha que intelectuais, empresários e políticos liberais, conservadores, protestantes, católicos e judeus vivam aos afagos com essa gente, às vezes até rebaixando-se ao ponto de fazer contribuições em dinheiro para suas organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem abaixo algumas considerações sobre esse fenômeno deprimente. A convenção vigente nas nações democráticas trata os porta-vozes das várias posições políticas como se fossem pessoas igualmente dignas e capacitadas, separadas tão-somente pelo conteúdo das suas respectivas convicções e propostas. Confiantes nessa norma de polidez e aceitando-a como tradução da realidade, os conservadores, liberais clássicos, social-democratas e similares caem no erro medonho de tentar um confronto com os revolucionários no campo do diálogo racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus esforços persuasivos dirigem-se, então, no sentido de tentar modificar o "conteúdo" das crenças do interlocutor, mostrando-lhe, por exemplo, que o capitalismo é mais eficiente do que o socialismo, que a economia de mercado é indispensável à manutenção das liberdades individuais, ou mesmo entrando com eles em discussões morais e teológicas mais complexas. Tudo isso não apenas é uma formidável perda de tempo, mas é mesmo um empreendimento perigoso, que coloca o defensor da democracia numa posição extremamente fragilizada e vulnerável. A discussão democrática racional não somente é inviável com indivíduos afetados de mentalidade revolucionária, mas expõe o democrata a uma luta desigual, desonesta, impossível de vencer. O debate com a mentalidade revolucionária é o equivalente retórico da guerra assimétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta anos de estudos sobre a mentalidade revolucionária convenceram-me de que ela não é a adesão a este ou àquele corpo de convicções e propostas concretas, mas a aquisição de certos cacoetes lógico-formais incapacitantes que acabam por tornar impossível, para o indivíduo deles afetado, a percepção de certos setores básicos da experiência humana. A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux (http://web2.bium.univ-paris5.fr/livanc/?cote=61092&amp;p=1&amp;do=page) descrevia como delírio de interpretação (Cavaleiro do Templo: este autor foi devidamente "desaparecido" da academia, no Brasil o livro sequer foi traduzido para o português e, portanto, nossos doutores "psi" qualquer coisa (psicólogos, psiquiatras, etc) não sabem que existe tal doença, não podendo portanto identificá-la, o que facilitaria imensamente a exposição destes celerados que estão no poder no Ocidente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa discussão com o homem normal, o revolucionário está protegido pela sua própria incapacidade de compreendê-lo. Os antigos retóricos consideravam que o gênero mais difícil de discurso, chamado por isso mesmo genus admirabile, é aquele que se dirige ao interlocutor incapaz. Os melhores argumentos só podem funcionar ante a platéia que os compreenda; eles não têm o dom mágico de infundir capacidade no auditório, nem de curá-lo de um handicap adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas mais graves e constantes da mentalidade revolucionária são, como já expliquei, a inversão do sentido do tempo (o futuro hipotético tomado como garantia da realidade presente), a inversão de sujeito e objeto (camuflar o agente, atribuindo a ação a quem a padece) e a inversão da responsabilidade moral (vivenciar os crimes e crueldades do movimento revolucionário como expressões máximas da virtude e da santidade). Esses traços permanecem constantes na mentalidade revolucionária ao longo de todas as mutações do conteúdo político do seu discurso, e é claro que qualquer alma humana na qual eles tenham se instalado como condutas cognitivas permanentes está gravemente enferma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratá-la como se estivesse normal, admitindo a legitimidade da sua atitude e rejeitando tão-somente este ou aquele conteúdo das suas idéias, é conformar-se em representar um papel numa farsa psicótica da qual os dados da realidade estão excluídos a priori, já não constituindo uma autoridade a que se possa apelar no curso do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolucionários são doentes mentais. Os exemplos de sua incapacidade para lidar com a realidade como pessoas maduras e normais são tantos e tão gigantescos que seu mostruário não tem mais fim. Cito um dentre milhares. O sentimento de estar constantemente exposto à violência e à perseguição por parte da "direita" é um dos elementos mais fortes que compõem a auto-imagem e o senso de unidade da militância esquerdista. No entanto, se somarmos todos os ataques sofridos pelos esquerdistas desde a "direita", eles são em número irrisório comparados aos que os esquerdistas sofreram dos regimes e governos que eles próprios criaram. Ninguém no mundo perseguiu, prendeu, torturou e matou tantos comunistas quanto Lenin, Stálin, Mao Tsé Tung, Pol Pot e Fidel Castro. A militância esquerdista sente-se permanentemente cercada de perigos, e nunca, nunca percebe que eles vêm dela própria e não de seus supostos "inimigos de classe". Esse traço é tão evidentemente paranóico que só ele, isolado, já bastaria para mostrar a inviabilidade do debate racional com essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que separa o democrata do revolucionário não são crenças políticas. É um abismo intransponível, como aquele que isola num mundo à parte o psicótico clinicamente diagnosticado. O que pode nos manter na ilusão de que essas pessoas são normais é aquilo que assinalava o Dr. Paul Serieux: ao contrário dos demais quadros psicóticos, o delírio de interpretação não inclui distúrbios sensoriais. O revolucionário não vê coisas. Ao contrário, sua imaginação é empobrecida e amputada da realidade por um conjunto de esquemas ideais defensivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal. Uma doença mental não pode ser curada por um "ataque lógico" aos delírios que a manifestam. Se o debate político nas democracias sempre acaba mais cedo ou mais tarde favorecendo as correntes revolucionárias é porque estas estão imunizadas por uma incapacidade estrutural de perceber a realidade e entram no ringue com a força inexorável de uma paixão cega. E não se pode confundir nem mesmo este fenômeno com o do simples fanatismo. Fanatismo é apenas apego exagerado a idéias que em si mesmas podem ser bastante razoáveis. Em geral, mesmo o mais louco dos revolucionários não é um fanático. É um sujeito que expressa com total serenidade os sintomas da sua deformidade, dando a impressão de normalidade e equilíbrio justamente quando está mais possuído pelo delírio psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça de Pirandello, Henrique IV, um milionário louco se convence de que é o rei Henrique IV e força todos os seus empregados a vestir-se como membros da corte. No fim eles já não têm mais certeza de que são eles mesmos ou membros da corte de Henrique IV. É este o perigo a que os democratas se expõem quando aceitam discutir respeitosamente as idéias do revolucionário, em vez de denunciar a farsa estrutural da própria situação de debate. A loucura espalha-se como um vírus de computador. A maioria dos democratas que conheço é inteiramente indefesa em face da prepotência psicológica do discurso revolucionário. Daí a hesitação, a pusilanimidade, a debilidade crônica de suas respostas ao desafio revolucionário. Uma doença mental não pode ser "respeitada", aliás nem "desrespeitada". O respeito ou o desrespeito supõem um fundo de convivência normal, que justamente o delírio revolucionário torna impossível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-2437750849514147979?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/2437750849514147979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/04/mentalidade-revolucionaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2437750849514147979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2437750849514147979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/04/mentalidade-revolucionaria.html' title='A mentalidade revolucionária'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3171162762033891525</id><published>2010-02-20T22:57:00.001-08:00</published><updated>2010-02-20T22:57:55.594-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O nada é quase tudo&lt;br /&gt;Quase todo o Universo é formado de puro vazio. Eesse vazio completo - o nada - é muito mais pesado quetodo o resto do cosmo. Não entendeu? Os cientistas também não. Mas a história por trás disso é fascinante.&lt;br /&gt;por Flávio Dieguez&lt;br /&gt;A história das descobertas sobre o Universo tem sido uma humilhação atrás da outra para a humanidade. Um resumo: há 2 mil anos, imaginava-se que éramos o ápice da criação e nosso planeta, o centro do mundo. Mas a Terra acabou se revelando um dos muitos súditos do Sol, e o Homo sapiens, um neto recente na genealogia dos macacos. Até o Sol, que foi um símbolo da divindade em outros tempos, não passa de um grão de poeira brilhante entre incontáveis estrelas. O orgulho humano, naturalmente, ficou reduzido a praticamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu disse nada? Não foi por acaso. É que não chegamos ainda ao fundo do poço – e o fundo do poço é justamente o nada. Nadinha de nada. Elimine todo tipo de matéria ou de radiação, até os gases mais rarefeitos e as menores partículas atômicas. Agora estenda a limpeza aos quatro cantos do espaço. Você criou um Universo vazio. Claro que isso é um absurdo – algo como uma laranja sem gomos nem casca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vale a pena insistir nessa experiência imaginária porque os cientistas que estudam o Universo fizeram algo parecido com ela. O que descobriram é, ao mesmo tempo, muito difícil de acreditar e praticamente impossível de contestar. Especialistas de várias universidades americanas, com base em imagens da radiação de fundo do Universo – o brilho que sobrou do Big Bang –, chegaram à conclusão de que, se você tirar tudo o que é possível do cosmo, toda matéria, todos os micróbios, as rochas, animais, galáxias, átomos, luz, ele ainda continua pesando três quartos do que pesava antes. Para ser preciso, restam 73% da massa original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma pessoa sensata aceitaria a sugestão de que essa é a massa do nada. Só que os físicos, cosmologistas e astrônomos não são pagos para terem bom senso – sua obrigação é investigar o cosmo com todo rigor e descobrir do que ele é realmente feito, por mais estranho que possa parecer. Eles estão, há muito tempo, convencidos de que, mesmo num lugar vazio, existe alguma coisa (veja na próxima página uma breve história do conceito do nada). Mas nem essa gente tão acostumada a surpresas esperava que essa alguma coisa fosse a maior coisa que existe, a ponto de carregar, sozinha, três quartos da massa do Universo. O Universo é quase todo nada (veja no quadro da página 72 a medida do quanto ele é vazio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse paradoxo é o mais impressionante e assustador de todos os pesadelos para o velho e cada vez mais distante sonho da humanidade – o de decifrar os segredos do cosmo. As descobertas são mais um golpe duro no nosso orgulho. Até porque, mesmo entre aqueles 27% que sobram quando excluímos o nada, 23% são, na verdade, um tipo bem estranho de matéria: a matéria escura, que contém esquisitices como os buracos negros, sobre a qual sabemos bem pouco. Nós – as coisas feitas de átomos, como pessoas, planetas, estrelas e galáxias – não passamos de 4% do total. Essa é a verdadeira medida da nossa insignificância cósmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais chocante é descobrir, a essa altura dos acontecimentos, que somos grãos de poeira suspensos entre o nada. Não é muito fácil explicar o que isso significa. A saída é imaginar que o nada está embutido dentro do próprio espaço. Cada grama de matéria está permeado por uma imensidão invisível de nada. Esta revista, nas suas mãos, contém toneladas de nada. E você, leitor – não leve a mal –, está cheio de nada. Pense em uma malha muito fina escondida debaixo de cada trilionésimo de milímetro do cosmo e que atravessa tudo, inclusive os nossos corpos. Com um detalhe: essa malha é totalmente imperceptível e inofensiva em condições normais, mas é muito maior do que tudo o que está “acima” dela. Caso contrário, não teria o peso que tem. Os cientistas costumam descrevê-la como um abismo imenso, escavado sob cada ponto do espaço. E até eles ficam assustados com essa imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem garante que, neste exato momento, o Universo não está prestes a ser tragado para dentro desse vazio?”, afirma o astrônomo americano Sten Odenwald, com a preocupação típica de quem sabe demais. “E se algum acidente nos laboratórios nos atirar para dentro do nada?” Odenwald é autor de um dos muitos livros recentes, todos escritos por cientistas perplexos com essa nova e contraditória cara da realidade. Logo na abertura de seu livro (Patterns in the Void, ou “Padrões no Vácuo”, inédito no Brasil), ele compara a descoberta do nada às “constelações negras” dos incas – que, em vez de traçar desenhos no céu ligando as estrelas, admiravam e temiam as manchas escuras do céu, formadas pelas áreas sem estrelas. Estaríamos agora numa situação parecida: passamos séculos estudando pontos de luz, para agora descobrir que eles são meras exceções num cosmo repleto de sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como é que os cientistas encontraram esse nada todo? Ele funciona mais ou menos como o sistema financeiro. Suponha que você é empresário, mas não tem capital. Então faz um empréstimo, aplica o dinheiro e quita a dívida com a renda do negócio. Resultado: você, que não tinha nada, não só devolve o que pegou como passa a ter alguma coisa. Essa também é a lógica que rege o comércio entre o espaço comum e o nada que permeia tudo: em certas ocasiões, o espaço pode emprestar um pouco de matéria do vazio. Por exemplo, quando se aciona um acelerador de partículas, um equipamento que provoca uma trombada gigante entre minúsculos componentes do átomo, surge da batida outra subpartícula que não estava lá antes. É que a enorme energia liberada puxa do nada (por empréstimo) um pedacinho de matéria que estava escondido lá. A diferença entre essa economia e a dos investidores é que nela não há chance de calote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que se pega volta automaticamente para o dono no prazo estipulado, incrivelmente curto. Nas finanças cósmicas, o giro do capital dura bilionésimos de segundo. As partículas que surgem somem quase imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o nada parece vazio: quem olha de relance não vê as transações e pensa que o lugar ficou vago o tempo todo. Só quando os físicos passaram a olhar o espaço com a atenção necessária, usando aceleradores de partículas e monitorando com imensa precisão o que acontece após uma colisão, começaram a perceber as entradas e saídas de matéria na contabilidade do vácuo. Mas ainda não se sabe que tipo de moeda está guardada no Banco Central do Universo – em outras palavras, ninguém entende bem como funciona toda aquela matéria escondida. Isso porque os empréstimos já chegam ao espaço usual convertidos em moeda comum, ou seja, na forma de partículas conhecidas – como os elétrons, prótons, fótons e similares. Ninguém os viu na forma como são normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, Odenwald tem razão. Estamos apenas começando a mexer com algo muito grande que não entendemos bem. Afinal, não é fácil emprestar partículas do nada. Elas surgem e tornam a sumir bem antes de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro de um núcleo atômico. Daí por que o nada demorou tanto para ser identificado. Essas subpartículas são notadas desde o início do século 20, mas naquela época apareciam em quantidades insignificantes – ninguém desconfiava que fossem tão importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, o próprio Universo se encarregou de iluminar um pouco o alvo dos detetives. Foi quase sem querer, em uma pesquisa realizada com telescópios no Chile e em outras partes do mundo, em 1997. A idéia era verificar se a expansão do Universo perdia força. Só para lembrar, o cosmo nasceu há 14 bilhões de anos numa explosão apelidada de Big Bang, e de lá para cá vem crescendo. A expectativa, naquela época, era verificar que a expansão já estivesse mais lenta. Em vez disso, os astrônomos viram que ela está acelerando cada vez mais. Ninguém conseguia enxergar qual motor poderia estar expandindo o cosmo inteiro. A única possivel explicação – tente adivinhar – é que todo o nada escondido entre a matéria a esteja empurrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dados coletados desde 1997 confirmam essa hipótese, indicando que a aceleração cósmica pode ser uma das maiores descobertas de todos os tempos. As porcentagens da composição do Universo são a demonstração mais espetacular de que o nada é um poço sem fundo, cheio de energia cósmica cristalizada. Ops, energia cristalizada? Ninguém falou que ia ser simples – você começou a ler porque quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulemos para outra analogia – chega de economia. Pense na água. Quando a temperatura baixa, seus átomos se mexem menos, acalmam-se, e suas propriedades mudam: ela vira gelo. Os físicos acham que algo parecido aconteceu com o nada. No começo, quando o Big Bang deixou o Universo quente à beça (sua temperatura, em graus Celsius, se escreve com o 1 seguido de 30 zeros), o nada ainda não existia. O que existia eram partículas bem parecidas com os prótons, elétrons, nêutrons e fótons de que o tudo é feito – pequenos pedaços de matéria se movendo em alta velocidade. À medida que o Universo foi esfriando, essas partículas se acalmaram, como ocorre com a água quando congela. O nada é o resultado disso – é essa energia cristalizada. Quando ela acalmou, ficou indetectável. E, quando um físico provoca uma trombada cósmica num acelerador de partículas, a energia liberada é tão enorme que agita de novo o pedacinho do nada, fazendo-o deixar de ser nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cosmo cresceu muito desde o Big Bang e seu calor, com o tempo, se diluiu. Hoje a temperatura média do Universo é de 270 graus negativos. O nada está congelado desde segundos depois do Big Bang, quando a temperatura caiu para pouco mais de 1 trilhão de graus. Em poucas palavras, isso significa que a matéria de que ele é feito – seja ela qual for – simplesmente sumiu. Passou a não ter a menor interferência no que acontece à sua volta. Por isso é que, no Universo de hoje, ela é... nada. Quer dizer que o nada está mortalmente quieto: armazenou a imensa energia do Big Bang e acomodou-se. Virou o esqueleto do cosmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é exagero dizer que o nada sumiu para sempre. Primeiro porque a aceleração cósmica está aí, mostrando que pode haver um resíduo do nada ainda ativo. Depois porque, como acontece com o gelo, basta reaquecer o vácuo para que a matéria-esqueleto saia do seu abismo para o andar de cima do Universo. Até hoje, desde que, em 1930, começou-se a fazer experiências com os precursores dos aceleradores de partículas, o equivalente a 1 863 272 195 prótons foram trazidos do nada – uma insignificância. Não conseguimos ainda provocar o aparecimento de pedaços maiores, que poderiam nos ajudar a descobrir do que é feito o nada. A primeira tentativa mais ousada de mexer nele está em curso há três anos, em uma máquina de 360 milhões de dólares, instalada no Labotório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos. Chama-se Colisionador Relativístico de Íons Pesados, e sua função é fazer núcleos do átomo de ouro colidir a quase 1 bilhão de quilômetros por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso eleva a temperatura no ponto de colisão a 1,5 trilhão de graus Celsius, o suficiente para forçar um pedacinho do nada a mostrar sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente essa máquina que acendeu a luz de alerta para Odenwald. Ele acha que existe certa falta de respeito diante do desconhecido, como se tudo o que pesquisamos fosse para o bem e não houvesse lugar para o mal dentro do conhecimento. Tudo bem: mesmo com cálculos aproximados, dava para saber que a chance de um acidente em Brookhaven era praticamente nula. Afinal, ela só é capaz de abrir uma torneirinha de energia pouco maior que o diâmetro de um átomo de ouro, ou seja, 100 mil vezes menor que 1 milímetro. Que mal poderia haver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal uma reação em cadeia? As bombas atômicas também começam a vomitar energia a partir de uns poucos átomos de urânio. Só que essa energia desequilibra outros átomos e assim por diante, numa escalada cujo resultado conhecemos bem. Em Brookhaven a situação seria infinitamente pior, porque as reações nucleares, dentro das bombas, afetam apenas o urânio. Mas a energia do vácuo é universal, não tem fronteira – ela está em cada milímetro de tudo. Poderia passar do ouro para as paredes do colisionador, para o solo e para o planeta inteiro. Poderia vazar pelo vácuo entre os planetas. Foi isso que o teórico Frank Wilczek, da Universidade Princeton, disse casualmente numa entrevista. Alguns dias depois, deu no New York Times: “Máquina do Big Bang poderia destruir a Terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso forçou os pesquisadores a refazer todos os cálculos. No final, não havia mesmo risco. Mas Odenwald acha que não aprendemos ainda a lição de humildade que a ciência impõe. Não apenas porque mostra como somos insignificantes diante do cosmo: para ele, o que mais faz falta é respeito pelos seus mistérios. Algo que os incas, que viam constelações nos espaços sem estrelas do céu, consideravam tão importante quanto o conhecimento em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do vazio&lt;br /&gt;Como a ciênciadescobriu que o nadapode ser muita coisa&lt;br /&gt;200 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo grego Aristóteles diz que não é possível a existência de espaço sem matéria. Ele cria o lema: “A natureza tem horror ao vácuo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1643&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O italiano Evangelista Torricelli, discípulo de Galileu, cria a primeira bomba de vácuo. A experiência é o primeiro passo para derrubar a doutrina de Aristóteles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1927&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A física já aceita plenamente que existe espaço sem matéria. Mas o inglês Paul Dirac sugere que partículas de antimatéria poderiam brotar espontaneamente do vácuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1947&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O americano Richard Feynman incorpora de vez a idéia de que partículas atômicas podem surgir do vácuo por um ínfimo instante e voltar a desaparecer no vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1948&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hendrik Casimir põe duas chapas metálicas no vácuo, separadas por 0,02 milímetro. Elas ficam eletrificadas. Hoje se pensa que essa eletricidade vem da energia do vácuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Guth e André Linde mostram que, ao nascer, o Universo teve um crescimento desabalado por bilionésimos de segundo. A causa: uma liberação formidável de energia do vácuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobre-se que o cosmo está de novo crescendo em ritmo acelerado. É possível que o novo impulso seja um resíduo de energia do vácuo, ainda em ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise de dados do satélite-telescópio WMAP leva a uma conclusão absurda: a de que 73% do peso do Universo vem do vazio. Absurda, porém incontestável &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vácuos e vácuos&lt;br /&gt;Conheça os diversos graus do vazio&lt;br /&gt;O VÁCUO DO DIA-A-DIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o das embalagens a vácuo. Consiste em reduzir em dez vezes a quantidade normal de ar na atmosfera. Num volume como o de um dado (1 cm3) existem 5 x 1019 moléculas de ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VÁCUO DE ALTA QUALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais rarefeito que o das embalagens, esse vácuo existe dentro das lâmpadas comuns. É medido em 5 x 1012, ou 5 trilhões de moléculas ou átomos por cm3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MELHOR QUE EXISTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só os grandes laboratórios especializados conseguem chegar à marca de 103, ou mil moléculas por cm3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO ESPAÇO INTERESTELAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as estrelas existe muita matéria solta, como poeira ou gases. Esse material corresponde a um vácuo mil vezes maior que qualquer um que consigamos fazer e se mede em exatamente uma molécula por cm3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UNIVERSO INTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se considera o volume total do Universo, já não dá para achar nem uma molécula ou átomo num volume de 1 cm3 porque, na média, só se acha uma molécula a cada 10 milhões de cm3 . Não é que exista pouca matéria: a distância entre os astros é muito grande e aumenta o vácuo, na média &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais&lt;br /&gt;Na livraria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patterns in the Void – Why Nothing Is Important, Sten Odenwald, Westview Press, EUA, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Universo Elegante, Brian Greene, Editora Schwarcz, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Accelerating Universe, Mario Livio, John Wiley &amp; Sons, EUA, 2000&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3171162762033891525?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3171162762033891525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/02/o-nada-e-quase-tudo-quase-todo-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3171162762033891525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3171162762033891525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/02/o-nada-e-quase-tudo-quase-todo-o.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-157076137894512727</id><published>2010-01-29T04:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T04:26:31.966-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>marxismo cultural faz questão de não ser identificado com o marxismo clássico.&lt;br /&gt;O marxismo cultural não apenas é uma cultura anti-cristã, como também tenta ludibriar as pessoas fazendo passar idéias anti-cristãs como cristãs. Por exemplo, a idéia de paz mundial sem Cristo, simbolizada pelo logotipo da cruz invertida e com os braços quebrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia precisa de uma base moral, de respeito mútuo onde possam conviver juntos a esquerda e a direita. Mas devido ao marxismo cultural, as coisas mudaram de tal maneira que o que antes era esquerda, virou centro; o que antes era a ultra-esquerda, virou a esquerda atual; e o que era direita, praticamente desapareceu do cenário político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O manifesto comunista de Marx convocava os trabalhadores proletários de todo o mundo para que se unissem e se revoltassem contra os grandes proprietários. Sob esse perspectiva, Marx previa um grande conflito em toda a Europa em que os "trabalhadores oprimidos" atacariam os "patrões opressores" segundo os interesses de sua classe econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o conflito ocorreu mas não como fora previsto pelos marxistas. A Primeira Grande Guerra começou em 1914 e durou até 1919. O Kaiser alemão dizia "não há mais partidos, somos todos alemães" e trabalhadores se voltaram contra trabalhadores de outros países, cada um defendendo os "interesses de seus patrões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1917, a revolução bolchevique deu uma esperança aos marxistas, embora todas as outras tentativas de revolução comunista fracassaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, a revolução Espartacista em Berlin, com Karl Liebknecht, Rosa Luxemburgo, Spartacus, fracassou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em 1919, houve o governo do Soviete de Munich, cujo governo provisório não conseguiu atrair o apoio dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Hungria, o governo provisório de Bela Kun, do qual participava o filósofo Georg Lucács, também fracassou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália houve a revolta sindicalista em Turim, que também fracassou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses fracassos consistiram num grande problema teórico para o marxismo: por que a realidade não segue a teoria? Um cérebro normal rejeitaria a teoria se ela não é compatível com a realidade, mas o cérebro marxista não é normal: se a realidade não confirma a teoria, pior para a realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, isto criou um cisma no marxismo. No Ocidente, começou-se a lutar por uma outra espécie de marxismo diferente do marxismo ortodoxo que era praticado no Oriente, por trás da Cortina de Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurice Merleau-Ponty, um filósofo francês, cunhou a expressão "marxismo ocidental" para designar esse outro marxismo heterodoxo e herético aos olhos dos comunistas russos. Stalin odiava os comunistas do Ocidente por não aceitarem as ordens de Moscow apesar de também serem marxistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários filósofos e escritores famosos no Ocidente pertenceram a esse marxismo ocidental. Ernst Bloch (importante influência na revolução estudantil européia), Walter Benjamin, Jean Paul Sartre, Louis Althusser, Jürgen Habermas (que uma vez debateu com o então cardeal Ratzinger).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise da teoria marxista (por que a realidade não estava seguindo a teoria?) que vinha desde 1919. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1923, na Alemanha, foi realizada a Semana de Trabalho Marxista. Filósofos marxistas se reuniram para debater a crise da teoria marxista (por que a realidade não estava seguindo a teoria?) que vinha desde 1919. Nesse encontro, se destacaram Felix Weil e Georg Lukács. Felix Weil vinha de uma família rica e gastou o dinheiro do pai criando e sustentando financeiramente o Instituto Para a Pesquisa Social em Frankfurt em 1924: a famosa Escola de Frankfurt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo tinha como intenção inicial usar o nome "Instituto Marx-Engels", espelhando o instituto de mesmo nome em Moscow, mas decidiram que no Ocidente eles teriam maior vantagem em não se identificar como marxistas. Esse instituto editou o primeiro volume da Edição Geral das Obras de Marx e Engels (MEGA - Marx-Engels-Gesamtausgabe) simultaneamente ao instituto de Moscow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses jovens ricos estudavam a sociedade alemã para descobrir como funcionava o pensamento ocidental e descobrir como destruí-lo. Com a ascenção de Hitler ao poder e sua perseguição aos judeus e aos marxistas, eles fugiram para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais características dos marxistas culturais é que eles não querem saber de luta armada, mas querem ocupar espaços para pregar suas doutrinas em universidades, na mídia, nas igrejas ou em qualquer lugar onde haja discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários destes pensadores, sem se identificarem como marxistas, se infiltraram e conseguiram lecionar em universidades americanas. Deles, merecem destaque Teodor Adorno, Herbert Marcuse e Max Horkheimer, que foram lecionar na Universidade de Columbia, em Nova York. Horkheimer e Adorno voltaram à Europa depois do fim da Segunda Guerra Mundial e fizeram muitos discípulos. Marcuse trabalhou para a CIA (então chamada de OSS) em projetos de propaganda anti-nazista e depois mudou-se para a Califórnia. Na época em que explodiu a revolução estudantil de 1968, ele lecionava na Universidade de San Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcuse influenciou enormemente a cultura do Ocidente, mudando o pensamento marxista ocidental para uma espécie de casamento intelectual entre Marx e Freud. Os marxistas queriam uma revolução e para isso precisavam de gente revoltada. A revolta dos trabalhadores, explorada pelo marxismo clássico, era comprovadamente insuficiente. Era preciso encontrar mais gente revoltada. Marcuse descobriu a juventude e as pessoas reprimidas sexualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso então se tornou: "a sociedade capitalista" - isto é, ocidental - "é uma sociedade repressora. Ela oprime as pessoas, reprimindo-as sexualmente. Você não pode exercer sua sexualidade livremente. Revolte-se!" Eles queriam acabar com a moral cristã mas não confessavam suas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pregação marxista passou a defender a liberação da sexualidade, aborto, homossexualismo e divórcio, chamando o casamento monogâmico de "moral burguesa" (codinome para moral cristã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erich Fromm, Cornelius Castoriadis (teve papel na revolução estudantil em Paris), Michel Foucault (uma das primeiras vítimas da AIDS por ser drogado e homossexual bastante promíscuo) e Herbert Marcuse foram as maiores influências nas universidades. Quando a revolução estudantil de 1968 eclodiu, Marcuse, Foucault, Castoriadis e outros estavam em Paris insuflando os estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Hollywood, os marxistas também trabalhavam para acabar com a "moral burguesa". Vinte e poucos deles foram denunciados pelo senador Joseph McCarthy mas ele acabou sendo vítima do patrulhamento ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da queda do muro de Berlin, o Código Venona foi descoberto nos arquivos da KGB e foi revelado que haviam não apenas vinte, mas mais de cem marxistas trabalhando em Hollywood sob ordens da KGB. O livro "Venona Code" explica esses fatos históricos em detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1955, Marcuse escreveu "Eros e Civilização", livro muito divulgado nas universidades e que se tornou a "bíblia" da revolução Hippie. Segundo seu discurso, a sociedade capitalista gera a guerra e a repressão sexual, portanto, "faça amor, não faça guerra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Paz e amor, bicho!" Para ter coragem de des-reprimir, os jovens, que ainda foram criados em famílias cristãs, precisaram tomar drogas para conseguirem praticar perversões sexuais (a "liberação sexual"). Com isso veio Woodstock e o protesto contra a guerra do Vietnã. Os jovens e os transviados serviriam como combustível para o motor da nova revolução marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO BRASIL...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, o Brasil era um país muito conservador, com uma sociedade capaz de realizar a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em protesto contra a iminente revolução de João Goulart, que colocara o país rumo à uma ditadura comunista no estilo cubano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a doutrinação através das novelas da Rede Globo - entre várias outras ocupações de espaços na mídia - isso mudou. Haviam muitos comunistas trabalhando nas Organizações Globo e outros órgãos da grande mídia brasileira. Roberto Marinho reagia contra o regime militar e protegia os comunistas da Globo: "Dos meus comunistas cuido eu." Deles, os mais notáveis - Dias Gomes e Janete Clair - dominaram a década de 70 com suas novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na biografia de Dias Gomes, "Apenas Um Subversivo" (à venda no Submarino), ele conta que pregou o divórcio - era tabu naquela época - na sua novela "Verão Vermelho" (1970). Na sua segunda novela, "Assim na Terra como no Céu" (1970), ele atacou o celibato clerical. Na novela "Roque Santeiro", em 1975 (mas que foi impedida pelo governo militar), ele atacou o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Roque Santeiro", o padre Albano (da teologia de libertação) e o padre Hipólito (supostamente conservador) discutem diante da estátua do Roque Santeiro, que havia morrido e se tornado mártir. Sob o protesto de padre Albano, o padre Hipólito vendia santinhos do Roque Santeiro e tentava encobrir o fato de que Roque Santeiro não havia morrido. Esta era a mensagem de Dias Gomes, traduzida: "O Cristianismo cria falsos mitos e é necessário denunciar esses mitos para impedí-los de se aproveitarem do povo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo militar não tinha idéia do marxismo cultural. Mandavam revistar a casa de Dias Gomes em busca de armas e livros ensinando guerrilha e não encontravam nada. Só foram descobrir algo quando, sob escuta telefônica, Dias Gomes explicou o suas intenções ao amigo Nelson Werneck Sodré: "Mas a Censura vai deixar passar?" "... Assim passa. Esses militares são muito burros!" Essa conversa foi descrita no livro de Artur Xexéo, "Janete Clair, a Usineira de Sonhos". Assim que o governo soube da mutreta, a Censura baniu "Roque Santeiro" e justificou: "A novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Golbery do Couto e Silva, com sua "teoria da panela de pressão", foi um dos maiores responsáveis pelas desgraças que acontecem nas universidades brasileiras. "Toda panela de pressão deve ter uma válvula." A válvula que ele deu de bandeja para os marxistas foram as universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora houvessem agentes do governo militar assistindo as aulas dos marxistas nas universidades, estes podiam pregar tudo, desde que não tocassem em assunto de luta armada e reforma agrária. Eles tiveram toda a liberdade para falar de aborto, divórcio, sexo livre pois isso não era identificado como marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora houvessem agentes do governo militar assistindo as aulas dos marxistas nas universidades, estes podiam pregar tudo, desde que não tocassem em assunto de luta armada e reforma agrária. Eles tiveram toda a liberdade para falar de aborto, divórcio, sexo livre pois isso não era identificado como marxismo. Hoje as universidades estão completamente desmontadas em termos de cultura cristã, se tornando máquinas anti-cristãs disfarçadas, acusando os conservadores e denunciando sua "moral burguesa" (cristã) e seu "pensamento retrógrado" (cristão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O politicamente correto é obra marxista. Ele foi criado por eles para tentar convencer as pessoas de que as convicções morais cristãs seriam viciadas e de que seria necessário tornar todo mundo igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No 7 de Setembro, uma data que deveria ser de comemoração de patriotismo, a CNBB, parte da igreja brasileira dominada pela Teologia da Libertação, criou o "Grito dos Excluídos". Os "excluídos" são uma categoria criada por Pierre Bourdieu para perpetuar a idéia do conflito de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ibiúna, em 1968, foi realizado um congresso da UNE, sob a liderança dos atuais políticos de esquerda que estão no governo e na oposição. Os marxistas Aldo Rebelo (PC do B), José Serra (PSDB) e José Dirceu (PT), todos eles dos partidos em atual hegemonia, estavam nesse congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil atual, dominado por este marxismo cultural, praticamente só existem partidos de esquerda. Todos eles tentam impôr e favorecer a sexualidade promíscua, o aborto e o homossexualismo, bem como o conflito racial e a histeria ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT chama o PSDB de direita, mas o PSDB não é direita. Ele está à direita do PT mas ainda é de esquerda. O PSOL acusa o PT e o governo Lula de não serem mais de esquerda, mas isso significa apenas que o PSOL está ainda mais à esquerda do que o PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita brasileira já não existe mais sob a forma de partidos, mas como os marxistas precisam de um inimigo imaginário, por isso usam o DEM - o antigo PFL, um partido criado para se opor ao regime militar e que foi tomado por oportunistas - como espantalho e saco de pancadas, um partido de oposição medíocre, subserviente e facilmente manipulável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa hegemonia esquerdista é mantida em grande parte graças ao patrulhamento ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ousar denunciar as trapaças dos marxistas, eles usam a tática proposta por Lênin: cair em cima da vítima coletivamente, fazendo inúmeras acusações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você é agente da CIA, você é burguês, você é da elite branca, você é homofóbico, você é um louco" - todas as acusações e calúnias possíveis e imagináveis são usadas tendo como objetivo intimidar as demais pessoas para que elas não ousem concordar com quem denunciou as trapaças dos marxistas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meta é fazer com que os outros tenham medo e pensem duas vezes antes de falar ou denunciar as mesmas coisas - esse é o patrulhamento ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Ricardo (extratos de uma palestra)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-157076137894512727?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/157076137894512727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/01/marxismo-cultural-faz-questao-de-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/157076137894512727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/157076137894512727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2010/01/marxismo-cultural-faz-questao-de-nao.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-2131198330595614393</id><published>2009-12-11T18:38:00.001-08:00</published><updated>2009-12-11T18:38:51.126-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A fraude do aquecimento global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro da Civilização está em jogo. A Humanidade enfrenta a terrível ameaça do aquecimento global, que a obrigará a uma drástica mudança de hábitos e padrões de desenvolvimento. Não, caro leitor, não nos referimos às variações climáticas que têm caracterizado a história geológica do planeta há centenas de milhões de anos, mas à gigantesca articulação internacional criada para atribuir às atividades humanas o ligeiro (e natural) aquecimento atmosférico registrado nos últimos 150 anos e, principalmente, às conseqüências dessa tramóia global - estas sim, potencialmente catastróficas. Nesta edição especial de Solidariedade Ibero-americana, pretendemos demonstrar que a suposta ameaça da subida dos termômetros nada tem a ver com o desenvolvimento humano, mas com uma combinação de interesses políticos e econômicos internacionalistas, cientistas cooptados, ONGs engajadas, uma mídia inclinada ao sensacionalismo e, não menos, as deficiências educacionais (principalmente nos países subdesenvolvidos) responsáveis pelo escasso conhecimento básico de ciências da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos diretos. O que temos diante de nós não é um fato cientificamente estabelecido, como trombeteia o "Resumo para formuladores de políticas" do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas. Trata-se de uma das maiores operações de manipulação de opinião pública da história, a serviço de uma maldisfarçada agenda de "governo mundial", a qual, se bem-sucedida, implicará em um virtual congelamento do desenvolvimento socioeconômico em todo o planeta. Isto, porque, salvo por algum grande avanço tecnológico antecipado, como o domínio da fusão nuclear, não se vislumbram pelo menos para antes de meados do século substitutos viáveis em grande escala para o carvão, petróleo e gás natural, que respondem por quase 80% da produção mundial de energia, cujos usos se pretendem restringir em nome da "salvação" do planeta (enquanto se fazem grandes negócios com os chamados créditos de carbono). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, as velhas inclinações das oligarquias internacionais - o malthusianismo, o colonialismo e a especulação financeira, todos embrulhados sob o rótulo do ambientalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como temos reiterado, o ambientalismo é uma ideologia obscurantista, anticivilizatória e, ironicamente, antinatural, pois nega a vocação inata do Homo sapiens para o progresso e a hierarquia ontológica que o coloca na vanguarda do processo de evolução universal ? a evolução tornada consciente, na inspiradora formulação do cientista francês Jean-Michel Dutuit. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude do aquecimento global antropogênico, o maior esforço já feito pelos mentores do ambientalismo, não tem paralelo na história da ciência, nem mesmo no tenebroso Caso Lysenko, que atrasou em meio século o avanço das ciências biológicas na Rússia Soviética, inclusive com a eliminação física de grandes cientistas russos. Hoje, porém, os efeitos potenciais de tal tentativa de substituir à força a busca da verdade pela ideologia e por uma política de fatos consumados poderão, não apenas atrasar alguns países, mas interromper o progresso de toda a Humanidade. Portanto, urge que essa agenda anti-humana seja devidamente desmascarada e neutralizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabricando uma "emergência global"&lt;br /&gt;Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco, Silvia Palacios e Nilder Costa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora esteja em andamento há décadas, a presente histeria climática vem em uma escalada acelerada a partir de meados de 2006, quando foi lançado em circuito mundial o documentário sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice-presidente estadunidense Al Gore (convenientemente agraciado com um Oscar da Academia de Hollywood). Em rápida sucessão, seguiram-se outros eventos destinados a reforçar na opinião pública de todo o mundo a impressão de que estaríamos diante de uma verdadeira emergência global, e não da tramóia que pode ser desvendada seguindo-se as pistas de certos personagens-chave, entre outros, o próprio Gore e o magnata canadense Maurice Strong, seu velho mentor de campanhas ambientalistas. Um dos principais articuladores do ambientalismo internacional, Strong é também a personificação da campanha "aquecimentista", que agora chega ao auge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro, com grande publicidade, a Real Sociedade britânica (a mais antiga associação científica do mundo) enviou à companhia petrolífera Exxon/Mobil uma inacreditável carta, instando-a a interromper os financiamentos a pesquisas científicas contrárias ao suposto consenso em torno do aquecimento global antropogênico. Evidentemente, a carta ignorava os bilhões de dólares concedidos por governos e fundações do Establishment oligárquico às pesquisas contrárias, orientadas para demonstrar a suposta responsabilidade humana nas mudanças climáticas, ou às centenas de organizações não-governamentais (ONGs) engajadas na campanha alarmista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de outubro, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apresentou o Living Planet Report (Relatório sobre o planeta vivo), documento no qual a ONG favorita da família real britânica volta a bater na surrada tecla dos "limites ao crescimento", afirmando que, aos níveis atuais de consumo de recursos naturais, por volta de 2050, seriam necessárias três Terras para satisfazer às necessidades da Humanidade. A mensagem nem tão subliminar por trás de tal conclusão é a de que inexistiriam meios de estender a todos os habitantes do planeta os níveis de vida desfrutados pelos habitantes dos países industrializados mais avançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do mês, novamente com o apoio da Real Sociedade e um esquema de propaganda mundial, foi divulgado o estudo "A economia das mudanças climáticas", encomendado pelo Governo Tony Blair ao ex-economista do Banco Mundial sir Nicholas Stern. A conclusão principal era a de que o custo econômico das emissões de gases de efeito estufa poderá chegar a 20% do PIB mundial, até meados do século. Entre as recomendações para solucionar o suposto problema, o relatório destaca o estabelecimento de limites nacionais para as emissões de gases de carbono (Stern fala em 30% até 2050) e a consolidação dos já existentes mercados de créditos de carbono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta é consolidar o chamado dispositivo cap-and-trade (limitar-e-comerciar), com o qual as cotas de emissões são convertidas em títulos negociáveis. Stern estima o montante dos títulos hoje existentes em 28 bilhões de dólares, o qual poderá chegar a 40 bilhões de dólares até 2010. Porém, o potencial desse mercado de "derivativos de fumaça" será muito maior se os limites de emissões forem tornados obrigatórios para todos os países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunamente, Blair recrutou Al Gore para assessorá-lo no esforço de difundir o cenário de pesadelo imaginado por sir Nicholas, enquanto o seu ministro do Meio Ambiente, David Milliband, anunciava a intenção de distribuir cópias de Uma verdade inconveniente em toda a rede escolar secundária do Reino Unido (a despeito de os argumentos fraudulentos apresentados no filme terem sido amplamente contestados por numerosos cientistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a mídia mais preocupada com as sombrias extrapolações do relatório, passou quase despercebido o fato de que, desde 2004, Gore é um dos sócios fundadores do fundo de investimentos Generation Investment Management, sediado em Londres e criado para promover investimentos de longo prazo "sustentáveis", segundo os cânones ambientalistas. Em uma entrevista ao jornal The Observer de 14 de novembro de 2004, Gore deu uma pista do tipo de negócios pretendidos: "A mudança climática é um problema que não será resolvido pelos políticos... Os políticos têm um papel importante a cumprir, mas a realidade vai provocar os seus efeitos no mercado, independentemente da opinião pública e da ação dos governos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Gore, a "intensidade de carbono" das atividades econômicas deverá ser um fator cada vez mais relevante para a sua lucratividade, citando como exemplo a indústria automobilística. Evidentemente, os créditos de carbono se encaixam perfeitamente no portfólio contemplado por ele e seus sócios. (Alguém mencionou conflito de interesses?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, também não seja coincidência que Maurice Strong esteja associado ao megaespeculador George Soros em uma empreitada para introduzir no mercado dos EUA os minicarros chineses Chery ? muito menos "intensivos em carbono" do que qualquer automóvel estadunidense ou europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Governo Bush não tenha ratificado o Protocolo de Kyoto, em janeiro, uma coalizão de grandes empresas e ONGs ambientalistas dos EUA (entre elas, o Natural Resources Defense Council e o World Resources Institute) fundou a Parceria de Ação Climática (USCAP), para promover "uma abordagem de mercado para a proteção climática, obrigatória e para toda a economia", inclusive junto ao Congresso e à Casa Branca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem parece ser: Aí vem o apocalipse, mas vamos faturar com ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a Comissão Européia propôs uma redução de 20% nas emissões de carbono sobre os níveis de 1990, até 2020 (acima dos 12% previstos no Protocolo de Kyoto, que vários países da União Européia já estão com dificuldades para cumprir, com sérias implicações para vários setores industriais do continente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em janeiro, os editores do Bulletin of the Atomic Scientists, revista que desde há muito vem funcionando como veículo de propaganda dos promotores das teses de "governo mundial", afirmaram que o aquecimento global representaria para o mundo uma ameaça tão ou mais grave que a possibilidade de um conflito nuclear (simbolicamente representada no "Relógio do Apocalipse" estampado na capa da revista, cuja proximidade da meia-noite indica o risco de um conflito nuclear em algum lugar do planeta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, ao lado da crise real de liderança dos EUA pós-Iraque, a suposta crise climática foi um dos principais destaques da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, ocorrida simultaneamente com o conclave do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Paris. O parágrafo inicial do boletim de imprensa final do evento ressalta a importância atribuída ao tema: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, fechou no domingo (29/01) com as mudanças climáticas firmemente (colocadas) no palco central do debate. Em 17 sessões relacionadas ao aquecimento global, o Fórum reuniu os principais acadêmicos, líderes empresariais, representantes de ONGs, chefes de agências da ONU e políticos do mundo, além de muitos outros, para avançar as discussões e explorar oportunidades práticas para o progresso por meio de parcerias. O encontro ilustrou claramente o compromisso cada vez mais profundo do empresariado em engajar outros grupos para o encaminhamento desse tema."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria previsível, os esquemas cap-and-trade foram as vedetes das discussões, sendo defendidos, entre outros, pelo inevitável sir Nicholas Stern e o físico brasileiro José Goldemberg, um veterano ativista do ambientalismo internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também presente, o ministro Milliband afirmou que "mercados de carbono amplos, longos e profundos são absolutamente essenciais. Não existe preço para a poluição que produzimos nos últimos 150 anos... E, olhando para a frente, nós precisamos projetar o mercado além de 2012, para manter a confiança empresarial engajada com um nível de certeza". Vale recordar que Milliband é o mesmo que propôs recentemente a "privatização da Amazônia", para preservar a floresta como um depósito de carbono mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada chegou ao auge em 2 de fevereiro, com a divulgação do "Resumo para formuladores de políticas" (Summary for Policymakers) do IPCC, o qual afirma que "a maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século XX é muito provavelmente devida ao aumento observado nas concentrações antropogênicas de gases de efeito estufa" (grifos no original). O documento define "muito provavelmente" como um grau de certeza superior a 90% - compreensivelmente, recebido de forma generalizada como uma chancela da comunidade científica ao fenômeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto provocado pelo relatório pode ser avaliado pela chamada de primeira página da Folha de S. Paulo de 3 de fevereiro: "Cientistas prevêem futuro sombrio para a Terra. A temperatura da Terra subirá até o fim do século, diz o mais importante relatório sobre o aquecimento global, produzido por 600 cientistas de 40 países. A geleira sobre a Groenlândia pode sumir em milênios, os furacões ficarão mais fortes e o nível do mar subirá pelos próximos mil anos - de 18 cm a 59 cm até 2100. O relatório responsabiliza a ação humana pelo aquecimento global."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato contínuo, os porta-vozes do aparato ambientalista internacional se apressaram em endossar as conclusões do documento. O ubíquo ministro Milliband foi rápido no gatilho: "Ele é outro prego no caixão dos negadores das mudanças climáticas e representa o quadro mais representativo até agora, mostrando que o debate sobre a ciência das mudanças climáticas está bem e verdadeiramente encerrado." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O relatório do IPCC incorpora um extraordinário consenso científico de que as mudanças climáticas já estão sobre nós e que as atividades humanas são as responsáveis", disparou o diretor-geral do WWF Internacional, James Leape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, completou dizendo que o relatório "nos dá um alerta vigoroso de que o impacto potencial será mais dramático, rápido e mais drástico em termos de conseqüências do que se pensava antes. Os impactos irão mudar de maneira fundamental os modos de vida de algumas pessoas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, em uma reunião em Washington, a Organização de Legisladores Globais para um Meio Ambiente Equilibrado (Globe International) divulgou um manifesto, apoiando as conclusões alarmistas do IPCC e, claro, o mecanismo cap-and-trade. Originalmente fundado em 1989, por parlamentares dos EUA e do Reino Unido, o grupo reúne atualmente representantes dos países do G-8 e de cinco países-líderes do bloco subdesenvolvido ? China, Índia, África do Sul, México e Brasil (os signatários brasileiros do manifesto foram os senadores Renato Casagrande e Serys Shlessarenko e os deputados Antônio Palocci Filho e Augusto Carvalho). Entre os seus patrocinadores, destacam-se a União Européia e empresas como a BP, Anglo American, Bayer, American Electric Power, Ernst &amp; Young e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tais planos forem bem-sucedidos, ao contrário do que afirma o ecotecnocrata Steiner, não serão os modos de vida de algumas pessoas que mudarão, mas os de todo o planeta ? e para muito pior, exceto para os próceres do big business adredemente posicionados para aproveitar os novos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manipulação planetária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Felizmente para a Humanidade, a trombeteada crise climática provocada pelo homem simplesmente não existe. Na verdade, trata-se da culminância de um vasto processo de "engenharia social" (ou, em português claro, manipulação) de caráter neocolonial e de longo prazo, deflagrado há quatro décadas por grupos oligárquicos hegemônicos do Hemisfério Norte, com o objetivo geral de reorientar o desenvolvimento socioeconômico mundial de acordo com os seus propósitos exclusivistas ? enquanto, claro, fazem grandes negócios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde-se que, em meados da década de 1960, a Humanidade como um todo experimentava o mais alto ritmo de progresso de sua história, com destaque para os países do chamado Terceiro Mundo, muitos dos quais implementavam ou contemplavam ambiciosos programas de industrialização. Contra esse impulso positivo e otimista, que contrariava a sua visão negativa sobre o mundo e as perspectivas humanas, o Establishment oligárquico anglo-americano desfechou uma ofensiva em várias frentes, visando, basicamente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) transferir o controle dos processos de desenvolvimento, dos Estados nacionais para entidades supranacionais e não-governamentais, consolidando estruturas de "governo mundial" (ou "governança global", como preferem alguns); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) erradicar o "vírus do progresso" entre os estratos educados das sociedades de todo o mundo, com a difusão do irracionalismo e da descrença nas conquistas científico-tecnológicas como motores do desenvolvimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) reduzir o crescimento da população mundial; e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) controlar uma grande proporção dos recursos naturais do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento ambientalista internacional, cuja criação por tais grupos hegemônicos remonta àquele período, tem sido um dos principais instrumentos dessa demonização do progresso científico, tecnológico e industrial e seus desdobramentos. Por trás da fachada da proteção de uma natureza desumanizada e transformada em entidade de direito próprio, encontra-se a idéia-força - moralmente inaceitável e cientificamente insustentável ? de que o planeta não suportaria a extensão dos benefícios da modernização industrial a todos os povos e países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o alarmismo "aquecimentista" está sendo exacerbado em um momento de definições cruciais para o Establishment oligárquico, no qual a sua agenda hegemônica se encontra em xeque por conta da erosão acelerada da ordem mundial pós-Guerra Fria, devido a: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) os limites da supremacia militar e financeira dos EUA;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) a crescente instabilidade do sistema financeiro "globalizado", que necessita de novas fontes de liquidez e instrumentos especulativos; e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) a ressurgência de vários Estados nacionais importantes, como a Federação Russa de Vladimir Putin, no controle dos recursos naturais de seus territórios, especialmente os energéticos (90% das reservas mundiais de petróleo e gás natural já se encontram sob controle estatal, contra apenas 10% das multinacionais do setor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a implosão do bloco socialista, em 1989-91, e a desmoralização da agenda política do "choque de civilizações" como um substituto plausível para o conflito ideológico da Guerra Fria, a decretação de uma suposta emergência climática planetária oferece a tais círculos uma grande oportunidade para a manutenção e aprofundamento da agenda de "governança global".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As propostas em discussão contemplam o estabelecimento de draconianos limites para as emissões de carbono a partir de 2012, quando expira o vigente Protocolo de Kyoto, os quais seriam extensivos aos países subdesenvolvidos, atualmente isentos deles. Como quase 80% do consumo mundial de energia dependem dos combustíveis fósseis, é fácil perceber que os esforços de desenvolvimento da grande maioria dos países ficariam umbilicalmente ligados aos florescentes ? e altamente especulativos - mercados de créditos de carbono. Ou seja, em lugar do antigo "padrão-ouro", teríamos agora um "padrão-carbono" a limitar o progresso dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Européia tem um grande interesse na oficialização dos limites de emissões, pois, juntamente com o Japão e o Canadá (cuja permanência é incerta), é o único grande centro econômico obrigado a cumprir as metas restritivas do Protocolo de Kyoto - não ratificado pelos EUA -, o que está provocando um pesado óbice às suas indústrias, um tanto debilitadas pela "globalização" financeira e a competição desigual com a mão-de-obra ultrabarata das indústrias asiáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, a despeito de todo o alarido sobre energias alternativas, não há substitutos em grande escala para os combustíveis fósseis, nas próximas décadas. Sem falar no fato de que, no caso da geração de eletricidade, as fontes hidrelétricas e nucleares (que, juntamente com as termelétricas alimentadas a combustíveis fósseis, respondem por 99% da geração mundial) também se encontram sob o fogo cerrado do aparato ambientalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande ameaça que paira sobre o planeta não é climática ou qualquer outra catástrofe imaginada pelos delírios ambientalistas, mas o aprofundamento das injustiças e desigualdades mundiais, que tem se acelerado com a "globalização" financeira das últimas décadas. A reversão desse processo e a retomada do desenvolvimento e do otimismo cultural em escala global irá requerer, entre outros itens, uma considerável ampliação da oferta e dos usos da energia em todo o planeta (para 90% dos 700 milhões de africanos, energia ainda é sinônimo de lenha, o combustível mais primitivo utilizado pelo homem). Portanto, qualquer proposta de redução do uso de combustíveis fósseis, enquanto tecnologias mais eficientes não estiverem plenamente disponíveis, assume o caráter de um crime de lesa-humanidade. As sugestões mais extremadas, de reduções de até 60% das emissões até meados do século, feitas por ambientalistas - e até mesmo alguns cientistas - mais delirantes, podem ser francamente rotuladas como pró-genocidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, para implementar semelhante esquema, haveria a necessidade de estabelecimento de uma autoridade supranacional para fiscalizar o cumprimento das metas de emissões e, eventualmente, punir os infratores. Quem estaria a cargo de uma tal entidade? Como seriam nomeados e a quem responderiam os seus dirigentes? Poderia ela determinar sanções econômicas e até militares contra os países recalcitrantes? Como veremos adiante, tal agência já está sendo pensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consenso forjado e ciência engajada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para justificar os cenários catastrofistas necessários para "vilanizar" as atividades industriais e os modelos de desenvolvimento baseados na industrialização, os mentores do ambientalismo precisaram forjar um arremedo de consenso científico sobre a suposta emergência climática. Curiosamente, as primeiras propostas para a limitação das emissões de dióxido de carbono já surgiram na Conferência de Estocolmo, em 1972, em um momento em que as temperaturas globais vinham caindo desde 1940. Na época, parte do discurso alarmista se referia ao resfriamento global e à ameaça de uma nova era glacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas seguintes, a reversão da curva de temperaturas, que voltaram a subir a partir de 1975, facilitou a transformação da climatologia em um instrumento político. Começou, então, a litania para responsabilizar o dióxido de carbono antropogênico pelo aumento das temperaturas, mesmo diante das maciças evidências de que o aquecimento registrado no século XX era um fenômeno tão natural como o Período Quente Medieval, entre os séculos IX e XII, quando as temperaturas no Hemisfério Norte eram 1-2oC superiores às atuais ? mais de seis séculos antes da Revolução Industrial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, o alegado consenso vem sendo construído a partir de uma criteriosa seleção dos cientistas participantes de encontros internacionais dedicados ao assunto e o direcionamento preferencial de verbas para as pesquisas favoráveis aos cenários catastrofistas. Em um depoimento publicado na edição de dezembro de 2000 do Weather Action Bulletin, o meteorologista britânico Piers Corbyn foi enfático: "O problema que estamos enfrentando é que o Establishment meteorológico e o lobby dos grupos de pesquisa do aquecimento global, que recebem grandes financiamentos, estão aparentemente tão corrompidos pela generosidade recebida, que os cientistas que atuam neles venderam a sua integridade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo, os cientistas que questionavam a ilação simplista "carbono-aquecimento" passaram a ser pejorativamente rotulados como "céticos", agentes a soldo das empresas de petróleo e carvão e outros epítetos do gênero. Escusado dizer que raramente a mídia (em geral propensa ao sensacionalismo) tem se dado ao trabalho de consultá-los. No Brasil, a longa série de reportagens alarmistas que a Rede Globo de Televisão dedicou ao assunto em seus programas jornalísticos de horário nobre, desde o lançamento do "Relatório Stern", não ouviu um único cientista contrário ao cenário catastrofista (que, apesar de tudo, constituem a grande maioria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, os "céticos" passaram a ser alvos de uma autêntica caça às bruxas. Nos EUA, a apresentadora do Weather Channel, Heidi Cullen, sugeriu que os meteorologistas que não aceitassem o que chamou de "visão científica aceita" sobre o aquecimento global tivessem canceladas as suas licenças profissionais. Pouco depois, o climatologista-chefe do estado de Oregon, George Taylor, passou a ser ameaçado de demissão por ter questionado publicamente o cenário catastrofista. Na Inglaterra, o celebrado colunista do The Guardian, George Monbiot, propôs que tais cientistas fossem submetidos a julgamentos como os do Tribunal de Nuremberg, que condenou criminosos de guerra nazistas após a II Guerra Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao decantado Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os seus relatórios e, em especial, os "Resumos", têm funcionado como os "diários oficiais" da campanha. Para tanto, o órgão não tem se furtado a recorrer a fraudes escandalosas, como ocorreu com o notório "gráfico do taco de hóquei" do relatório de 2001, o qual, simplesmente, suprimiu o Período Quente Medieval, para implicar que o aquecimento ocorrido no século XX seria de responsabilidade humana (ver Parte 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, o IPCC tem ignorado sistematicamente as evidências que não se encaixam no cenário antropogênico, como as cada vez mais numerosas pesquisas que demonstram a influência determinante das radiações cósmicas e solares sobre o clima terrestre (ver Parte 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a grande maioria dos prognósticos alarmistas se baseia em modelos climáticos computadorizados, que estão muito longe de simular com precisão aceitável os processos do mundo real, pela simples razão de que o clima da Terra é resultante de uma ultracomplexa interação de fatores cósmicos e terrestres, muitos dos quais ainda pouco conhecidos da ciência. Portanto, por mais avançados que sejam os supercomputadores nos quais são rodados, tais modelos não passam de ferramentas úteis para estudos acadêmicos e não poderiam, em hipótese alguma, ser utilizados para fundamentar políticas de tão grande alcance para o futuro da Humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria metodologia que privilegia o uso de modelos matemáticos, em detrimento das observações no mundo real, decorre da hegemonia adquirida pelo enfoque mecanicista-reducionista nas ciências, o qual pretende compreender os fenômenos a partir do conhecimento agregado das suas partes constituintes. Herança do Iluminismo, essa ótica pode ser bem-sucedida com fenômenos menos complexos e o desenvolvimento de projetos tecnológicos, mas não favorece o entendimento da dinâmica planetária e do contexto cósmico no qual ela se insere (e, menos ainda, do papel universal da espécie humana). Além disso, é um obstáculo aos avanços dos novos campos do conhecimento científico que, nas décadas vindouras, serão necessários para assegurar um progresso eqüitativo e sustentado para toda a Humanidade. Por conseguinte, é imperativo que a verdadeira ciência seja reconduzida ao lugar que lhe cabe nas discussões sobre o clima terrestre e as suas interações com as atividades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um alerta do Canadá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma contundente manifestação de cientistas de escol contra o "consenso" fabricado foi uma carta aberta encaminhada em abril de 2006 ao primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, propondo uma rediscussão da posição do país no Protocolo de Kyoto. Encabeçada pelo Dr. Ian D. Clark, professor de Hidrogeologia e Paleoclimatologia da Universidade de Ottawa, a carta foi assinada por outros 59 dos mais proeminentes cientistas envolvidos em estudos climáticos, do Canadá, EUA, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Dinamarca, Suécia e Polônia. Os dois parágrafos seguintes são auto-explicativos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Embora os pronunciamentos confiantes de grupos ambientais cientificamente desqualificados possa proporcionar manchetes sensacionalistas, eles não são base para uma formulação de políticas amadurecida. O estudo das mudanças climáticas globais é, como o senhor tem dito, uma 'ciência emergente', talvez a mais complexa jamais encetada. Pode levar anos antes que entendamos adequadamente o sistema climático da Terra. Não obstante, avanços significativos foram feitos desde a criação do protocolo, muitos dos quais nos estão afastando de uma preocupação com o aumento dos gases de efeito estufa. Se, em meados da década de 1990, nós soubéssemos o que sabemos hoje sobre o clima, quase certamente Kyoto não existiria, porque teríamos concluído que não era necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós entendemos a dificuldade que qualquer governo tem ao formular políticas razoáveis com base na ciência, quando as vozes mais estridentes parecem estar levanto ao rumo oposto. Entretanto, a convocação de consultas abertas e não-tendenciosas permitirá aos canadenses ouvir especialistas dos dois lados da comunidade de ciências climáticas. Quando o público vir a entender que não existe qualquer 'consenso' entre os cientistas climáticos, no tocante à importância relativa das várias causas das mudanças climáticas globais, o governo estará em uma posição muito melhor para elaborar planos que reflitam a realidade e possam, portanto, beneficiar tanto o meio ambiente como a economia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "taco de hóquei": retrato de uma fraude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro leitor, observe os dois gráficos abaixo. O primeiro (Fig. 1), apresentado no primeiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em 1990, retrata as variações relativas de temperatura ocorridas ao longo do último milênio. Mesmo sem maior precisão, ele mostra o Período Quente Medieval, entre os séculos IX e XII, com temperaturas mais altas que as atuais, e a Pequena Idade do Gelo, entre os séculos XVII e XIX, mais fria e da qual o aquecimento registrado no século XX parece não ser mais que uma recuperação. Ambos os períodos são bastante conhecidos pelos paleoclimatologistas, que estudam a história climática do planeta. Como as medições diretas com termômetros tiveram início apenas no final do século XVIII, as épocas anteriores são estudadas com métodos indiretos ? isótopos de oxigênio (O18/O16), pólen, anéis de crescimento de árvores, formações geológicas características etc. -, os quais proporcionam um quadro suficientemente preciso sobre o clima vigente em um dado período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo gráfico (Fig. 2), divulgado em 1999 pela equipe do paleoclimatologista Michael E. Mann, então na Universidade de Massachussetts, se refere a um estudo de anéis de árvores e outras fontes e foi apresentado no relatório de 2001 do IPCC. Ele mostra um ligeiro resfriamento de 0,2oC para o Hemisfério Norte, no período 1000-1900, seguido de uma brusca elevação de 0,6oC, no período 1900-2000. Por sua forma, ficou conhecido como o "taco de hóquei" e foi extensamente alardeado pelo IPCC e a comunidade "aquecimentista" como uma evidência cabal da ação humana no clima. O problema é que, como foi prontamente demonstrado, ele era simplesmente falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, chamou a atenção o fato de que o gráfico do grupo de Mann eliminava sumariamente o Período Quente Medieval e a Pequena Idade do Gelo. Pouco depois, dois estatísticos canadenses da Universidade de Guelph (Ontario), Stephen McIntyre e Ross McKitrick, analisaram os dados e a metodologia usados pela equipe de Mann e concluíram que os algoritmos empregados sempre produziam um gráfico em forma de bastão de hóquei, independentemente dos dados aplicados a eles. Posteriormente, por solicitação do deputado Joe Barton, então presidente do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA, o Dr. Edward J. Wegman, da Universidade George Mason e considerado um dos maiores especialistas em modelos estatísticos computadorizados do país, também revisou o trabalho de Mann e chegou à mesma conclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, Wegman fez uma crítica devastadora à comunidade dos "aquecimentistas", que, segundo ele, formam um grupo tão fechado em si próprio que impossibilita qualquer revisão independente de trabalhos como o de Mann. Em suas palavras, "existe um grupo estreitamente interligado de indivíduos que acredita apaixonadamente em suas teses. Entretanto, a nossa percepção é a de que este grupo tem um mecanismo de retroalimentação que se auto-reforça e, ademais, o trabalho tem sido tão politizado que eles dificilmente podem reavaliar as suas posições públicas sem perder a credibilidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da fraude comprovada, o IPCC não fez qualquer retratação e, embora tenha excluído o trabalho de Mann do "Resumo" de 2007, manteve as suas conclusões no documento, a saber: "Informações paleoclimáticas apóiam a interpretação de que o aquecimento do último meio século é incomum, pelo menos nos 1300 anos anteriores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em respeito à inteligência do leitor, dispensam-se maiores comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História (quase) secreta do aquecimento global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três décadas que se seguiram à II Guerra Mundial representaram o período de mais rápida expansão do processo de desenvolvimento socioeconômico para toda a Humanidade. Tal impulso foi proporcionado pela reconstrução econômica do pós-guerra, especialmente na Europa e no Japão, o processo de descolonização na Ásia e na África e o arcabouço financeiro e monetário relativamente estável proporcionado pelo Sistema de Bretton Woods. Ao mesmo tempo, uma série de conquistas científico-tecnológicas contribuía para disseminar um intenso otimismo cultural: a "Revolução Verde" dos cultivos de alto rendimento, os avanços da medicina e da saúde pública, das telecomunicações, as perspectivas de uso pacífico da energia nuclear, a corrida espacial e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, a palavra de ordem era industrialização, principalmente entre os países subdesenvolvidos. Em 1957, o comércio mundial de produtos industrializados superou pela primeira vez o de produtos primários e alimentos. Entre 1953 e 1963, a participação dos países subdesenvolvidos na produção industrial mundial subiu de 6,5% para 9%, uma alta de quase 50%, com tendência ascendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse contexto que certos setores do Establishment anglo-americano colocaram em marcha o movimento ambientalista internacional, cuja criação já vinha sendo preparada desde o pós-guerra imediato. Em seu livro Battling Wall Street: The Kennedy Presidency (Combatendo Wall Street: a Presidência Kennedy), o sociólogo estadunidense Donald Gibson descreve: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No final da década de 1950 e início da de 1960, uma antiga inclinação existente entre alguns membros da classe superior estava prestes a se tornar um assunto nacional. Esta inclinação ia redefinir as conquistas da ciência e da tecnologia como ações malignas que ameaçavam a natureza ou como fúteis tentativas de reduzir o sofrimento humano que, diziam, era o resultado da superpopulação. Essa tendência, em parte articulada como uma visão de mundo nos escritos de Thomas Malthus, toma o que podem ser preocupações razoáveis sobre temas como a qualidade do ar e da água e as reveste de uma ideologia profundamente hostil ao progresso econômico e à maioria dos seres humanos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as fases iniciais do movimento, o potencial do dióxido de carbono (CO2) como "vilão ambiental" não passou despercebido pelos seus mentores, com destaque para o magnata canadense Maurice Strong (foto acima), cuja trajetória multifacetada é a demonstração viva do controle do ambientalismo pelo Establishment oligárquico. Já em 1972, como secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, ele apresentou uma agenda que antecipava com grande "clarividência" o que estava por vir. O relato é da sua compatriota, a competente jornalista investigativa Elaine Dewar, no livro Cloak of Green: The Links Between Key Environmental Groups, Government and Big Business (Capa de verde: os laços entre grupos ambientais importantes, governos e os grandes negócios): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando a Conferência de Estocolmo foi instalada, em 1972, Strong advertiu urgentemente sobre o advento do aquecimento global, a devastação das florestas, a perda de biodiversidade, os oceanos poluídos e a bomba-relógio populacional. Ele sugeriu um imposto sobre a movimentação de cada barril de petróleo e o uso desses fundos para criar uma grande burocracia da ONU, para chamar a atenção sobre a poluição onde quer que ela se encontrasse. Na medida em que eu lia esse velho discurso, eu compreendia que ele quase poderia ser repetido na Cúpula do Rio... Um documento do Greenpeace, que circulou antes do Rio, alegava que a Conferência de Estocolmo fora um fracasso, por causa do que não fora discutido. Certamente, para alguns, as discussões limitadas foram um fracasso. Para outros interesses, elas constituíram um sucesso." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos desdobramentos da Conferência de Estocolmo foi a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), para o qual Strong foi nomeado o primeiro diretor-executivo. A partir do cargo, que ocupou até 1975, ele desempenhou um ativo papel na popularização das supostas ameaças para a atmosfera, representadas pelo uso de combustíveis fósseis e produtos químicos agressivos para a camada de ozônio ? esta última, uma teoria alarmista que também dava os seus primeiros passos e seria crucial para a agenda ambientalista, como veremos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Conferência de Estocolmo, o ano de 1972 presenciou duas outras importantes iniciativas da campanha catastrofista. O primeiro foi o lançamento do famigerado relatório do Clube de Roma, Limites ao crescimento, o qual introduziu as projeções computadorizadas na metodologia alarmista, prognosticando o esgotamento de vários recursos naturais nas décadas seguintes. O segundo foi a criação, em Laxemberg, Áustria, do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicada (IIASA), um empreendimento conjunto do Establishment ocidental e certos setores da Nomenklatura soviética, que perceberam na causa ambientalista o potencial para o estabelecimento de um "condomínio de poder" Leste-Oeste (a posterior adesão de Mikhail Gorbachov às causas "verdes" tem aí as suas raízes). Até hoje, o IIASA tem desempenhado um importante papel na promoção do aquecimento global antropogênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um marco decisivo da campanha contra o dióxido de carbono foi a conferência "A atmosfera: ameaçada e ameaçadora", realizada em outubro de 1975, em Washington (EUA), promovida pelo Centro Internacional Fogarty para Estudos Avançados de Ciências da Saúde, órgão do governo estadunidense. Curiosamente, uma das organizadoras do evento foi a antropóloga Margaret Mead (foto acima), uma veterana integrante de programas de "engenharia social" do aparato de inteligência do Establishment. As suas palavras não poderiam ser mais claras sobre os rumos da campanha ambientalista: "Estamos enfrentando um período em que a sociedade deve tomar decisões em escala planetária... A menos que os povos do mundo possam começar a entender as conseqüências imensas e de longo prazo do que parecem ser pequenas escolhas imediatas ? furar um poço, abrir uma estrada, construir um grande avião, fazer um teste nuclear, instalar um reator regenerador, liberar produtos químicos que se diluem na atmosfera ou descarregar resíduos concentrados no mar -, todo o planeta pode ficar em perigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho, os anais da conferência registram: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Dra. Mead enfatizou que a conferência foi baseada no pressuposto de que decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas - com os cientistas provendo elementos de julgamento ou não. Não há meio de os cientistas evitarem afetar o processo de tomada de decisões em assuntos relacionados às suas disciplinas, mesmo se permanecerem publicamente em silêncio. Uma decisão dos formuladores de políticas no sentido de não agir na ausência de informação ou conhecimento científico é uma decisão política por si mesma e, para os cientistas, não há a possibilidade de inação, exceto a de deixarem de ser cientistas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com o outro organizador do evento, o climatologista William Kellogg, Mead propôs a adoção de uma "Lei da Atmosfera" de âmbito mundial, a qual estabelecesse limites para a quantidade de emissões de dióxido de carbono que cada nação poderia produzir. Não por acaso, entre os participantes da conferência, encontravam-se outros dois climatologistas que, posteriormente, se destacariam na promoção do aquecimento global antropogênico, Stephen Schneider (foto acima) e George Woodwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferência também serviu como plataforma de lançamento para a chamada Hipótese Gaia, um esdrúxulo coquetel de pseudociência e misticismo que considera a Terra um ser vivo de direito próprio, idealizado pelo biólogo inglês James Lovelock (foto acima), que se tornaria um dos principais propagandistas do aquecimento global. Em seu último livro, A vingança de Gaia, lançado em 2006, Lovelock prognostica uma catástrofe planetária antes do final do século, causada por aumentos de temperatura de 5-8oC, os quais provocariam a expansão das áreas desérticas e a morte de bilhões de pessoas. Segundo ele, apenas na região ártica sobreviveriam alguns poucos casais em condições de acasalamento. (Embora afirmando discordar de alguns dos seus fundamentos, Stephen Schneider se tornou um dos principais propagandistas da Hipótese Gaia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engajamento seletivo da comunidade científica na campanha do dióxido de carbono se deu crescentemente, ao longo da década de 1980, a partir de uma série de conferências internacionais promovidas pela burocracia ambiental das Nações Unidas (PNUMA e Organização Meteorológica Mundial), em cooperação com o IIASA: Villach, Áustria (1985); Villach e Bellaggio, Itália (1987); e Toronto, Canadá (1988). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Toronto, pela primeira vez, a proposta de redução das emissões de CO2 recebeu uma meta numérica: um corte de 20% sobre as emissões daquele ano, até 2005. Dali saiu também a decisão de estabelecer um corpo tecnocrático especificamente para conduzir a campanha no meio científico, que viria a ser o IPCC, oficialmente criado no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desenvolvimento sustentado": Malthus de roupa nova &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um importante reforço para a campanha foi a ampla divulgação, em 1987, do relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida pelo nome de sua principal coordenadora, a ex-primeira-ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland. O principal objetivo do documento era a introdução do conceito de "desenvolvimento sustentado", que se tornaria a pedra de toque da ideologia ambientalista. Em sua essência, o conceito não passa de uma nova roupagem para as idéias de crescimento limitado popularizadas pelo Clube de Roma, com uma manifesta inclinação malthusiana. Veja-se, por exemplo, a seguinte passagem: "A cada ano, aumenta o número de seres humanos, mas permanece finita a quantidade de recursos naturais destinados ao sustento dessa população, à melhoria da qualidade de vida e à eliminação da pobreza generalizada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro trecho explicita os pendores em prol da "governança global": "O conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através de administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos problemas atmosféricos, o relatório afirma que "muito provavelmente, as ameaças do aquecimento global e da acidificação do meio ambiente descartam até mesmo uma duplicação do uso de energia baseado nas atuais combinações de fontes primárias. Portanto, qualquer nova era de crescimento econômico deverá ser menos intensiva em energia do que o crescimento no passado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lidar com tais ameaças, a Comissão Brundtland recomendou a criação de uma agência ambiental global com poderes supranacionais, além de alertar para as possibilidades de futuros conflitos causados por disputas por recursos naturais ou contenciosos ambientais. Soa familiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interregno: o "buraco" na camada de ozônio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo com a campanha "aquecimentista", as hostes ambientalistas se empenhavam para transformar outro fenômeno natural em uma emergência global, atribuindo as variações das concentrações de ozônio na estratosfera à ação de produtos químicos como os clorofluorcarbonos (CFCs), halons, brometo de metila e outros, utilizados em dúzias de aplicações (elementos refrigerantes, propelentes de aerossóis, pesticidas etc.). Em um roteiro que se pretende replicar no caso das variações de temperatura, discussões que não deveriam extravasar do meio científico acabaram, por força do bem articulado lobby ambientalista, ganhando foros de problema planetário e se transformando em objeto de uma legislação de âmbito internacional e restritiva da fabricação e uso daqueles produtos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A progressão foi extremamente rápida. As primeiras teorias sobre os supostos impactos humanos na camada de ozônio surgiram juntamente com o início da escalada ambientalista, na primeira metade da década de 1970. Os suspeitos iniciais foram as emissões de óxidos de nitrogênio provenientes das turbinas de jatos supersônicos de passageiros de vôo estratosférico, como o Concorde franco-britânico e o SST estadunidense (que nunca chegou a ser construído). Mas, logo, as acusações se transferiram para os CFCs e outros de compostos de cloro. Segundo a teoria, tais produtos, ao serem descartados, subiriam até a estratosfera (mesmo sendo três a quatro vezes mais densos que o ar e, em geral, descartados em ambientes fechados e não-turbulentos) e, ali, sob a ação das intensas radiações ultravioleta, teriam as suas moléculas dissociadas, libertando os mortais átomos de cloro, que, por sua vez, se combinariam com as moléculas de ozônio (O3) e as dissociariam. Em conseqüência da destruição do ozônio, haveria um aumento da intensidade da radiação ultravioleta na superfície terrestre, aumentando a incidência de cânceres de pele e outras enfermidades, tanto no homem como em outros seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a antecipação peculiar, antes de encerrar a sua gestão no PNUMA, em 1975, Maurice Strong já havia determinado a criação de um grupo de estudos no órgão para lidar com a nova ameaça. Em 1985, a notícia de que um "buraco" na camada de ozônio havia sido detectado na Antártica causou furor mundial e acelerou os trabalhos para o estabelecimento de um acordo internacional para enfrentar o problema (poucos se deram ao trabalho de consultar os registros das pesquisas feitas na região durante o Ano Geofísico Internacional, em 1957-58, quando o fenômeno já havia sido registrado). No mesmo ano, realizou-se a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Dois anos depois, foi estabelecido o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Desgastam a Camada de Ozônio, que entrou em vigor em 1989, tendo experimentado quatro revisões desde então. Universalmente saudado como o mais bem-sucedido tratado ambiental já estabelecido, o Protocolo de Montreal determina datas-limite para o encerramento dos usos dos compostos de cloro aos quais foi atribuída a pecha de "assassinos do ozônio". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alcance do acordo pode ser avaliado pelas cândidas declarações do principal negociador estadunidense do Protocolo de Montreal, o diplomata Richard Benedick, em seu livro Ozone Diplomacy: New Directions in Safeguarding the Planet (Diplomacia do ozônio: novas direções na salvaguarda do planeta), publicado em 1991: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Protocolo de Montreal... determinou significativas reduções no uso de vários produtos químicos extremamente úteis... Pela sua ação, os países signatários assinaram a sentença de morte para uma importante parte da indústria química internacional, com implicações de bilhões de dólares em investimentos e centenas de milhares de empregos em setores correlatos. O protocolo, simplesmente, não prescreveu limites para esses produtos com base na 'melhor tecnologia disponível', que teria sido a maneira tradicional de reconciliar objetivos ambientais com os interesses econômicos. Em vez disto, os negociadores estabeleceram datas-limite para a substituição de produtos que haviam se tornado sinônimos de padrões de vida modernos, ainda que as tecnologias requisitadas ainda não existissem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, ele admite: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na época das negociações e da assinatura, não existia nenhuma evidência de problemas mensuráveis. Assim, ao contrário de acordos ambientais do passado, o tratado não foi uma resposta a acontecimentos ou eventos prejudiciais, mas uma ação preventiva em escala global."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É significativo que, antes de ser destacado para as negociações do Protocolo de Montreal, Benedick chefiava o Gabinete de População do Departamento de Estado, onde defendia a aplicação de draconianas políticas de controle demográfico nos países subdesenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais fabricantes de CFCs e similares, na América do Norte, Europa e Japão (cujas patentes estavam no fim), não foram afetados pelas restrições aos seus produtos, pois, prontamente, apresentaram uma nova família de substitutos, os hidrofluorcarbonos (HFCs). O problema, pelo menos para os usuários, é que tais produtos não só custavam 20-30 vezes mais que os CFCs, como também obrigariam a uma total substituição dos equipamentos existentes, pois eram incompatíveis com os compressores dos refrigeradores em uso. Além disso, ironicamente, os HFCs foram logo apontados como poderosos gases de efeito estufa, 10 mil vezes mais eficientes que o CO2, o que ensejou um adendo ao Protocolo de Montreal, determinando que deixem de ser usados até 2030 (e, possivelmente, substituídos por novos produtos ainda mais caros). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o banimento dos CFCs nos países industrializados motivou o surgimento de um ativo comércio ilegal oriundo dos fabricantes sediados nos países em desenvolvimento, que receberam um prazo maior para a adaptação das suas indústrias (além de recursos de um fundo de compensação estabelecido pelo protocolo). Nos EUA, a estrutura policial criada para reprimir esse contrabando se tornou inferior apenas à estabelecida para o combate ao narcotráfico, o que denota as conseqüências do irracionalismo ambientalista, conseguindo a façanha de transformar uma das substâncias mais úteis e versáteis já inventadas em objeto de repressão policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao "buraco" na camada de ozônio? Na verdade, assim como ocorre com a maioria dos fenômenos atmosféricos, as concentrações de ozônio na estratosfera são extremamente variáveis e dependentes de fatores totalmente alheios às ações humanas ? no caso, intensidade das radiações solares e cósmicas, latitude, estação do ano, erupções vulcânicas etc. O mal denominado "buraco" não passa de uma rarefação das concentrações do gás abaixo de um certo nível, fenômeno que já era registrado na região subártica da Noruega desde a década de 1920, antes mesmo de os CFCs, halons e congêneres serem inventados. Na Antártica, quando tais variações extremas foram constatadas, durante o Ano Geofísico Internacional, os CFCs apenas começavam a entrar em uso comercial (os halons, usados em extintores de incêndio, só foram inventados na década seguinte). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, como já advertia Margaret Mead, em 1975, e corroborado por Richard Benedick, "decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas" - independentemente dos seus fundamentos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma espécie de coroamento da campanha do ozônio, o Prêmio Nobel de Química de 1995 foi conferido ao estadunidense F. Sherwood Rowland, seu pupilo mexicano-estadunidense Mario Molina e o holandês Paul Crutzen, autores da teoria que serviu de pretexto para a investida contra os compostos de cloro. Mais tarde, o versátil Molina viria a ser um dos redatores do "Resumo" de 2007 do IPCC. Seu mentor Rowland, por sua vez, juntamente com outros 40 cientistas (?) e ativistas ambientais de 20 países, foi signatário de um dos mais delirantes manifestos ambientalistas já produzidos, a Declaração de Morelia (1991), que afirma em um de seus trechos: "Se a metade final do século XX ficou marcada por movimentos de libertação humana, a década final do segundo milênio será caracterizada por movimentos de libertação entre espécies, de modo que algum dia possamos atingir uma igualdade genuína entre todas as coisas vivas."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-2131198330595614393?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/2131198330595614393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/12/fraude-do-aquecimento-global-o-futuro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2131198330595614393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2131198330595614393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/12/fraude-do-aquecimento-global-o-futuro.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-9133871126838503212</id><published>2009-12-10T22:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T22:22:03.381-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Análise do filme "The Soviet Story" por Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLAVO DE CARVALHO&lt;br /&gt;Diário do Comércio, 11 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;"...A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux (http://web2.bium.univ-paris5.fr/livanc/?cote=61092&amp;amp;p=1&amp;amp;do=page) descrevia como delírio de interpretação..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Stalin estava nadando em sangue! Eu vi as penas de morte, que ele assinou em pacotes!"&lt;br /&gt;Mikhail Gorbachev&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você acha que comunistas, socialistas e marxistas acadêmicos são pessoas normais e respeitáveis, com as quais é possível um "diálogo democrático", por favor vá ao site http://www.sovietstory.com/about-the-film e veja o filme The Soviet Story, que o cientista político Edvins Snore escreveu e dirigiu baseado em documentos recém-desencavados dos arquivos soviéticos. Eis algumas coisinhas que você pode aprender com ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Toda a tecnologia genocida dos campos de concentração foi inventada pelos soviéticos. Os nazistas enviaram comissões a Moscou para estudá-la e copiar o modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O governo da URSS assinou com os nazistas um tratado para o extermínio dos judeus e cumpriu sua parte no acordo, entre outras coisas enviando de volta à Gestapo os judeus que, iludidos pelas promessas do paraíso comunista, buscavam asilo no território soviético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A ajuda soviética à máquina de guerra nazista foi muito maior do que se imaginava até agora. O nazismo jamais teria crescido às proporções de uma ameaça internacional sem as armas, a assistência técnica, os alimentos e o dinheiro que a URSS enviou a Hitler desde muito antes do Pacto Ribbentrop-Molotov de 1939.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Altos funcionários do governo soviético defendiam – e os remanescentes defendem ainda – a tese de que fortalecer o nazismo foi uma medida justa e necessária adotada por Stálin para combater o "fascismo judeu" (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Nada disso foi um desvio acidental de idéias inocentes, mas a aplicação exata e rigorosa das doutrinas de Marx e Lenin que advogavam o genocídio como prática indispensável à vitória do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo militante ou simpatizante comunista é cúmplice moral de genocídio, tem as mãos tão sujas quanto as de qualquer nazista, deve ser denunciado em público e excluído da convivência com pessoas decentes. A alegação de ignorância, com que ainda podem tentar se eximir de culpas, é tão aceitável da parte deles quanto o foi da parte dos réus de Nuremberg. É uma vergonha para a humanidade inteira que crimes desse porte não tenham jamais sido julgados, que seus perpetradores continuem posando no cenário internacional como honrados defensores dos direitos humanos, que partidos comunistas continuem atuando livremente, que as idéias marxistas continuem sendo ensinadas como tesouros do pensamento mundial e não como as aberrações psicóticas que indiscutivelmente são. É uma vergonha que intelectuais, empresários e políticos liberais, conservadores, protestantes, católicos e judeus vivam aos afagos com essa gente, às vezes até rebaixando-se ao ponto de fazer contribuições em dinheiro para suas organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem abaixo algumas considerações sobre esse fenômeno deprimente. A convenção vigente nas nações democráticas trata os porta-vozes das várias posições políticas como se fossem pessoas igualmente dignas e capacitadas, separadas tão-somente pelo conteúdo das suas respectivas convicções e propostas. Confiantes nessa norma de polidez e aceitando-a como tradução da realidade, os conservadores, liberais clássicos, social-democratas e similares caem no erro medonho de tentar um confronto com os revolucionários no campo do diálogo racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus esforços persuasivos dirigem-se, então, no sentido de tentar modificar o "conteúdo" das crenças do interlocutor, mostrando-lhe, por exemplo, que o capitalismo é mais eficiente do que o socialismo, que a economia de mercado é indispensável à manutenção das liberdades individuais, ou mesmo entrando com eles em discussões morais e teológicas mais complexas. Tudo isso não apenas é uma formidável perda de tempo, mas é mesmo um empreendimento perigoso, que coloca o defensor da democracia numa posição extremamente fragilizada e vulnerável. A discussão democrática racional não somente é inviável com indivíduos afetados de mentalidade revolucionária, mas expõe o democrata a uma luta desigual, desonesta, impossível de vencer. O debate com a mentalidade revolucionária é o equivalente retórico da guerra assimétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta anos de estudos sobre a mentalidade revolucionária convenceram-me de que ela não é a adesão a este ou àquele corpo de convicções e propostas concretas, mas a aquisição de certos cacoetes lógico-formais incapacitantes que acabam por tornar impossível, para o indivíduo deles afetado, a percepção de certos setores básicos da experiência humana. A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux (http://web2.bium.univ-paris5.fr/livanc/?cote=61092&amp;amp;p=1&amp;amp;do=page) descrevia como delírio de interpretação (Cavaleiro do Templo: este autor foi devidamente "desaparecido" da academia, no Brasil o livro sequer foi traduzido para o português e, portanto, nossos doutores "psi" qualquer coisa (psicólogos, psiquiatras, etc) não sabem que existe tal doença, não podendo portanto identificá-la, o que facilitaria imensamente a exposição destes celerados que estão no poder no Ocidente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa discussão com o homem normal, o revolucionário está protegido pela sua própria incapacidade de compreendê-lo. Os antigos retóricos consideravam que o gênero mais difícil de discurso, chamado por isso mesmo genus admirabile, é aquele que se dirige ao interlocutor incapaz. Os melhores argumentos só podem funcionar ante a platéia que os compreenda; eles não têm o dom mágico de infundir capacidade no auditório, nem de curá-lo de um handicap adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas mais graves e constantes da mentalidade revolucionária são, como já expliquei, a inversão do sentido do tempo (o futuro hipotético tomado como garantia da realidade presente), a inversão de sujeito e objeto (camuflar o agente, atribuindo a ação a quem a padece) e a inversão da responsabilidade moral (vivenciar os crimes e crueldades do movimento revolucionário como expressões máximas da virtude e da santidade). Esses traços permanecem constantes na mentalidade revolucionária ao longo de todas as mutações do conteúdo político do seu discurso, e é claro que qualquer alma humana na qual eles tenham se instalado como condutas cognitivas permanentes está gravemente enferma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratá-la como se estivesse normal, admitindo a legitimidade da sua atitude e rejeitando tão-somente este ou aquele conteúdo das suas idéias, é conformar-se em representar um papel numa farsa psicótica da qual os dados da realidade estão excluídos a priori, já não constituindo uma autoridade a que se possa apelar no curso do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolucionários são doentes mentais. Os exemplos de sua incapacidade para lidar com a realidade como pessoas maduras e normais são tantos e tão gigantescos que seu mostruário não tem mais fim. Cito um dentre milhares. O sentimento de estar constantemente exposto à violência e à perseguição por parte da "direita" é um dos elementos mais fortes que compõem a auto-imagem e o senso de unidade da militância esquerdista. No entanto, se somarmos todos os ataques sofridos pelos esquerdistas desde a "direita", eles são em número irrisório comparados aos que os esquerdistas sofreram dos regimes e governos que eles próprios criaram. Ninguém no mundo perseguiu, prendeu, torturou e matou tantos comunistas quanto Lenin, Stálin, Mao Tsé Tung, Pol Pot e Fidel Castro. A militância esquerdista sente-se permanentemente cercada de perigos, e nunca, nunca percebe que eles vêm dela própria e não de seus supostos "inimigos de classe". Esse traço é tão evidentemente paranóico que só ele, isolado, já bastaria para mostrar a inviabilidade do debate racional com essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que separa o democrata do revolucionário não são crenças políticas. É um abismo intransponível, como aquele que isola num mundo à parte o psicótico clinicamente diagnosticado. O que pode nos manter na ilusão de que essas pessoas são normais é aquilo que assinalava o Dr. Paul Serieux: ao contrário dos demais quadros psicóticos, o delírio de interpretação não inclui distúrbios sensoriais. O revolucionário não vê coisas. Ao contrário, sua imaginação é empobrecida e amputada da realidade por um conjunto de esquemas ideais defensivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal. Uma doença mental não pode ser curada por um "ataque lógico" aos delírios que a manifestam. Se o debate político nas democracias sempre acaba mais cedo ou mais tarde favorecendo as correntes revolucionárias é porque estas estão imunizadas por uma incapacidade estrutural de perceber a realidade e entram no ringue com a força inexorável de uma paixão cega. E não se pode confundir nem mesmo este fenômeno com o do simples fanatismo. Fanatismo é apenas apego exagerado a idéias que em si mesmas podem ser bastante razoáveis. Em geral, mesmo o mais louco dos revolucionários não é um fanático. É um sujeito que expressa com total serenidade os sintomas da sua deformidade, dando a impressão de normalidade e equilíbrio justamente quando está mais possuído pelo delírio psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça de Pirandello, Henrique IV, um milionário louco se convence de que é o rei Henrique IV e força todos os seus empregados a vestir-se como membros da corte. No fim eles já não têm mais certeza de que são eles mesmos ou membros da corte de Henrique IV. É este o perigo a que os democratas se expõem quando aceitam discutir respeitosamente as idéias do revolucionário, em vez de denunciar a farsa estrutural da própria situação de debate. A loucura espalha-se como um vírus de computador. A maioria dos democratas que conheço é inteiramente indefesa em face da prepotência psicológica do discurso revolucionário. Daí a hesitação, a pusilanimidade, a debilidade crônica de suas respostas ao desafio revolucionário. Uma doença mental não pode ser "respeitada", aliás nem "desrespeitada". O respeito ou o desrespeito supõem um fundo de convivência normal, que justamente o delírio revolucionário torna impossível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-9133871126838503212?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/9133871126838503212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/12/analise-do-filme-soviet-story-por-olavo_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/9133871126838503212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/9133871126838503212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/12/analise-do-filme-soviet-story-por-olavo_10.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3452433176832923919</id><published>2009-12-10T21:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T21:24:40.389-08:00</updated><title type='text'>Ronald Reagan e a questão da Religião na vida política de uma nação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/SyHXhLDp78I/AAAAAAAAAdQ/uMmf9uOJb0g/s1600-h/ronald.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/SyHXhLDp78I/AAAAAAAAAdQ/uMmf9uOJb0g/s400/ronald.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413845191979823042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso é uma boa referência para entendermos como a América e o mundo mudaram em tão pouco tempo. Com Obama no poder, o último bastião de democracia e liberdade se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[AUTHENTICITY CERTIFIED: Text version below transcribed directly from audio]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thank you very much. Thank you, ladies and gentlemen very much. And, Martha Weisend, thank you very much. And, I could say that if the morning ended with the music we have just heard from that magnificent choir, it would indeed be a holy day for all of us.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's wonderful to be here this morning. The past few days have been busy for all of us, but I wanted to be with you today to share some of my own thoughts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These past few weeks it seems that we've all been hearing a lot of talk about religion and its role in politics, religion and its place in the political life of the nation. And I think it's appropriate today, at a prayer breakfast for 17,000 citizens in the State of Texas during a great political convention, that this issue be addressed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I -- I don't speak as a theologian or a scholar, only as one who's lived a little more than his threescore ten -- which has -- which has been a source of annoyance to some -- and as one who has been active in the political life of the nation for roughly four decades and now who's served the past three-and-a-half years in our highest office. I speak, I think I can say, as one who has seen much, who has loved his country, and who's seen it change in many ways.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe that faith and religion play a critical role in the political life of our nation, and always have, and that the Church -- and by that I mean all churches, all denominations -- has had a strong influence on the state, and this has worked to our benefit as a nation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Those -- Those who created our country -- the Founding Fathers and Mothers -- understood that there is a divine order which transcends the human order. They saw the state, in fact, as a form of moral order and felt that the bedrock of moral order is religion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Mayflower Compact began with the words, "In the name of God, Amen." The Declaration of Independence appeals to "`Nature's God"' and the "Creator'" and "the Supreme Judge of the world." Congress was given a chaplain, and the oaths of office are oaths before God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Madison in the Federalist Papers admitted that in the creation of our Republic he perceived the hand of the Almighty. John Jay, the first Chief Justice of the Supreme Court, warned that we must never forget the God from whom our blessings flowed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Washington referred to religion's profound and unsurpassed place in the heart of our nation quite directly in his Farewell Address in 1796. Seven years earlier, France had erected a government that was intended to be purely secular. This new government would be grounded on reason rather than the law of God. By 1796 the French Revolution had known the Reign of Terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And Washington voiced reservations about the idea that there could be a wise policy without a firm moral and religious foundation. He said, "Of all the dispositions and habits which lead to political prosperity, religion and morality are indispensable supports. In vain would that man (call himself a patriot) who (would) labor to subvert these...finest props of the duties of men and citizens. The mere politician...(and) the pious man ought to respect and to cherish (religion and morality).'' And he added," let us with caution indulge the supposition, that morality can be maintained without religion." I believe that George Washington knew the City of Man cannot survive without the City of God, that the -- that the Visible City will perish without the Invisible City.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religion played not only a strong role in our national life, it played a positive role. The abolitionist movement was at heart a moral and religious movement; so was the modern civil rights struggle. And throughout this time, the state was tolerant of religious belief, expression, and practice. Society, too, was tolerant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But in the 1960's this began to change. We began to make great steps toward secularizing our nation and removing religion from its honored place. In 1962 the Supreme Court, in the New York prayer case, banned the compulsory saying of prayers. In 1963 the Court banned the reading of the Bible in our public schools. From that point on, the courts pushed the meaning of the ruling ever outward, so that now our children are not allowed voluntary prayer. We even had to pass a law -- we passed a special law in the Congress just a few weeks ago to allow student prayer groups the same access to schoolrooms after classes that a young Marxist society, for example, would already enjoy with no opposition.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The 1962 decision opened the way to a flood of similar suits. Once religion had been made vulnerable, a series of assaults were made in one court after another, on one issue after another. Cases were started to argue against tax-exempt status for churches. Suits were brought to abolish the words "under God" from the Pledge of Allegiance and to remove "In God We Trust" from public documents and from our currency.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today, there are those who are fighting to make sure voluntary prayer is not returned to the classrooms. And the frustrating thing for the great majority of Americans who support and understand the special importance of religion in the national life -- the frustrating thing is that those who are attacking religion claim they are doing it in the name of tolerance, freedom, and open-mindedness. Question: Isn't the real truth that they are intolerant of religion? They refuse to tolerate its importance in our lives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If all the children of our country studied together all of the many religions in our country, wouldn't they learn greater tolerance of each other's beliefs? If children prayed together, would they not understand what they have in common? And would this not, indeed, bring them closer? And is this not to be desired? So, I submit to you that those who claim to be fighting for tolerance on this issue may not be tolerant at all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When John Kennedy was running for President in 1960, he said that his church would not dictate his Presidency any more than he would speak for his church. Just so, and proper. But John Kennedy was speaking in an America in which the role of religion -- and by that I mean the role of all churches -- was secure. Abortion was not a political issue. Prayer was not a political issue. The right of church schools to operate was not a political issue. And it was broadly acknowledged that religious leaders had a right and a duty to speak out on the issues of the day. They held a place of respect, and a politician who spoke to or of them with a lack of respect would not long survive in the political arena. It was acknowledged then that religion held a special place, occupied a special territory in the hearts of the citizenry. The climate has changed greatly since then. And since it has, it logically follows that religion needs defenders against those who care only for the interests of the State.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are, these days, many questions on which religious leaders are obliged to offer their moral and theological guidance, and such guidance is a good and necessary thing. To know how a church and its members feel on a public issue expands the parameters of debate. It does not narrow the debate; it expands it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The truth is, politics and morality are inseparable. And -- And as morality's foundation is religion, religion and politics are necessarily related. We need religion as a guide. We need it because we are imperfect, and our government needs the Church, because only those humble enough to admit they're sinners can bring to democracy the tolerance it requires in order to survive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A state is nothing more than a reflection of its citizens: The more decent the citizens, the more decent the state. If you practice a religion, whether you're Catholic, Protestant, Jewish, or guided by some other faith, then your private life will be influenced by a sense of moral obligation, and so, too, will your public life. One affects the other. The churches of America do not exist by the grace of the State; the churches of America are not mere citizens of the State. The churches of America exist apart; they have their own vantage point, their own authority. Religion is its own realm; it makes its own claims.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We establish no religion in this country, nor will we ever. We command no worship. We mandate no belief. But we poison our society when we remove its theological underpinnings. We court corruption when we leave it bereft of belief. All are free to believe or not to believe; all are free to practice a faith or not. But those who believe must be free to speak of and act on their belief, to apply moral teaching to public questions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I submit to you that the tolerant society is open to and encouraging of all religions. And this does not weaken us; it strengthens us; it makes us strong. You know, if we look back through history to all those great civilizations, those great nations that rose up to even world dominance and then deteriorated, declined, and fell, we find they all had one thing in common. One of the significant forerunners of their fall was their turning away from their God or gods.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Without God, there is no virtue, because there's no prompting of the conscience. Without God, we're mired in the material, that flat world that tells us only what the senses perceive. Without God, there is a coarsening of the society. And without God, democracy will not and cannot long endure. If we ever forget that we're one nation under God, then we will be a nation gone under.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I-- If I -- If I could just make a personal statement of my own: In these three-and-a-half years I have understood and known better than ever before the words of Lincoln, when he said that he would be the greatest fool on this footstool called Earth if he ever thought that for one moment he could perform the duties of that Office without help from One who is stronger than all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I thank you, thank you for inviting us here today. Thank you for your kindness and your patience. May God keep you, and we -- may we, all of us, keep God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thank you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Book/CDs by Michael E. Eidenmuller, Published by McGraw-Hill (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audio and Image Source: Ronald Reagan Presidential Library and Museum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audio Note: AR-XE = American Rhetoric Extreme Enhancement&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright Status: Text, Audio, Image = Property of AmericanRhetoric.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3452433176832923919?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3452433176832923919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/12/ronald-reagan-e-questai-da-religiao-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-2516006883209348465</id><published>2009-10-06T06:35:00.001-07:00</published><updated>2009-10-06T06:35:06.648-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Manifesto Público&lt;br /&gt;Nós, brasileiros(as) que formamos com nossos familiares a colônia brasileira de San Pedro Sula, Honduras à comunidade nacional e internacional, fazemos saber que:&lt;br /&gt;1) Lamentamos e nos envergonha profundamente a atitude do nosso ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, e do governo do nosso país, ao permitir a presença do Sr. Manuel Zelaya, na sede da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.&lt;br /&gt;2) Repudiamos veementemente as ações do Itamaraty que marcaram um retrocesso nas relações diplomáticas entre o Brasil e este digno povo hondurenho e seu governo atual.&lt;br /&gt;3) Protestamos por todas as ações pouco diplomáticas que estão causando, não só que o Brasil fique impedido de cumprir a sua liderança na resolução pacífica do conflito interno hondurenho, mas também põe em risco direto a representação diplomática, a nós brasileiros residentes em Honduras, aos funcionários da embaixada, aos vizinhos da embaixada e aos cidadãos de outros países que realizam gestões de procedimentos comuns nessa sede, porque armaram um escudo humano em torno da figura do Sr. Zelaya, que infelizmente foi "hospedado” pelo Itamaraty em nossa embaixada em Tegucigalpa.&lt;br /&gt;4) Nós condenamos o fato de o Itamaraty e o nosso governo não terem levado em conta o nosso bem-estar, o de nossas famílias e dos nossos bens e empresas, ao tomar esta decisão sem precedentes na política externa brasileira.&lt;br /&gt;5) Instamos o nosso governo a tomar as medidas corretivas necessárias, no tempo mais breve possível, para que o Sr. Zelaya não continue usando nossa embaixada para atos de sedição e de incitamento à revolta.&lt;br /&gt;6) Pedimos aos três poderes do Estado brasileiro a tomar medidas adequadas para que o governo mantenha conversações com as autoridades hondurenhas para uma rápida resolução desta situação, mas respeitando a Constituição de Honduras, as leis hondurenhas e as do direito internacional, e sobretudo respeitando o princípio universal da autodeterminação e da não intervenção.&lt;br /&gt;7) Nós convidamos as outras colônias de residentes neste belo país de Honduras para manifestar a seus respectivos governos, devido que é nossa opinião que outros Estados também estão violando os mais elementares princípios de neutralidade, não ingerência e cooperação para a resolução de conflitos internos desta nação nobre de Honduras, que só quer desenvolver-se em PAZ, ORDEM E PROGRESSO.&lt;br /&gt;Elair Schenkel de López&lt;br /&gt;Presidente de la Colonia Brasileira de San Pedro Sula, Honduras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-2516006883209348465?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/2516006883209348465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/10/manifesto-publico-nos-brasileirosas-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2516006883209348465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2516006883209348465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/10/manifesto-publico-nos-brasileirosas-que.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-8764489924373656031</id><published>2009-07-01T05:00:00.001-07:00</published><updated>2009-10-09T05:50:04.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Radical Livre&lt;br /&gt;"O&lt;span style="color:#000000;"&gt; Oxigênio, tão necessário para a vida humana, vira agente do mal e estraga as nossas células. A respiração pode formar radicais livres, destruidores de células de que o corpo precisa."&lt;br /&gt;Introdução - Respiração Celular&lt;br /&gt;A atividade celular requer energia. Esta energia provém de certos alimentos que a célula obtém, como é o caso dos açúcares. A "queima" celular de açúcares em presença de oxigênio é chamada de respiração celular aeróbia. Este processo é realizado pela maioria dos seres vivos, animais ou vegetais, e fornece à célula a energia necessária às suas atividades. Esta energia é proveniente da "desmontagem" da glicose, que pode ser, simplificadamente, resumida na quebra gradativa das ligações entre carbonos, saindo o CO2; e remoção dos hidrogênios da glicose, em vários momentos do processo; e por fim sua oxidação na cadeia respiratória, com liberação de energia. Nessa cadeia respiratória, 98% do O2 é reduzido a água. Às vezes porém, a mitocôndria deixa escapar um elétron solitário, que é logo roubado pelo oxigênio (os 2% restantes de oxigênio). Com um elétron a mais, o oxigênio escapa - ele agora é o radical superóxido (O2 com um elétron extra). Mas logo encontra uma enzima protetora, a superóxido dismutase, que lhe doa um de seus elétrons. Com dois elétrons a mais reagindo com o hidrogênio, a molécula se transforma na inofensiva água oxigenada, que normalmente vira água ao encontrar certas enzimas (Catalase peroxidase) e vitaminas do complexo B.&lt;br /&gt;Definição - Quem são os Radicais Livres&lt;br /&gt;Denomina-se radical livre toda molécula que possui um elétron ímpar em sua órbita externa, fora de seu nível orbital, gravitando em sentido oposto aos outros elétrons. Este elétron livre favorece a recepção de outras moléculas, o que torna os radicais livres extremamente reativos, inclusive com moléculas orgânicas. Os radicais livres têm vida média de milésimos de segundo, mas eventualmente podem tornar-se estáveis, produzindo reações biológicas lesivas. O Oxigênio molecular (O2) é um birradical de 16 elétrons que, embora apresentem um elétron não-emparelhado na última camada de cada átomo, é estável porque este elétron gravita na mesma direção, impedindo o O2 de agir como radical livre. Esta condição lhe confere características de potente oxidante, ou seja, receptor de elétrons de outras moléculas. Se ocorrer a entrada de energia, os elétrons não emparelhados tomam direções opostas, formando então uma molécula extremamente reativa chamada de radical livre de oxigênio (superóxido, peróxido de hidrogênio). A água oxigenada (peróxido de hidrogênio) diferentemente dos outros radicais, tem um número par de elétrons, podendo "navegar" por células e, assim, aumentando o risco de "trombar" com um átomo de Ferro. Ao se combinar com o Ferro, a água oxigenada ganha mais um elétron, formando o terceiro e mais terrível dos radicais: a hidroxila, que reage instantaneamente com moléculas da célula.&lt;br /&gt;Mas são bonzinhos - Funções normais dos radicais livres&lt;br /&gt;Os radicais livres, por atacarem as moléculas, podem ser úteis a alguns organismos. Quando algo estranho consegue entrar no organismo - por exemplo, um vírus, uma bactéria ou uma partícula de pó -, logo soa um alarme químico para as células do sistema imunológico. Os primeiros a chegar ao local são os neutrófilos, capazes literalmente de fazer picadinho do invasor; em seguida, vêm os macrófagos, que engolem e trituram o agente estranho. Essa estratégia de defesa só é possível porque o organismo aprendeu a aproveitar o potencial destruidor dos radicais livres. O macrófago, por exemplo, envolve uma bactéria para bombardeá-la com superóxidos por todos os lados; os neutrófilos também liberam grandes doses desses radicais através de suas membranas, para arrasar o invasor.&lt;br /&gt;Os vilões atacam - Reações prejudiciais dos radicais livres&lt;br /&gt;Os radicais são capazes de reagir com o chamado lipídio de baixa densidade, ou o mau colesterol, que circula no sangue. Essa gordura alterada pelo oxigênio chama a atenção das células imunológicas, os macrófagos, que fazem um serviço de limpeza no organismo, engolindo uma molécula de colesterol atrás da outra. Essas células, contudo, são convocadas para recuperar eventuais machucados na parede dos vasos e, chegando ali, muitas vezes estouram, de tão gorduchas, espalhando o conteúdo oxidado pela lesão. Isso atrai mais macrófagos para o lugar, criando aos poucos um monte de colesterol depositado, que pode impedir o livre trânsito do sangue (aterosclerose). As membranas celulares são constituídas, principalmente, de lipoproteínas. Estes lipídios da membrana celular, após sucessivos ataques de radicais livres, se enrijecem, surgindo "trincas" na membrana celular. Desse modo, a célula perde o controle da entrada de substâncias tóxicas e da saída de substâncias que necessita. A célula acaba morrendo. Este processo pode explicar o envelhecimento, afinal, quanto mais idade uma pessoa tem, mais radicais livres são encontrados em seu organismo. Em casos de hipoxia, a célula também morre. Em casos de hipoxia temporária, as organelas celulares continuam trabalhando e depositando seus resíduos no citoplasma. Na volta do oxigênio à célula, os resíduos reagem com esse oxigênio, formando radicais livres em excesso e estes, acelerando a morte celular. A doença de Alzheimer, que causa degeneração das células do cérebro (neurônios), gerando demência, pode ter grande contribuição dos radicais livres. Nos cérebros afetados por esta doença são formadas placas, porém ninguém sabia explicar como essas placas provocavam a degeneração e morte dos neurônios. Agora os cientistas descobriram que o principal componente das placas - a proteína beta-amilóide - é capaz de se fragmentar espontaneamente. Os organismos, cautelosos, guardam microscópicos grãos do metal Ferro em algumas proteínas, esses metais só serão liberados em casos especiais. Observa-se, no entanto, que a proteína libera os grãos de Ferro quando se fragmentam. Quando as proteínas beta-amilóides são fragmentadas liberam grãos de Ferro, que ao se encontrarem com água oxigenada formam os radicais livres (hidroxilas). Assim, os radicais produzidos pelas placas podem "corroer" (oxidar) os neurônios e matá-los. A água oxigenada pode encontrar, dentro do núcleo celular, a molécula de Ferro presente nos cromossomos formando mais radicais livres. Estes radicais podem atacar o material genético humano, modificando os sítios das bases nitrogenadas do DNA, fazendo com que a produção de proteínas seja modificada ou interrompida em certos pontos dos cromossomos. Sem os dados perdidos por esse ataque ao material genético, a célula inicia uma multiplicação sem freios, característica do câncer.&lt;br /&gt;Algumas enzimas que sofrem modificações graças ao ataque dos radicais (ou na produção das mesmas ou nos seus sítios ativos) podem ficar inutilizadas ou atacar substâncias erradas, provocando entre outras doenças, a doença auto-imune. A cegueira pode, também, ser causada por radicais livres. Uma doença chamada AMD (da sigla em inglês de degeneração da mácula associada à idade) afeta a mácula (região que envolve a retina). A mácula é rica em gorduras poliinsaturadas, que, como já vimos, é oxidada por radicais livres. Assim forma-se uma barreira que envolve a retina, provocando a cegueira. Nos derrames cerebrais, os radicais livres podem piorar a situação da vítima. Quando há rompimento dos vasos sangüíneos cerebrais, as células atingidas pelo sangramento são mais suscetíveis à ação dos radicais livres (já que a hemoglobina liberada contém Ferro), que causando a morte celular, fazem com que a vítima não retenha um maior controle dos movimentos. Os diabéticos mostram elevados níveis de radicais livres, que atuam nas degenerações e dificuldades de microcirculação periférica e oftálmica. Podemos observar a ação de radicais livres a olho nu. Quando usamos água oxigenada nos cabelos, a água oxigenada encontra o Ferro e juntos formam o radical hidroxila. O radical ataca e destrói os pigmentos do cabelo.&lt;br /&gt;Quem nos protege deles - Como se prevenir dos radicais livres&lt;br /&gt;Para vencer o desafio dos radicais livres, os seres aeróbios desenvolveram uma bateria de mecanismos de proteção conhecidos como defesas antioxidantes. Como vimos anteriormente, o radical superóxido deverá encontrar uma enzima para transformá-lo em peróxido de hidrogênio. Esta enzima que forma a água oxigenada é a superóxido dismutase, proteína formada pelo organismo. O organismo também produz a catalase e a peroxidase que transformam o peróxido de hidrogênio em água. Com essas substâncias o organismo seria capaz de vencer os radicais livres, porém, com o aumento da expectativa de vida do ser humano, o organismo perde a capacidade de defesa, já que graças a fatores exógenos (externos) que seguem o progresso humano, o poder dos radicais livres aumentou significativamente. Como fatores que dão maior poder aos radicais livres, podemos citar o tabagismo, a poluição do ar, remédios (que tenham alguns oxidantes), radiações ionizantes e solares, maior consumo de gorduras, choques térmicos. Assim o organismo não tem como se livrar dos radicais livres, porém podemos nos prevenir deles. O melhor método de prevenção é através de alimentação rica em antioxidantes. Certos minerais como o Zinco, Cobre e Selênio agem como antioxidantes, pois saciam a voracidade dos radicais. A vitamina E, lipossolúvel, age diretamente nas membranas da célula, inibindo a reação em cadeia da oxidação das gorduras solúveis. O betacaroteno, um percursor da vitamina A, também é lipossolúvel e atua como inibidor de alguns tipos de radicais livres. A vitamina C é uma doadora de elétrons para os radicais livres. Desta forma, uma vez estabilizados, essas moléculas deixam de ser um atentado ao organismo. As três vitaminas ( E, C e Beta-caroteno) devem atuar em conjunto, pois possuem atividades que se complementam. Apesar desse enorme poder das vitaminas, devemos ter certa cautela, já que alguns estudos mostram que vitaminas como a E e o beta-caroteno favorecem o câncer do pulmão em fumantes. Os bioflavonóides, como a ginkgobilina e a rutina, são fitoquímicos (substâncias químicas vegetais) e atuam no equilíbrio e controle de Ferro no organismo, impedindo a formação de radicais hidroxilas. O homem já consegue produzir algumas enzimas importantes contra os radicais livres. Um exemplo é a glutationa, uma enzima com as mesmas propriedades da superóxido dismutase que está sendo testada também no combate à AIDS. Outro processo que vem sendo estudado para o combate aos radicais livres é a Geneterapia. Como sabemos, a superóxido dismutase é produzida no organismo, porém com a gene terapia, podemos inserir um gene que aumentaria a produção desta enzima, fazendo com que o número de radicais diminuíssem no organismo.&lt;br /&gt;O Radical Vaga-lume livre - A ação dos radicais nos vaga-lumes&lt;br /&gt;O brilho dos vaga-lumes pode ter sido uma adaptação evolutiva contra a intoxicação por radicais livres. Essa hipótese está sendo testada pela equipe do bioquímico Etelvino Bechara, do Instituto de Química da USP. Nos vaga-lumes, a luz é produzida em células especiais - chamadas fotocitos - em uma reação química que consome oxigênio. Testando a hipótese de que a emissão de luz, a bioluminescência, tenha surgido ao longo do processo evolutivo para minimizar os efeitos tóxicos do oxigênio, os radicais livres, Bachara faz uma série de testes. No vaga-lume, a luz é produzida em uma reação química do oxigênio com uma substância chamada luciferina e a reação é controlada por uma enzima - a luciferase. A luciferase catalisa uma reação que usa oxigênio, ela esgota o oxigênio que existe dentro da célula. Esgotando esse oxigênio, supõe-se que o sistema luciferina-luciferase reduza a formação dos radicais livres no vaga-lume, atuando como antioxidante. Em um experimento, vaga-lumes foram expostos a uma atmosfera com 100% de oxigênio e mediu-se a luz emitida. Verificou-se que eles produzem mais luciferase, sugerindo fortemente que a enzima esteja envolvida na desintoxicação contra o oxigênio. Outro experimento está testando se cai a produção da luciferase com pouco oxigênio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-8764489924373656031?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/8764489924373656031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/07/radical-livre-o-oxigenio-tao-necessario.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8764489924373656031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8764489924373656031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/07/radical-livre-o-oxigenio-tao-necessario.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3590449237704531322</id><published>2009-03-26T01:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T01:54:09.983-07:00</updated><title type='text'>Orando com os avestruzes</title><content type='html'>Orando com os avestruzes&lt;br /&gt;Olavo de CarvalhoDiário do Comércio, 24 de março de 2009&lt;br /&gt;Muitos daqueles a quem faço alusão, de passagem, como amostras de fenômenos de patologia social e cultural, ficam naturalmente enfezados, esperneiam um pouco pela internet e então saem por aí alardeando que tiveram um “debate” comigo. Como às vezes cito seus nomes para fins de mera documentação, iludem-se pensando que são meus interlocutores, que lhes dei alguma atenção individual, quando na verdade só os mencionei pela tipicidade anônima, pela uniformidade rasa e mecânica com que macaqueiam os cacoetes de seu grupo de referência e assim forjam, para alívio de sua mal disfarçada insegurança juvenil, uma espécie de identidade temporária, com prazo de validade a expirar na próxima troca de amigos.&lt;br /&gt;Trata-se em geral de garotos de vinte e poucos anos, com idade para ser meus netos, mas afeiçoados desde o bercinho à arte genuinamente brasileira de simular autoridade intelectual – às vezes até mesmo eclesiástica – e uma longa experiência da vida.&lt;br /&gt;O pior é que outros, vendo-me gastar tempo com opiniões de indivíduos que lhes parecem insignificantes, exigem que eu pare de fazer isso e me dedique a mais dignos afazeres, como se os grandes erros coletivos, geradores de tragédias mundiais, consistissem apenas em crenças gremiais de uma elite de homens ilustres, e não, justamente, na somatória das ilusões de incontáveis criaturas diminutas e anônimas.&lt;br /&gt;Uma dessas criaturas, indignada de que eu cobrasse dos católicos alguma ação contra o avanço do comunismo no mundo e especialmente na América Latina, despejou na rede, desde o alto do seu púlpito imaginário, as seguintes palavras:&lt;br /&gt;“Quem entende o remédio da crise de fé como uma postura anticomunista realmente desconhece a verdadeira missão da Igreja. Ensinar e pregar o anticomunismo é um ponto meramente terceiro ao lado de outras importâncias. Aquele que vive piedosamente os ensinamentos de Cristo, seguindo com um doce ar filial o Magistério, se aproximando da Eucaristia com devoção e contrição, se torna anticomunista em espírito sem nunca ter ouvido uma crítica direta ao socialismo – enquanto ferrenhos anticomunistas que não entendem a grandeza de Deus e seguem trilhas desconhecidas se aproximam da condenação. Assim a Igreja deve caminhar, sem se reduzir aos problemas do mundo, esquecendo as coisas do alto. Clamar a Verdade é clamar a conversão e a adesão a Cristo e Seus ensinamentos. A condenação ao marxismo, feita pela Igreja, é apenas a conseqüência imediata da vivência da Fé com oração e fidelidade, sem isso, ou seja, sem o caráter místico e transcendental, a Igreja perde o sentido. Por isso que digo que tanto as olavetes quanto os adeptos da Teologia da Libertação erram no mesmo ponto; ambos simplificam aMater Ecclesia, a esvaziam do seu sentido mais profundo.”&lt;br /&gt;Neste mesmo momento, milhares de jovens católicos como esse estão sendo induzidos, por sacerdotes estúpidos ou maliciosos, a contentar-se com “ser anticomunistas em espírito”, na segurança dos seus lares e no doce ambiente da fraternidade cristã, sem arriscar o conforto de suas almas e o bem-estar de seus corpos no enfrentamento real com o inimigo, na agitação sangrenta do mundo.&lt;br /&gt;Para dissuadi-los de tomar qualquer atitude objetiva contra o maior perigo que já ameaçou a Igreja desde fora e desde dentro, esses professores de um pietismo kitsch infundem nas mentes de seus discípulos uma falsa dicotomia entre a vida interior e a guerra santa e, corrompendo-os até à medula, cultivam neles a vaidade demoníaca de sentir-se superiores por abster-se da segunda para dedicar-se à primeira, como se o sangue dos mártires e dos heróis pouco ou nada valesse perto das orações dos monges, e aliás como se não houvesse monges entre os mártires e heróis. Os papas da era das Cruzadas, em contrapartida, prometiam a indulgência plenária àqueles que arriscassem sua vida no campo de batalha, jamais àqueles que fugissem ao combate sob a desculpa de que estavam muito ocupados com sua “vida interior”.&lt;br /&gt;Lembro-me de que na igreja de padres italianos em que me criei na infância, e onde decorei a missa em latim aos oito anos para realizar o sonho de ser coroinha (donde se vê minha total inexperiência da vida católica), havia dois altares votivos, em mármore, permanentemente acesos, com as inscrições: “Ai martiri” e “Agli eroi” (“Aos mártires” e “aos heróis”). Não havia nenhum para as pessoas ocupadas em coisas importantes.&lt;br /&gt;O pior é que o menino que escreveu aquelas palavras desastradas está seguro de jamais ter-me ofendido (muito menos de haver ofendido ao próprio Cristo), e até garante: “Não pretendo ser presunçoso nem soberbo.” Haverá maior presunção e soberba do que, em nome de uma pretensa experiência mística, fazer pouco daqueles que, atendendo ao chamamento de Pio XII, professaram combater o comunismo “com a maior energia, dentro e fora da Igreja” e “até mesmo com o sacrifício de suas próprias vidas”? Haverá maior soberba do que ignorar que esse chamamento, na verdade, não veio de Pio XII, mas da própria Virgem de Fátima? Haverá maior presunção e soberba do que imaginar que a luta contra o inimigo que mais odiou e matou cristãos ao longo de toda a história humana, e que superou nisso infinitamente todas as heresias e todas as invasões de bárbaros, “é um ponto meramente terceiro ao lado de outras importâncias”? Como pode a vida religiosa ter-se prostituído a tal ponto que um fiel católico já não enxerga nada de ofensivo em acreditar que os mais de trinta milhões de mártires e combatentes cristãos sacrificados pela sanha comunista na Rússia, na Polônia, na Hungria, na China, em Cuba e um pouco por toda parte merecem apenas as nossas orações, se tanto, em vez da nossa firme disposição de correr o mesmo risco que eles correram?&lt;br /&gt;Faço a pergunta e já tenho a resposta, que recebi pronta de mentes mais sábias.&lt;br /&gt;O cardeal Pallavicini ensinava que “convocar um concílio geral, exceto quando exigido pela mais absoluta necessidade, é tentar Deus”. Desde a fundação da Igreja até a década de 60 do século findo, realizaram-se vinte concílios. Nenhum deles incorreu nesse pecado. Cada um, segundo enfatizava o cardeal Manning, “foi convocado para extinguir a heresia principal ou para corrigir o mal maior da respectiva época”. O primeiro a desprezar essa exigência, e a desprezá-la não por descuido, não por um lapso, não por negligência, mas por vontade expressa e por firme decisão de seus convocantes, foi o Concílio Vaticano II. Depois de Nossa Senhora de Fátima ter advertido, logo antes da Revolução Russa, que os erros e desvarios vindos de Moscou seriam o flagelo mais cruel que já se abatera sobre a humanidade, depois de vários papas proclamarem da maneira mais inequívoca que o comunismo era não só o maior mal da nossa época mas um perigo praticamente ilimitado, ameaçando, segundo Pio XII, invadir, corromper e destruir “tudo o que é espiritual – filosofia, ciência, lei, educação, as artes, os meios de comunicação, a literatura, o teatro e a religião em geral”, o Concílio Vaticano II comprometeu-se oficialmente, em troca de amabilidades irrelevantes do governo soviético, a não condenar esse mal, a não dizer uma só palavra que fosse contra o comunismo. Podem procurar em todos os documentos oficiais do Concílio: não encontrarão essa palavra.&lt;br /&gt;Bem, se o próprio Concílio tinha mais o que fazer em vez de prestar atenção à advertência de Nossa Senhora e combater o maior dos males presentes, por que haveria um jovem católico brasileiro de perceber o quanto é ofensivo e presunçoso achar que sua suposta “vida mística” vale mais do que tentar parar a matança de cristãos (e aliás também de não-cristãos)? O Concílio, sem dúvida, inaugurou uma nova espiritualidade: a espiritualidade dos avestruzes.&lt;br /&gt;O jovem a que me referi não é exceção. Suas idéias valem muito como indícios de um estado de coisas. Elas mostram, como única alternativa aparente à falsa igreja ativíssima e entusiasta dos padres e bispos comunistas, a Igreja omissa, entorpecida, hipnotizada na contemplação vaidosa de sua própria alienação.&lt;br /&gt;Que eficácia têm, nessas condições, a “devoção e contrição” de que se gaba o nosso personagem, e as de tantos outros como ele? Mateus, 5:23-24, ensina: “Se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” Será que trinta e tantos milhões de mártires não têm queixa nenhuma contra os irmãos que os ignoram em favor de “coisas mais importantes”, como os ignorou solenemente o Concílio?&lt;br /&gt;P. S. – Quem quiser detalhes sobre o pacto hediondo que impôs à Igreja o silêncio quanto ao comunismo, leia Pope John’s Council, de Michael Davies (2nd. ed., Kansas City, Missouri, Angelus Press, 2008), e Las Puertas del Infierno, de Ricardo de la Cierva (Barcelona, Editorial Fénix, 1995).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3590449237704531322?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3590449237704531322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/orando-com-os-avestruzes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3590449237704531322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3590449237704531322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/orando-com-os-avestruzes.html' title='Orando com os avestruzes'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-5653904391841499169</id><published>2009-03-25T02:29:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T02:30:35.985-07:00</updated><title type='text'>O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA&lt;br /&gt;Por Taiguara Fernandes de Sousa&lt;br /&gt;Há décadas os comunistas planejam a instauração de um regime ditatorial comunista no Brasil e em toda a América Latina.No dia 23 de maio de 2008, uma reunião em Brasília tornou realidade a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), através de um Tratado Constitutivo que crio uma personalidade política própria para o Bloco e, entre outras coisas, um Conselho Sul-Americano de Segurança.Este Bloco – estipulado nos moldes da União Européia como união política e econômica, com moeda única e parlamento comum – é divulgado como a última salvação econômica da América do Sul, como se o simples ingresso no mesmo fosse tornar qualquer país sul-americano desenvolvido instantaneamente.E promessas como esta atraem mentes ingênuas...A Unasul é apenas uma mal-disfarçada tentativa de implantar na América do Sul um regime ditatorial comunista, exatamente igual ao que foi feito na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a extinta URSS. Diríamos que a Unasul é tão-somente a URSS trazida para a América.E quem deseje confirmar tal coisa, basta abrir os olhos e analisar as pistas que a própria Unasul nos dá...Não por coincidência, sua bandeira carrega as cores vermelho-sangue e amarelo... exatamente as mesmas da bandeira da URSS, ainda hoje utilizadas pelo Partido Comunista.A Sede da Unasul será em Quito, Equador... o Equador do socialista Rafael Correa.O Parlamento da Unasul será em Cochabamba, Bolívia... a Bolívia hoje dominada pelos comunistas de Evo Morales.E o Banco do Sul, o centro financeiro do Bloco, por onde circulará a moeda única (que Evo Morales sugeriu chamar-se “pacha”: “terra”, em idioma quíchua...) será... em Caracas! Caracas, a capital venezuelana, do déspota totalitarista Hugo Chávez... que nunca escondeu seu desejo tão caro de estabelecer uma união das nações do Sul, como propôs Bolívar....Estas pistas revelam bem o que, realmente, é a Unasul: uma tentativa – já uma realidade política – de implantar na América Latina uma nova URSS.A diferença entre União Soviética a União das Nações Sul-Americanas é tão somente o método de implementação: a URSS foi implantada de chofre, por uma revolução violenta e anárquica; hoje, como já não se dá mais valor a estas revoluções – o mundo está cansado de revoluções que no final tornam tudo pior do que era antes – a Unasul é implantada aos poucos, gradativamente, de forma sutil, em um movimento lento, cuja intenção é desviar as atenções. E, de fato, quase ninguém está percebendo para onde estamos caminhando.No Brasil, onde a ingenuidade chega às raias da ignorância, o povo não percebe a que ponto está sendo conduzida a lenta revolução comunista do governo Lula. É incompreensível que o povo brasileiro se deixe seduzir por promessas de milagres econômicos e feche os olhos à realidade: em breve, neste caminho, o Brasil se tornará uma república socialista, de regime ditatorial!O Presidente Lula põe em postos-chave de seu governo pessoas abertamente ligadas às causas revolucionárias comunistas, com um passado terrorista e guerrilheiro envergonhável.José Genoíno, o “companheiro Zé” do Lula, sempre foi genuinamente a favor de uma revolução comunista, e nem mesmo hoje, quando o PT tenta passar uma imagem mais bonita e disfarçada de seu esquerdismo, não esconde esta sua pretensão. A Guerrilha do Araguaia, na qual ele lutou, tinha este objetivo. Felizmente foi suprimida pelo Exército Brasileiro...José Dirceu, outro “companheiro Zé”, é revolucionário comunista e guerrilheiro de carteirinha, inclusive treinado em Cuba pelos mais preparados assassinos... ops! oficiais cubanos para implantar o regime comunista no Brasil.Esta figura foi deslocada do governo Lula após o escândalo do Mensalão, mas em seu lugar foi posta criatura muito melhor, de credenciais tão ou mais aptas que as de Dirceu à condução da Revolução que o Presidente teme promover abertamente: Dilma Roussef, a “camarada de armas” de José Dirceu, como ele mesmo lhe chamava, unindo numa só expressão o tratamento soviético e o ideal comuno-guerrilheiro.Que beleza de Ministra! E agora já se fala em lançá-la à Presidência, em 2010. Deus nos livre!A Ministra Dilma “Estela” Roussef, em seus tempos de juventude, foi guerrilheira e participou ativamente das fileiras de dois grupos terroristas no país: o COLINA, Comando da Libertação Nacional, organização terrorista e subversiva; e o VAR-Palmares, a Vanguarda Armada Revolucionária de Palmares, uma verdadeira FARC brasileira, a qual, como o próprio nome diz, tencionava realizar a Revolução Comunista por meio das armas e da violência. No VAR-Palmares, a Ministra usava o codinome de “Estela”. E, tomando como base as atitudes da Ministra, nada nos faz supor que tenha esquecido suas idéias revolucionárias.A Sra. Estela Roussef fez até um showzinho na CPI dos Cartões Corporativos, dizendo orgulhar-se de ter combatido a ditadura... Ora, sejamos ao menos sensato (sensatez é muito a exigir-se de um comunista): a Ministra Roussef, ou Camarada Estela, não lutou contra a ditadura militar, mas sim em prol da ditadura, só que uma outra ditadura: a comunista, cuja implantação era objetivo do COLINA e do VAR-Palmares.E isto não se aplica somente aos grupos terroristas dos quais a Ministra Estela participou, dado que é fato inegável que os comunistas que lutaram contra a ditadura militar no Brasil, lutavam, na verdade, pela implantação de um regime comunista nos moldes cubanos. Negar isso é negar o fato histórico concreto.Eis a Ministra Estela, que se quer fazer Presidente... Estela.O Lula, com seu jeitinho tímido e de “homão” nordestino, na verdade é muito inteligente: move tudo por debaixo dos panos. Uma revolução tão habilmente traçada e planejada, há tantos anos. Não uma revolução: uma conspiração contra a nação brasileira.São estes os políticos que hoje dominam o Brasil. São estes os políticos que querem implantar um regime comunista na soberana nação brasileira, suprimindo as liberdades individuais e propugnando ideais há muito demonstrados errôneos. São estes os políticos que querem enxertar na América o carcinoma da União Soviética.Seríamos capazes de prever os passos desta Revolução Comunista lenta e gradual:1º Passo: Revolução culturalAntes de semear, o terreno deve ser arado e a terra preparada. Não se pode infiltrar a ideologia na mente de alguém sem que antes seu pensamento seja direcionado a recebê-la. Mão Tse-Tung sabia disto, e foi no que se baseou para sua Revolução Cultural na China, a partir de 1966.No Brasil, a Revolução Cultural acontece: o governo estimula uma degradação de valores como nunca antes vista. Foi no governo Lula que foi aprovada a perniciosa Lei de Biossegurança, que não garante a segurança dos mais indefesos, os seres humanos em idade embrionária. E é neste governo que se quer aprovar o nefasto e animalesco crime do aborto – por iniciativa do Presidente, que convocou uma Comissão Tripartite para elaborar um Projeto de Lei a respeito, e pôs no Ministério da Saúdo um médico abortista ao extremo da obsessão.Não bastando, ainda se quer neste governo do Lula aprovar uma Lei pela qual todos os brasileiros – todos, e absolutamente todos – são obrigados a tolerar e concordar com os atos imorais e pecaminosos praticados por um homossexual, sendo-lhe proibido o direito de manifestar-se contrariamente às práticas homossexuais. E sequer pense o brasileiro em tachar de “promíscuas” as perniciosas paradas gays, pois poderá ser levado ao hospício... afinal, ainda um dia desses disse o Presidente Lula que ser contrário ao homossexualismo é a “doença mais perversa que já entrou numa cabeça humana”...Mas nada é comparado às máquinas de camisinha nas escolas públicas, pelas quais os adolescentes são expostos e estimulados ao sexo livre e irresponsável. Sexo animalesco e bizarro, na verdade.É a Revolução Cultural, que no Brasil anda a mil.2º Passo: Amizade com regimes comunistasMas para preparar o pensamento do povo ao acolhimento de um regime comunista, é necessário ainda que sejam fechados laços de amizade com regimes do tipo, para que o cidadão já tenha como parte de sua experiência de vida a convivência com tal regime.E nisto se dá a lua-de-mel de Lula e Hugo Chávez, a quem o Presidente chama de “companheiro” (que bela qualidade de “companheiro”...). A entrada da Venezuela no Mercosul, não obstante as constantes violações dos direitos humanos naquele país, se dá no mesmo contexto.É nisto que se dá, também, a tímida reação brasileira às estatizações do gás boliviano, e a maravilhosa relação fraterna entre Lula e o comunista Evo Morales.Não se pode esquecer a grande amizade deste governo com a China comunista... China na qual não há liberdade; China que assassinou e assassina milhares – ou milhões; China na qual milhares de homens são presos em verdadeiros campos de concentração e forçados a trabalhar de forma escrava nas indústrias, fabricando estes produtos baratos que atolam o mercado brasileiro (“Made in China”... ou “Made by slave work”).3º Passo: CensuraA Lei da Mordaça Gay, da qual já falamos, é um exemplo do início da censura no Brasil.A censura já acontece.Durante o julgamento do STF sobre as células-tronco embrionárias, esta censura tmou proporções absurdas: nenhuma notícia, uma sequer, foi divulgada contra as pesquisas; apenas a favor. Não deve ser coincidência que o governo fosse o maior interessado nas pesquisas com células-tronco embrionárias.Não se falou nos tumores que estas células podem causar.Não se falou dos benefícios maravilhosos que se pode obter com células-tronco adultas.Não se falou de tantas crianças que nasceram mesmo após terem sido conservadas criogenicamente por mais de uma década (desmentindo o argumento dos “embriões inviáveis”...)Por não ter provas, o autor deste artigo exime-se de acusar o governo de estar por trás da manipulação midiática de informação a respeito das células-tronco e de censurar as informações em contrário às suas intenções.Mas que uma censura larga em ação no Brasil, isto ninguém pode negar.E se os brasileiros não tomarem cuidado, ela se alastrará.4º Passo: Reforma Agrária nos moldes soviéticosUma Reforma Agrária injusta, confiscatória e completamente desprovida de sentido deverá ser realizada por iniciativa governamental. O proprietário rural terá sua terra desonestamente confiscada para ser redistribuída da forma que o governo bem desejar. Exatamente como na URSS, não se fará distinção entre proprietário rural grande ou pequeno: o proprietário rural é o inimigo, seja ele quem for.O apoio do governo Lula ao revolucionário MST, que, invadindo propriedades (com o apoio da CNBB), desrespeita os Sétimo e Décimo Mandamentos de Deus, pode ser visto como o primeiro passo rumo a este ideal...5º Passo: Perseguição à religiãoA religião é a pior inimiga do comunismo quando não se dobra perante ele. E a única capaz de não se dobrar, por sua coerência e firmeza, é o Catolicismo. Por isto, ela deve ser perseguida.Nesta primeira fase da perseguição, o Catolicismo será desacreditado junto ao povo.Isto já está acontecendo.Basta observar o episódio das células-tronco embrionárias, onde a posição contrária da Igreja não era digna de crédito, simples e estapafurdiamente rejeitada pelos opositores (que conhecem sua coerência e exatidão), tachada de obscurantista e medieval. A expressão mais utilizada no episódio das células-tronco embrionárias foi “Estado laico”, e não “embrião humano”.Agora se quer tirar, por força de lei, o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, algo que já faz parte da piedade popular.6º Passo: Censura formalCensura decretada sobre forma de lei.7º Passo: PrisõesInimigos políticos ou pessoas contrárias ao rumo tomado pelo país deverão ser presas e caladas. Primeiro com base em acusações falsas. Depois, sem motivo.8º Passo: Decretação do Regime ComunistaSerá decretado um regime ditatorial de cunho comunista. Se dirão palavras do tipo: “Uma nova era se inicia, uma era de igualdade e justiça”... Serão prometidos milagres econômicos, justiça social, o fim da fome e da pobreza, e outras coisas materiais que encantarão a muitos.9º Passo: UnasulUma nova URSS.10º Passo: Extinção aberta da religiãoA religião, em especial a católica, será perseguida de forma bizarra. O ódio comunista à religião fará muitas vítimas. Como na URSS e na China, o objetivo será claro: eliminar a religião até os seus fundamentos. Igrejas fechadas, católicos presos e assassinados. Verdadeiro “Holocausto Católico”, de feições demoníacas.Cada um destes passos já está em andamento. Deus nos livre que todos eles sejam dados!Podemos parecer pessimistas ou chocantes demais ao denunciarmos estes dez passos. Mas nada fazemos a não ser olhar para o passado e dele tirar lições para o presente: exatamente o que aconteceu na URSS, na China e na Guerra Civil Espanhola pode acontecer no Brasil. Não queremos ser sensacionalistas, mas é chegada a hora de o brasileiro deixar de lado a ingenuidade e ver a realidade de forma nua e crua, como ela é de fato.Seria ingênuo considerar que tudo ocorrerá durante este governo.Não.Este governo é o início de um antigo sonho comunista.Uma sucessão de governos deste tipo e logo teremos uma ditadura comunista no Brasil.Um futuro governo da Ministra Dilma “Estela” Roussef piorará as coisas.Cabe ao povo brasileiro não permitir tal coisa.Cabe ao Brasil reafirmar sua soberania perante este crápulas terroristas e mascarados, discípulos de Stálin, Mao e Fidel.O povo brasileiro não pode cruzar os braços diante da ofensiva comunista nesta nação.Se este povo não lutar contra esta ofensiva, o Brasil será deixado num berço de serpentes.E estas serpentes o envenenarão, com conseqüências trágicas para a nação.Levanta-te, brava gente brasileira!&lt;br /&gt;Taiguara Fernandes de Sousa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-5653904391841499169?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/5653904391841499169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/o-projeto-comunista-para-o-brasil-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5653904391841499169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5653904391841499169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/o-projeto-comunista-para-o-brasil-e.html' title='O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-8478070129398858582</id><published>2009-03-08T20:48:00.001-07:00</published><updated>2009-03-08T20:48:41.289-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PRINCÍPIO DIVINO&lt;br /&gt;3a Edição - 1994&lt;br /&gt;Reverendo SUN MYUNG MOON&lt;br /&gt;Introdução Geral&lt;br /&gt;Todos, sem exceção, estão lutando para alcançar a felicidade. O primeiro passo para atingir esta meta é superar a presente infelicidade. Desde pequenos assuntos individuais até os acontecimentos globais que fazem história, tudo são expressões das vidas humanas, em sua luta para alcançar a felicidade. Como, então, poderá a felicidade ser alcançada?&lt;br /&gt;Toda pessoa se sente feliz quando seu desejo é satisfeito. A palavra “desejo”, porém, é apta a ser mal interpretada. A razão disto é que todos estão agora vivendo em circunstâncias que podem levar o desejo para a direção do mal, em vez da direção do bem. O “desejo” que resulta em iniqüidade não vem da “mente original do homem”, isto é, o seu ser íntimo, que se deleita na lei de Deus. O caminho da felicidade é alcançado quando a pessoa supera o desejo que leva para o mal e segue o desejo que procura o bem. A mente original do homem sabe que o desejo mau levará somente para a infelicidade e o infortúnio. Assim é a realidade da vida humana; o homem está tateando nas trevas da morte, procurando a luz da vida.&lt;br /&gt;Por acaso já houve algum homem que, seguindo o caminho do desejo mau, tivesse conseguido encontrar a felicidade, em que sua mente original pudesse se deleitar? A resposta é “não”. Sempre que o homem atinge o objeto de seus maus desejos, sente a agonia de uma consciência ferida. Existem, porventura, pais que ensinem seus filhos a fazer o mal, ou professores que instruam seus estudantes a seguir o caminho da iniqüidade? Mais uma vez, a resposta deve ser “não”. É da natureza da mente original do homem odiar o mal e exaltar o bem.&lt;br /&gt;Nas vidas de homens religiosos podem-se observar muitas tensas e implacáveis lutas para atingir o bem, seguindo apenas o desejo da mente original. Contudo, desde o começo dos tempos, nenhum homem jamais conseguiu seguir completamente sua mente original. Por esse motivo, a Bíblia diz: “Não há um justo, nenhum sequer; não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus” (Rm 3.10-11).&lt;br /&gt;O Apóstolo Paulo, que teve de enfrentar tal maldade do coração, diz em lamentação: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo em meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está em meus membros. Miserável homem que eu sou” (Rm 7. 22-24).&lt;br /&gt;Existe uma grande contradição no homem. Dentro do mesmo indivíduo o poder da mente original, que deseja o bem, está em violenta guerra contra o poder da mente má, que deseja o mal. Toda vida, toda matéria, estão fadadas à destruição, enquanto contiver tal contradição. Todos os homens que tiverem tal contradição dentro de si mesmos, estão vivendo à beira da destruição.&lt;br /&gt;Será possível que o homem tenha sido criado com tal contradição? A resposta mais uma vez é “não”. Nada na criação poderia ter sido criado com tal contradição inerente. Portanto, a contradição deve ter-se desenvolvido no homem depois da criação. No Cristianismo, esse desenvolvimento tem o nome de “Queda do Homem”.&lt;br /&gt;Devido à “Queda” o homem sempre se encontra à beira da destruição. Por isso ele faz esforços desesperados para remover a contradição, seguindo o bom desejo de sua mente original e repelindo o mau desejo de sua mente má.&lt;br /&gt;Para a tristeza da humanidade, a resposta última à questão do bem e do mal ainda não foi atingida. Com respeito às doutrinas de teísmo e ateísmo; se uma for julgada boa, a outra deverá ser má. No entanto ainda não conseguimos uma teoria absoluta com respeito à questão do bem e do mal. Além disto, muitas pessoas continuam em total ignorância a respeito de respostas a muitas questões fundamentais, tais como: o que é a mente original, a fonte do bom desejo? Qual foi a origem da mente má, que causou o desejo mau? Ou, o que foi a causa fundamental da queda, que possibilitou ao homem conter tal contradição? Antes de poder levar uma vida boa, seguindo o desejo bom da mente original e repelindo o desejo mau, é necessário superar a ignorância e saber distinguir entre o bem e o mal.&lt;br /&gt;Observada do ponto de vista do conhecimento, a queda humana significa a descida do homem à escuridão da ignorância. Já que o homem contém dois aspectos, o interno e o externo ou o espiritual e o físico, há também dois tipos de conhecimento, interno e externo e dois tipos de ignorância, interna e externa.&lt;br /&gt;Ignorância interna, no sentido religioso, significa ignorância espiritual; isto é, a ignorância das respostas de questões tais como: Qual é a origem do homem? Qual é a finalidade de sua vida? Será que Deus e o mundo futuro existem? Que são o bem e o mal?&lt;br /&gt;Ignorância externa é a ignorância da realidade física; isto é, a ignorância com respeito ao mundo natural, que inclui o corpo humano; como também a ignorância de questões tais como: Qual é a base do mundo material? De acordo com quais leis naturais ocorrem todos os fenômenos físicos?&lt;br /&gt;Desde os primórdios da história até o presente, os homens, constante e assiduamente, têm procurado a verdade, com a qual possam superar esta ignorância e restaurar a luz do conhecimento. O homem tem lutado para descobrir a verdade interna através do caminho da religião. A ciência tem sido a trilha seguida para a descoberta da verdade externa.&lt;br /&gt;A religião e a ciência têm sido métodos de procurar os dois aspectos da verdade, a fim de superar os dois aspectos da ignorância e restaurar os dois aspectos do conhecimento. O dia há de chegar quando a religião e a ciência hão de caminhar em um só caminho, para que o homem possa desfrutar da felicidade eterna, completamente liberto da ignorância, dirigindo-se para o bem, que a mente original deseja. Então haverá de vir a compreensão mútua entre os dois aspectos da verdade, o interno e o externo.&lt;br /&gt;O homem tem se aproximado de uma solução para as questões fundamentais da vida, seguindo dois cursos diferentes. O primeiro curso é procurar a solução dentro do mundo material. Aqueles que seguem esta rota, pensando ser uma trilha sublime, rendem-se à ciência, orgulhando-se de sua onipotência e procuram a felicidade material. Contudo, será que o homem pode desfrutar da felicidade total se ele limita sua busca às condições materiais externas centralizadas no corpo físico? É possível à ciência criar um ambiente social agradável, no qual o homem possa desfrutar de máxima riqueza, mas poderia tal ambiente satisfazer os desejos espirituais do homem interior?&lt;br /&gt;As alegrias passageiras do homem que se deleita nos prazeres da carne não são nada, quando comparadas com a felicidade experimentada por um homem que se devota a Deus. Não foi somente o Gautama Buda que, deixando a glória do palácio real, tomou a longa jornada da vida à procura do caminho. Sua meta era o lar perdido do homem; o seu estado antes da queda, o seu domicílio permanente, embora não soubesse onde encontrá-lo. Assim como o homem é completo e sadio quando a sua mente está em harmonia com seu corpo, assim também acontece com a alegria. A alegria do corpo torna-se completa e sadia, quando está em harmonia com a alegria da mente.&lt;br /&gt;Qual é o destino da ciência? Até agora, o objetivo da pesquisa científica não incluía o mundo interno da causa, mas somente o mundo externo do efeito; não o mundo da essência, mas somente o mundo dos fenômenos. Hoje a ciência está entrando numa dimensão mais alta; não se preocupa somente com o mundo externo do efeito ou dos fenômenos, mas começa a examinar também o mundo interno da causa e da essência. Aqueles que tomaram a trilha da ciência estão agora chegando à conclusão de que sem a verdade relativa ao mundo espiritual da causa, isto é, a verdade interna, o homem não pode atingir a finalidade última da ciência, isto é, a descoberta da verdade externa, que pertence ao mundo externo do efeito.&lt;br /&gt;O marinheiro que se puser a viajar no mar do mundo material, levado pelo barco da ciência à procura dos prazeres da carne, talvez encontre o litoral do seu ideal, mas logo descobrirá que aquilo nada mais é do que um cemitério preparado para sua carne. Mas quando o marinheiro, depois de ter completado sua viagem à procura da verdade externa no barco da ciência, vier a encontrar a rota marítima da verdade interna, no barco da religião, ele será capaz de terminar a sua viagem no mundo ideal, que é a meta do desejo da mente original.&lt;br /&gt;O segundo curso do esforço humano tem sido na direção da solução das questões fundamentais da vida no mundo essencial da “causa”. A filosofia e a religião, que percorreram esse caminho, fizeram contribuições substanciais. Por outro lado, tanto a filosofia como a religião se encontram sobrecarregadas de muitos fardos espirituais. Em sua própria época, os filósofos e santos do passado foram pioneiros na abertura do caminho da vida, mas suas realizações freqüentemente resultaram no acréscimo de outros fardos sobre o povo da época atual.&lt;br /&gt;Consideremos este assunto objetivamente. Será que já existiu um filósofo que tenha sido capaz de pôr fim ao sofrimento humano? Existiu alguma vez um santo que nos tivesse mostrado claramente o caminho da vida? Os princípios e as ideologias até agora apresentados à humanidade deram origem ao ceticismo, criaram muitos temas que devem ser desemaranhados e numerosos problemas que devem ser resolvidos. As luzes renovadoras, com as quais todas as religiões iluminaram suas respectivas idades, desapareceram com o decair de sua idade, deixando apenas pavios de faíscas enfraquecidas, brilhando tenuemente nas trevas que se aproximam.&lt;br /&gt;Estudemos a história do Cristianismo. Por quase 2000 anos o Cristianismo cresceu, professou a salvação da humanidade e estabeleceu um domínio mundial. Mas, o que é do espírito cristão que projetou uma luz de vida tão brilhante que, mesmo nos dias da perseguição sob o Império Romano, levou os romanos a ajoelharem-se perante Jesus crucificado? A sociedade feudal medieval enterrou o Cristianismo vivo. Contudo, mesmo em seu túmulo, a tocha da reforma religiosa cristã brilhou de novo sobre as trevas ameaçadoras daquela idade. Não lhe foi possível, porém, virar a maré daqueles dias obscuros.&lt;br /&gt;Quando o amor eclesiástico expirou, quando o desejo agitado da riqueza material varreu a sociedade da Europa e incontáveis milhões de pessoas das massas esfomeadas gritavam amargamente nas favelas industriais, a promessa de salvação veio, não do Céu, mas da terra. Seu nome era Comunismo. O Cristianismo, embora professasse o amor a Deus, transformou-se no corpo sem vida do clero arrastando chavões vazios. Era, pois, natural que uma bandeira de revolta fosse levantada contra um Deus aparentemente impiedoso. A sociedade cristã tornou-se o foco do materialismo. Extraindo adubo deste solo, o comunismo, a ideologia mais materialista de todas, cresceu rápida e desenfreadamente.&lt;br /&gt;O Cristianismo perdeu a capacidade de superar a prática do comunismo e não foi capaz de apresentar uma verdade que pudesse sobrepujar a teoria comunista. Os cristãos observam o comunismo crescer dentro de seu próprio meio, expandindo o seu domínio sobre o mundo todo. Os cristãos, que ensinam e crêem que todos os homens são descendentes dos mesmos pais, não gostam de sentar-se com irmãos e irmãs com pele de cor diferente. Este é um exemplo representativo do Cristianismo de hoje, que é destituído da força vital para praticar a palavra de Cristo.&lt;br /&gt;Virá, talvez, o dia em que tais tragédias sociais terminarão, mas existe um vício social que está além do controle de muitos homens e mulheres do dia de hoje: o adultério. A doutrina cristã afirma que este é o maior de todos os pecados. Que tragédia não poder a sociedade cristã de hoje bloquear este caminho de degradação para o qual tantas pessoas correm cegamente.&lt;br /&gt;O que esta realidade representa para nós é que o Cristianismo de hoje está em estado de confusão, dividido pela túrbida maré da presente geração, incapaz de fazer coisa alguma pelas vidas das pessoas que foram atraídas pela fúria do redemoinho da imoralidade de hoje. Será, porventura, o Cristianismo incapaz de alcançar a promessa divina da salvação para a era atual da humanidade? Qual poderia ser o motivo por que até agora os homens de religião têm sido incapazes de realizar suas missões, mesmo tendo lutado com empenho e devotamento, em busca da verdade interna?&lt;br /&gt;O relacionamento entre o mundo essencial e o mundo fenomenal é semelhante ao que existe entre a mente e o corpo. É o relacionamento entre a causa e o efeito, interno e externo, sujeito e objeto. Assim como o homem pode atingir a perfeita personalidade somente quando sua mente e seu corpo estiverem harmonizados em perfeita unidade, assim também o mundo ideal poderá ser realizado somente quando os dois mundos, o da essência e o dos fenômenos, estiverem juntos em perfeita unidade.&lt;br /&gt;Como acontece no relacionamento entre a mente e o corpo, assim também não pode haver mundo fenomenal separado do mundo essencial, nem pode haver mundo essencial separado do mundo fenomenal. Do mesmo modo, não pode haver um mundo espiritual separado do mundo físico, nem pode haver felicidade espiritual separada da felicidade física. A religião até agora tem colocado pouca ênfase no valor da realidade diária; tem negado o valor da felicidade física a fim de enfatizar a consecução da alegria espiritual. Mesmo fazendo extremos esforços, o homem não pode cortar-se da realidade, nem aniquilar o desejo de ter a felicidade física que, como uma sombra, sempre o segue. Na realidade, o desejo de ter felicidade física, persistentemente se apodera dos homens de religião, conduzindo-os aos vales da agonia. Tais contradições existem mesmo na vida dos líderes espirituais. Muitos líderes espirituais tiveram um triste fim, dilacerados por tais contradições. Aqui está a principal causa da fraqueza e inatividade da religião de hoje: a fraqueza se encontra na contradição, que ainda não foi superada.&lt;br /&gt;Também outro motivo tem conduzido a religião ao declínio fatal; o homem moderno, cuja inteligência está muito desenvolvida, exige provas científicas para todas as coisas. A doutrina religiosa, porém, que permanece inalterada, não interpreta as coisas cientificamente, isto é, a interpretação da verdade interna pelo homem (religião) e sua interpretação da verdade externa (ciência) não estão em acordo entre si.&lt;br /&gt;A finalidade máxima da religião só pode ser realizada, primeiro, crendo na verdade, depois, praticando-a. Contudo, hoje não pode haver verdadeira crença sem conhecimento e compreensão. Nós estudamos a Bíblia para confirmar nossa crença através do conhecimento da verdade. A realização de milagres por Jesus e a revelação de sinais eram para levar o povo a sa-ber que ele era o Messias, tornando possível que eles cressem nele. O conhecimento vem da cognição e, hoje, o homem não pode ter cognição de coisa alguma, que não tenha lógica e nem prova científica. Para compreender alguma coisa, primeiro deve haver cognição. Assim, a verdade interna também requer prova lógica. A religião tem caminhado, através do longo percurso da história, para uma idade na qual ela deve ser explicada cientificamente.&lt;br /&gt;A religião e a ciência começaram com as respectivas missões de eliminar os dois aspectos da ignorância humana. Em seus cursos, estas duas áreas de pensamento e investigação têm-se encontrado em um conflito aparentemente irreconciliável. Para que o homem possa atingir a boa finalidade do desejo da mente original, deve vir uma época em que uma nova expressão da verdade venha a existir, tornando a humanidade capaz de unir estes dois assuntos sob um só tema unificado. Estas duas matérias são a religião, que tem se aproximado da ciência, e a ciência, que está cada vez mais perto da religião.&lt;br /&gt;Talvez desagrade a crentes religiosos, especialmente aos cristãos, aprenderem que deve surgir uma nova expressão da verdade. Acreditam que a Bíblia que agora têm é perfeita e absoluta em si mesma. A verdade, logicamente, é única, eterna, imutável e absoluta. A Bíblia, porém, não é a própria verdade, senão um livro de textos que ensina a verdade. Naturalmente, a qualidade do ensinamento, o método e a amplitude da verdade dada, devem variar de acordo com cada idade, pois a verdade é dada a povos de épocas diferentes, cujos níveis espirituais e intelectuais são diferentes. Portanto, não devemos considerar um livro de textos como absoluto em todos os detalhes (cf. Parte I, Capítulo III, Seção V).&lt;br /&gt;A religião veio a existir como um meio de realizar a finalidade do bem, seguindo o caminho de Deus, de acordo com a intenção da mente original. A necessidade de variadas espécies de conhecimentos obrigou a aparição de várias religiões. As escrituras das diferentes religiões variaram de acordo com a missão da religião, com o povo que as recebeu e com a idade em que vieram. A escritura pode ser comparada a uma lâmpada que ilumina a verdade. Sua missão é espalhar a luz da verdade. Quando uma luz mais brilhante aparece, extingue-se a missão da antiga. Todas as religiões de hoje falharam em conduzir a presente geração do vale escuro da morte para o brilho da vida, de forma que deve agora surgir uma nova verdade, que possa espalhar nova luz.&lt;br /&gt;Muitas passagens da Bíblia dizem que novas palavras de verdade serão dadas à humanidade nos “Últimos Dias”.&lt;br /&gt;Qual será a missão da Nova Verdade? Sua missão será apresentar sob um só tema unificado, a verdade interna, que a religião tem buscado, e a verdade externa, procurada pela ciência. Deve também procurar superar tanto a ignorância interna como a externa do homem e oferecer-lhe o conhecimento interno e externo. Deve eliminar a contradição interna do homem, que é receptivo tanto ao bem como ao mal, ajudando o homem decaído a resistir ao caminho do mal e a alcançar a finalidade do bem. Para o homem decaído, o conhecimento é a luz da vida e tem a força da revivificação; a ignorância é a sombra da morte e a causa da ruína. Nenhum sentimento ou emoção pode ser derivado da ignorância; nenhum ato de vontade pode surgir da ignorância. Por isso, quando o conhecimento, a emoção e a vontade não funcionam devidamente no homem, não vale mais a pena vi-ver.&lt;br /&gt;Já que o homem foi criado para ser incapaz de viver separado de Deus, como a vida deve ser infeliz, quando ele se encontra na ignorância sobre Deus! Contudo, será que o homem pode conhecer a Deus claramente, mesmo que diligentemente consulte a Bíblia? Além disso, como poderá o homem vir a conhecer o coração de Deus? A Nova Verdade deve ser capaz de nos informar sobre Deus como uma realidade. Deve também ser capaz de revelar Seu coração e sentimento de alegria por ocasião da criação, Seu coração partido e sentimento de dor, ao lutar para salvar o homem decaído, que se rebela contra Ele.&lt;br /&gt;A história humana, tecida com vidas de homens que se inclinam tanto para o bem como para o mal, está repleta de narrativas de lutas. Estas lutas têm sido batalhas externas com respeito a propriedade, terras e homens. Hoje, porém, a luta externa está diminuindo. Povos de nações diferentes vivem juntos sem racismo. Lutam pela realização de um governo mundial. Os vencedores das guerras procuram libertar suas colônias, dando a elas direitos iguais aos direitos dos grandes poderes. Relações internacionais, anteriormente hostis e discordantes, são harmonizadas em torno de problemas econômicos semelhantes, ao moverem-se as nações para a formação de sistemas de mercado comum em todo o mundo. Enquanto isso, a cultura está livremente circulando; o isolamento das nações está sendo superado e a distância cultural entre o Oriente e o Ocidente está sendo interligada.&lt;br /&gt;Resta, portanto, uma guerra final diante de nós, ou seja, a guerra entre as ideologias da Democracia e do Comunismo. Estas ideologias em conflito interno estão agora em preparação para outra guerra externa, estando ambos os lados equipados com armas terríveis. As preparações externas são, na realidade, para a luta de uma guerra interna (espiritual) final e decisiva. Quem haverá de triunfar? Todo aquele que acredita na realidade de Deus responderá: a Democracia. Contudo, a democracia de hoje não está equipada com uma teoria ou prática que seja suficientemente poderosa para conquistar o Comunismo. Por isso, para que a providência da salvação de Deus seja completamente realizada, a Nova Verdade deve levar toda a humanidade a um novo mundo de bem absoluto, através da elevação do espiritualismo defendido no mundo democrático a uma nova e mais alta dimensão, finalmente até mesmo assimilando o materialismo. Desta maneira, a verdade deve ser capaz de unir, em um só caminho absoluto, todas as religiões existentes, como também todos os “ismos” e idéias que existiram desde o início da história humana.&lt;br /&gt;Algumas pessoas, de fato, se recusam mesmo a acreditar na religião. Não acreditam porque não conhecem a realidade de Deus e do mundo futuro. Contudo, mesmo que usem toda sua força para negar a realidade espiritual, é da natureza do homem aceitar e crer naquilo que é provado de maneira científica. É também uma manifestação da natureza inerente do homem sentir-se vazio, fútil e apreensivo consigo mesmo, se tiver colocado a finalidade máxima de sua vida no mundo externo das coisas diárias. Quando uma pessoa passa a conhecer Deus através da Nova Verdade, compreende a realidade espiritual e percebe que a finalidade fundamental da vida deve ser colocada não no mundo externo da matéria, mas no mundo interno do espírito. Todos os que estão percorrendo este caminho único haverão de encontrar-se um dia como irmãos e irmãs.&lt;br /&gt;Já que toda a humanidade deverá encontrar-se desta maneira, como irmãos e irmãs, num destino único por meio desta Verdade única, como seria o mundo fundado sobre esta base? Seria o mundo em que toda a humanidade teria formado uma só grande família sob Deus. A finalidade da verdade é buscar e alcançar o bem, e a origem do bem é o próprio Deus. Por isso, o mundo realizado através desta verdade seria o mundo em que toda a humanidade viveria em maravilhoso amor fraterno sob Deus como nosso Pai. Quando o homem perceber que, ao fazer de seu próximo uma vítima para seu próprio benefício, o sofrimento que lhe advém do remorso da consciência é maior do que as vantagens que obtém de seu ganho injusto, descobrirá que lhe será impossível prejudicar seu próximo. Por isso, quando o verdadeiro amor fraterno aparecer no fundo do coração do homem, ele não poderá fazer nada que venha a causar sofrimento a seu próximo. Como isto se aplicaria mais ainda a homens que vivessem em uma sociedade, na qual tivessem experiência do sentimento real de que Deus é seu Pai, transcendente de tempo e espaço, que observa todas as suas ações, e que este Pai quer que nós nos amemos uns aos outros a cada momento? O novo mundo, que será estabelecido pela nova verdade, introduzirá uma nova idade em que a história pecaminosa da humanidade será liqüidada. Deverá ser um mundo no qual pecado algum jamais poderá existir. Na história humana até agora, mesmo os que acreditavam em Deus cometeram pecados. Sua fé em Deus tem sido na forma de conceito, em vez de ser na forma de uma experiência viva. Se o homem sentisse a presença de Deus e conhecesse a lei celeste de que os pecadores são mandados para o inferno, quem então ousaria cometer pecado?&lt;br /&gt;O mundo sem pecado poderia ser chamado de “Reino do Céu”, mundo este que todos os homens decaídos há muito têm buscado. Sendo este mundo estabelecido como realidade na Terra, poderá ser chamado de “O Reino de Deus na Terra”.&lt;br /&gt;Podemos assim chegar à conclusão de que a finalidade máxima da providência da salvação de Deus é estabelecer o Reino de Deus na Terra. Já ficou claro, da exposição anterior, que o homem caiu da graça e que a queda humana veio depois da criação do homem. Do ponto de vista da realidade de Deus, a resposta à questão sobre que tipo de mundo Deus originalmente desejava na criação, torna-se evidente (cf. Parte I, Capítulo III). Podemos aqui dizer, contudo, que este mundo é o Reino de Deus na Terra, no qual a finalidade da criação de Deus é realizada.&lt;br /&gt;Por causa da queda, porém, a humanidade não tem sido capaz de realizar este mundo. Ao invés, o homem produziu o mundo do pecado e caiu na ignorância. Por isso, o homem decaído tem lutado incessantemente para restaurar o Reino de Deus na Terra, o qual Deus originalmente desejava. Ele tem feito isto, superando a ignorância interna e externa, para buscar o bem máximo, no decurso de todos os períodos da história humana. A história da humanidade, portanto, é a história da Providência de Deus, na qual Ele pretende restaurar o mundo em que a finalidade de Sua criação é realizada. Para restaurar o homem decaído de volta ao seu devido estado original, a nova verdade deve ser capaz de revelar a ele o seu destino final no curso da restauração, ensinando-lhe a finalidade original da criação, para a qual Deus criou o homem e o universo. Muitas questões devem, pois, ser respondidas.&lt;br /&gt;Será que o homem caiu pelo ato de comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, como diz a Bíblia literalmente? Se assim não foi, qual é a causa da queda humana? Como poderia o Deus de perfeição e beleza criar o homem com a possibilidade de cair? Por que razão Deus não pôde impedir que o homem viesse a cair, já que Ele, sendo onipotente e onisciente, devia saber que a queda viria a acontecer? Por que Deus não pôde salvar o homem pecaminoso em um só instante, sendo Ele todo-poderoso? Estas e muitas outras questões têm desassossegado a mente dos profundos pensadores e devem ser resolvidas pela Nova Verdade.&lt;br /&gt;Quando se observa a natureza científica do mundo pode-se concluir que Deus, o criador, é a própria origem da ciência. Já que a história humana é a providência de Deus para restaurar o mundo à sua finalidade original da criação, deve ser verdade que Deus, o mestre de todas as leis, tem dirigido a história providencial com um plano e uma ordem. Por isso, é nossa tarefa urgentíssima descobrir como foi que a história pecaminosa da humanidade começou, que tipo de curso ela deve seguir, de que maneira será concluída, e a que tipo de mundo a Providência finalmente conduzirá a humanidade. A Nova Verdade, pois, deve ser capaz de resolver todas as questões da vida. Com o esclarecimento de todas estas questões, a realidade de Deus, como um ser absoluto que planeja e guia a história, não pode ser negada. Quando a verdade for conhecida, todos virão a compreender que os acontecimentos históricos que o homem viu e experimentou são as reflexões do coração de Deus, lutando para salvar o homem decaído.&lt;br /&gt;Além disto, a Nova Verdade deve ser capaz de estudar claramente todos os difíceis problemas do Cristianismo, porque o Cristianismo tem um papel importante na formação da esfera cultural mundial. As pessoas intelectuais não podem satisfazer-se apenas ouvindo que Jesus Cristo é o filho de Deus e o Salvador da humanidade. Muitas controvérsias surgiram nos círculos teológicos no sentido de entender o significado mais profundo das doutrinas cristãs. Assim, a Nova Verdade deve ser capaz de esclarecer o relacionamento entre Deus, Jesus e o homem, à vista do princípio da criação. Além disso, as difíceis questões da Trindade devem ser esclarecidas. A questão sobre o motivo por que a salvação da humanidade por Deus foi possível apenas através da crucifixão de Seu filho, deve ser respondida. Quando vemos que nenhum pai pode jamais gerar um filho sem pecado, com direito ao Reino do Céu, sem redenção por um salvador, não é isto boa prova de que os pais ainda transmitem o pecado original a seus filhos, mesmo depois de seu próprio renascimento em Cristo? Esta investigação conduz a mais uma pergunta: até que ponto houve redenção pela cruz?&lt;br /&gt;Tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucifixão de Jesus. No entanto, na realidade, nenhum indivíduo, lar ou sociedade foi estabelecido sem pecado. Na verdade, o espírito cristão tem estado na trilha do declínio dia após dia. Por isso, restam muitos problemas difíceis, conduzindo a uma contradição central entre a atual rea-lidade do Cristianismo e a crença da redenção completa pelo resgate da cruz. A Nova Verdade que buscamos deve explicar todas estas questões clara e completamente. Há mais questões como: por que Cristo virá de novo? Quando, onde e como virá? De que maneira a ressurreição dos homens decaídos será realizada? Qual é o sentido das profecias bíblicas que dizem que o céu e a terra serão destruídos por fogo e outras calamidades naturais? A Nova Verdade deve fornecer a chave de todos estes difíceis mistérios bíblicos, que estão escritos em parábolas e símbolos e deve fazer isto em linguagem clara, de modo que cada um possa entender, como Jesus disse em João 16.25.&lt;br /&gt;Mediante estas respostas e somente mediante verdades claras, todas as denominações serão unidas, à medida que as divisões causadas por diferentes interpretações das passagens bíblicas forem eliminadas.&lt;br /&gt;Esta Nova Verdade, máxima e final, porém, não pode vir nem da pesquisa sintética das escrituras ou da literatura, feita por algum homem, nem de cérebro humano algum. Como diz a Bíblia: “Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis” (Ap 10.11). Esta Nova Verdade deve aparecer como uma revelação do próprio Deus. Esta Nova Verdade já apareceu!&lt;br /&gt;Com a plenitude do tempo, Deus enviou Seu mensageiro para resolver as questões fundamentais da vida e do universo. Seu nome é Sun Myung Moon. Por muitas décadas ele vagou em um vasto mundo espiritual à procura da verdade última. Neste caminho ele suportou sofrimentos ainda não imaginados por pessoa alguma na história humana. Somente Deus se lembrará disto. Sabendo que ninguém pode encontrar a verdade última para salvar a humanidade sem passar pelas mais amargas provas, ele lutou sozinho contra uma multidão de forças satânicas, tanto no mundo espiritual como no mundo físico e, finalmente, triunfou sobre todas elas. Desta maneira ele entrou em contato com muitos santos no paraíso e com Jesus, revelando assim todos os segredos celestes, mediante sua comunhão com Deus.&lt;br /&gt;O Princípio Divino revelado neste Iivro é apenas parte desta Nova Verdade. Nós registramos aqui o que os discípulos de Sun Myung Moon até agora ouviram e testemunharam. Nós acreditamos com alegre expectativa que, com o passar do tempo, partes mais profundas da verdade serão continuamente reveladas. É nossa oração mais sincera, que a luz da verdade rapidamente encha toda a Terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-8478070129398858582?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/8478070129398858582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/principio-divino-3a-edicao-1994.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8478070129398858582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8478070129398858582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/03/principio-divino-3a-edicao-1994.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6774023172792480019</id><published>2009-01-09T01:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T01:41:01.986-08:00</updated><title type='text'>Diário do Passado</title><content type='html'>por  Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Ao passar pela malha seletiva da mídia as ações dos agentes da Nova Ordem Mundial se tornam secretas muitas vezes não por ocultação premeditada, mas pelo simples fato de que não se enquadram nas categorias descritivas aceitas pelos órgãos midiáticos.&lt;br /&gt;Praticamente toda a linguagem do jornalismo político em circulação hoje em dia foi criada para descrever um mundo que não existe mais – o mundo do Pós-Guerra . As notícias já não podem refletir os fatos porque são pensadas e escritas segundo esquemas descritivos estreitos demais para a situação atual. As mudanças ocorridas ao longo das últimas cinco décadas no quadro internacional são tão gigantescas que escapam ao horizonte de visão do jornalismo – daí que os fatos mais importantes fiquem fora do noticiário ou recebam cobertura irrisória, enquanto futilidades merecem atenção desproporcional. As conseqüências disso para a alma popular são devastadoras, principalmente porque aí se introduz um segundo fator complicante: como já não existe propriamente cultura popular e a produção da indústria cultural atropela a criatividade espontânea do povo, o resultado é que a mídia se torna a fornecedora única dos símbolos e valores com que o cidadão comum se explica a si mesmo e enquadra, como pode, a sua experiência pessoal num esboço de visão geral do mundo.&lt;br /&gt;A força com que a mídia influencia a própria estruturação das personalidades individuais e das relações pessoais é hoje imensurável. Isso quer dizer que, se essa mídia se aliena da realidade, todos se alienam com ela. Cada um sente na sua própria vida diária os efeitos diretos de profundas transformações globais, mas, como estas não aparecem no debate público, ou aparecem deformadas por estereótipos, a equação psicológica que se estabelece é a seguinte: por mais que o cidadão tente amoldar sua visão da realidade ao recorte deformante, buscando uma falsa sensação de segurança no ajustamento à pseudo-realidade legitimada pelo consenso midiático, setores inteiros da sua experiência pessoal, familiar e grupal permanecem encobertos e inexpressáveis, latejando no escuro como infecções não diagnosticadas. O sentimento de desajuste externo e insegurança interna, que era próprio da adolescência, espalha-se por todas as faixas etárias: não há mais pessoas maduras, todos são teenagers vacilantes, incapazes de uma decisão firme, de um raciocínio conclusivo.&lt;br /&gt;Dois documentos, a meu ver, ilustram bem o esquema interpretativo que partir do fim da II Guerra foi adotado mais ou menos uniformemente por toda a mídia do Ocidente para a descrição da política mundial: o livro de Hans J. Morgenthau, Politics Among Nations: The Struggle for Power and Peace , publicado em 1948 pela Alfred A. Knopf, e a Carta da ONU , assinada em São Francisco em 25 de junho de 1945. O primeiro tornou-se a bíblia do Departamento de Estado americano e, por isso mesmo, o código geral com que os políticos e os formadores de opinião nos outros países interpretavam as ações e palavras do governo de Washington, automaticamente expressando nos termos desse mesmo código as suas posições – e as de seus respectivos governos – com relação à política americana e, no fim das contas, a tudo o mais.&lt;br /&gt;A Doutrina Morgenthau , como veio a ser chamada, é complexa, mas duas de suas características interessam de maneira mais direta ao que estou tentando dizer aqui: 1º . Ela explicava as ações desenroladas no cenário internacional em função de interesses objetivos, racionalmente formulados e identificáveis. 2º . Embora reconhecendo que os Estados nacionais poderiam no futuro dissolver-se em unidades políticas maiores, ela os tratava como agentes principais do processo político mundial (daí o título do livro). As conseqüências imediatas desse enfoque eram: a noção de interesse nacional tornava-se o conceito descritivo fundamental e os agentes supranacionais sem natureza estatal desapareciam do cenário: suas ações tornavam-se invisíveis ou tinham de ser explicadas, bastante artificialmente, como expressões camufladas de interesses nacionais.&lt;br /&gt;Na orientação da política americana, externa e interna, as limitações que daí decorreram foram – e continuam sendo – catastróficas: 1ª . No combate ao comunismo, todos os esforços do governo americano limitaram-se à busca de agentes diretamente controlados pelo governo soviético. A New Left , sem ligações formais com o Partido Comunista da URSS, mas sob certos aspectos mais virulenta do que qualquer agente soviético, não só saiu vitoriosa da guerra do Vietnã, mas impôs a quase toda a população americana os novos padrões de cultura politicamente corretos que hoje bloqueiam qualquer iniciativa séria contra os inimigos internos e externos do país. 2ª . Até hoje o governo americano está travado por uma autocensura, que o impede de reconhecer em voz alta a realidade da guerra de civilizações , tendo de explicar suas ações defensivas mediante o subterfúgio metonímico da guerra contra o terrorismo , ao mesmo tempo que fortalece o inimigo islâmico interno no campo da guerra cultural e vai podando as raízes cristãs de onde a sociedade americana extrai toda a sua força de resistência. 3ª . A luta de vida e morte entre o interesse nacional americano e os grupos globalistas que tentam subjugar a nação aos organismos internacionais é assunto proibido em debates eleitorais (v. o parágrafo final do artigo Uma nova fachada do Foro de São Paulo , DC, 9 de junho de 2008, http://www.olavodecarvalho.org/semana/080609dc.html ). Entre nós, a adoção do conceito de interesse nacional como um fetiche explicativo pela Escola Superior de Guerra faz com que até hoje muitos analistas militares brasileiros sejam incapazes de entender o esquema de dominação globalista senão como instrumento das grandes nações – o que quer dizer, em última análise, dos EUA. Esses erros de perspectiva são retroalimentados pela mídia mundial, que desde os anos 40 adotou informalmente a doutrina do Departamento de Estado como chave descritiva da política internacional.&lt;br /&gt;Não é preciso examinar uma infinidade de jornais e noticiários de rádio e TV para perceber que, embora tagarelem obsessivamente sobre globalização , os jornalistas em geral só enxergam a distribuição de poder no mundo através da sua manifestação visível na forma de Estados nacionais. A religião, por exemplo, continua sendo a seus olhos uma força cultural extrapolítica, que só resvala na política por acidente ou por submissão perversa de seus altos fins originários aos propósitos de algum Estado nacional ou organização terrorista. Eles não podem, por isso, entender o Islã, que é por essência e origem um projeto de Estado mundial, mas que a seus olhos é apenas uma “religião”, capaz de amoldar-se pacificamente à ordem política dos Estados não-islâmicos. Muito menos podem compreender o fenômeno do metacapitalismo ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/040617jt.htm e http://www.olavodecarvalho..org/textos/debate_usp_4.htm ).&lt;br /&gt;O segundo documento a que me referi, a Carta da ONU , criou o código de valores que dá substância moral ao retrato do mundo estampado na mídia. Se a mecânica desse mundo é descrita como um jogo de interesses nacionais, seu drama humano é equacionado em termos de paz, direitos humanos, tolerância, progresso econômico e social, segurança internacional, cooperação humanitária, etc., dando vivacidade, movimento e verossimilhança ao quadro da competição entre nações e camuflando automaticamente os esquemas de poder supranacionais, dos quais a própria ONU é hoje um dos instrumentos mais úteis e contundentes.&lt;br /&gt;Se, como foi dito acima, as pessoas sentem na sua vida diária os efeitos das transformações globais sem poder sequer expressar em palavras a ligação entre sua experiência imediata e o cenário maior da História, isso se deve sobretudo ao fato de que os agentes que originaram esses processos permanecem desconhecidos da multidão: as mudanças de valores, de leis, de critérios, que afetam profundamente o destino e até a psicologia íntima de milhões de criaturas desabam sobre a população como se tivessem vindo do céu ou resultassem de fatalidades históricas impessoais. Não podendo ser rastreadas até nenhum agente nacional-estatal, tornam-se ações sem sujeito, misteriosas como decretos da Providência .&lt;br /&gt;No entanto, a harmonia simultânea com que se lançam em todo o planeta campanhas destinadas a mudar radicalmente os hábitos e valores da população, forçando-a a respeitar o que abomina e a abominar o que respeitava até à véspera, basta para mostrar, mesmo a quem nada saiba de origem concreta desses empreendimentos, que essa origem existe e reside em agentes humanos de carne e osso poderosos, organizados e perseverantes. Esses agentes não são secretos, são apenas discretos, embora muitos, bastante famosos até, alardeiem seus motivos e suas ações em livros e conferências. Ao passar pela malha seletiva da mídia, suas ações se tornam secretas, no mais das vezes não por ocultação premeditada, mas pelo simples fato de que não se enquadram nas categorias descritivas aí reconhecidas.&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;Publicado pelo &lt;a href="http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1101726.htm"&gt;Diário do Comércio em 08/08/2008&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SHARETHIS.addEntry({ title: "Diário do passado", url: "http://www.midiasemmascara.org/?p=7044" });&lt;br /&gt;&lt;a class="stbutton stico_default" title="ShareThis via email, AIM, social bookmarking and networking sites, etc." href="javascript:void(0)"&gt;ShareThis&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6774023172792480019?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6774023172792480019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/01/dirio-do-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6774023172792480019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6774023172792480019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2009/01/dirio-do-passado.html' title='Diário do Passado'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6828513110968784412</id><published>2008-11-26T02:04:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T02:06:31.841-08:00</updated><title type='text'>Existência de Deus</title><content type='html'>Existência de Deus&lt;br /&gt;Orlando Fedeli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém afirma: `Deus não existe' sem antes ter desejado que Ele não exista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase, de um filósofo muito suspeito, por ser esotérico - Joseph de Maistre - tem muito de verdade.&lt;br /&gt;Com efeito, o devedor insolvente gostaria que seu credor não existisse. O pecador que não quer deixar o pecado, passa a negar a existência de Deus.&lt;br /&gt;Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual.&lt;br /&gt;É para essas pessoas que fazemos este pequeno resumo dos argumentos de São Tomás sobre a existência de Deus, tendo por base o que ele diz na Suma Teológica I, q.2, a.a 1, 2, 3 e 4.&lt;br /&gt;Inicialmente, pergunta São Tomás se a existência de Deus é verdade de evidência imediata. Ele explica que uma proposição pode ser evidente de dois modos:&lt;br /&gt;1) em si mesma, mas não em relação a nós;&lt;br /&gt;2) em si mesma e para nós.&lt;br /&gt;Uma proposição é evidente quando o predicado está incluído no sujeito. Por exemplo, a proposição o homem é animal é evidente, já que o predicado animal está incluso no conceito de homem.&lt;br /&gt;Quando alguns não conhecem a natureza do sujeito e do predicado, a proposição - embora evidente em si mesma - não será evidente para eles. Ela será evidente apenas para os que conhecem o que significam o sujeito e o predicado. Por exemplo, a frase: "O que é incorpóreo não ocupa lugar no espaço", é evidente em si mesma e é evidente somente aqueles que sabem o que é incorpóreo.&lt;br /&gt;Tendo em vista tudo isso, São Tomás diz que:&lt;br /&gt;a) A proposição "Deus existe" é evidente em si mesma porque nela o predicado se identifica com o sujeito, já que Deus é o próprio ente.&lt;br /&gt;b) Mas, com relação a nós, que desconhecemos a natureza divina, ela não é evidente, mas precisa ser demonstrada. E o que se demonstra não é evidente. O que é evidente para nós não cabe ser demonstrado.&lt;br /&gt;Portanto, a existência de Deus pode ser demonstrada. Contra isso, São Tomás dá uma objeção, dizendo que a existência de Deus é um artigo de fé. Ora, o que é de fé não pode ser demonstrado. Logo, concluir-se-ia que não se pode demonstrar que Deus existe. São Tomás ensina que há dois tipos de demonstração:&lt;br /&gt;1) Demonstração propter quid (devido a que)&lt;br /&gt;É a que se baseia na causa. Ela parte do que é anterior (a causa) discorrendo para o que é posterior ( o efeito).&lt;br /&gt;2) Demonstração quia (porque)&lt;br /&gt;É a que parte do efeito para conhecer a causa.&lt;br /&gt;Quando vemos um efeito mais claramente que sua causa, pelo efeito acabamos por conhecer a causa. Pois o efeito depende da causa, e é, de algum modo, sempre semelhante a ela. Então, embora a existência de Deus não seja evidente apenas para nós, ela é demonstrável pelos efeitos que dela conhecemos.&lt;br /&gt;A existência de Deus e outras verdades semelhantes a respeito dele que podem ser conhecidos pela razão, como diz São Paulo Rom. I, 19), não são artigos de fé. Deste modo, a fé pressupõe o conhecimento natural, assim como a graça pressupõe a natureza e a perfeição pressupõe o que é perfectível.&lt;br /&gt;Entretanto, alguém que não conheça ou não entenda a demonstração filosófica da existência de Deus, pode aceitar a existência dele por fé.&lt;br /&gt;É no artigo 3 dessa questão 2 da 1ª parte da Suma Teológica que São Tomás expõe as provas da existência de Deus. São as famosas 5 vias tomistas.&lt;br /&gt;&lt;a name="1"&gt;Iª Via - Prova do movimento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É a prova mais clara.&lt;br /&gt;É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.&lt;br /&gt;Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao Rio.&lt;br /&gt;Nas coisas que mudam, podemos distinguir:&lt;br /&gt;a) As qualidades ou perfeições já existentes nelas.&lt;br /&gt;b) as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.&lt;br /&gt;As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.&lt;br /&gt;As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.&lt;br /&gt;Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.&lt;br /&gt;M = PX ----&gt;&gt; AX&lt;br /&gt;Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.&lt;br /&gt;Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser - o fogo - que tenha calor em Ato.&lt;br /&gt;Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser - a tinta - que seja vermelho em Ato.&lt;br /&gt;Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.&lt;br /&gt;Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.&lt;br /&gt;Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida.&lt;br /&gt;É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.&lt;br /&gt;Tudo o que muda é mudado por outro.&lt;br /&gt;Tudo o que se move é movido por outro.&lt;br /&gt;Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato.&lt;br /&gt;Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade - a potência de ter a perfeição x.&lt;br /&gt;Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.&lt;br /&gt;Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.&lt;br /&gt;PX ---&gt; AX PX (5) ---&gt; AX PX (4) ---&gt; AX PX (3) ---&gt; AX PX (2) ---&gt; AX (1)&lt;br /&gt;Esta seqüência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a seqüência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças.&lt;br /&gt;Noutras palavras, em qualquer seqüência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.&lt;br /&gt;Se a seqüência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.&lt;br /&gt;Portanto, a seqüência não pode ser infinita.&lt;br /&gt;Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo.&lt;br /&gt;Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.&lt;br /&gt;A seqüência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.&lt;br /&gt;E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito.&lt;br /&gt;Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo.&lt;br /&gt;Logo, a seqüência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.&lt;br /&gt;Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus, devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas "coisas criadas", para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.&lt;br /&gt;Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro. Portanto, esse 1º ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.&lt;br /&gt;Este ser é Deus.&lt;br /&gt;Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer "eu serei bondoso", porque isto implicaria que não seria atualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.&lt;br /&gt;Deus também não pode dizer "eu fui", porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu "Eu sou aquele que é" (aquele que não muda, que é ato puro).&lt;br /&gt;Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: "Antes que Abraão fosse, eu sou" (Jo. VIII, 58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.&lt;br /&gt;Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: "a quem buscais ?", e, ao dizerem "a Jesus de Nazaré", ele lhes respondeu:&lt;br /&gt;"Eu sou". E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu: "Eu sou". E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.&lt;br /&gt;Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso, a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o mesmo.A beleza não muda.&lt;br /&gt;Quando os modernistas afirmam que a verdade, o dogma, a moral, a beleza evoluem, eles estão dizendo que Deus evolui, que Ele não é ATO puro. Eles afirmam que Deus é fluxo, é ação, é processo e não um ente substancial e imutável.&lt;br /&gt;É o que afirma hereticamente a Teologia da Libertação. Diz Frei Boff:&lt;br /&gt;" Assim, o Deus cristão é um processo de efusão, de encontro, de comunhão entre distintos enlaçados pela vida, pelo amor." (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, p. 169)&lt;br /&gt;Ou então:&lt;br /&gt;"Assim, Mary Daly sugere compreendermos Deus menos como substância e mais como processo, Deus como verbo ativo (ação) e menos como um substantivo. Deus significaria o viver, o eterno tornar-se, incluindo o viver da criação inteira, criação que, ao invés de estar submetida ao ser supremo, participaria do viver divino." (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, pp. 154-155)&lt;br /&gt;É natural pois que Boff tenha declarado em uma conferência em Teófilo Otono:&lt;br /&gt;Como teólogo digo: sou dez vezes mais ateu que você desse deus velho, barbudo lá em cima. Até que seria bom a gente se livrar dele." (Frei Boff, Pelos pobres, contra a pobreza, p. 54)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2"&gt;IIª Via - Prova da causalidade eficiente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.&lt;br /&gt;Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.&lt;br /&gt;Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.&lt;br /&gt;Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: "Causa das causas, tem pena de mim". A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.&lt;br /&gt;O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra "Breve História do Tempo" reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.&lt;br /&gt;O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="3"&gt;IIIª Via - Prova da contingência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.&lt;br /&gt;Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.&lt;br /&gt;Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.&lt;br /&gt;Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário - que tem a existência necessariamente - tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="4"&gt;IVª Via - Dos graus de perfeição dos entes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.&lt;br /&gt;Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.&lt;br /&gt;Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura, conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições. E a isto chamamos Deus.&lt;br /&gt;Por esta prova se vê bem que a ordem hierárquica do universo é reveladora de Deus, permitindo conhecer sua existência, assim como conhecer suas perfeições. É o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos (I, 19). E também é por isso que Deus, ao criar cada coisa dizia que ela era boa, como se lê no Gêneses ( I ). Mas quando a Escritura termina o relato da criação, diz que Deus, ao contemplar tudo quanto havia feito, viu que o conjunto da criação era "valde bona", isto é, ótimo.&lt;br /&gt;Pois bem, se cada parcela foi dita apenas boa por Deus como se pode dizer que o total é ótimo? O total deve ter a mesma natureza das parcelas, e portanto o total de parcelas boas devia ser dito simplesmente bom e não ótimo. São Tomás explica essa questão na Suma contra Gentiles. Diz ele que o total foi declarado ótimo porque, além da bondade das partes havia a sua ordenação hierárquica. É essa ordem do universo que o torna ótimo, pois a ordem revela a Sabedoria do Ordenador. Por aí se vê que o comunismo, ao defender a igualdade como um bem em si, odeia a ordem, imagem da Sabedoria de Deus. Odiando a imagem de Deus, o comunismo odeia o próprio Deus, porque quem odeia a imagem odeia o ser por ela representado. Nesse ódio está a raiz do ateísmo marxista e de sua tendência gnóstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="5"&gt;Vª Via - Prova da existência de Deus pelo governo do mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.&lt;br /&gt;Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.&lt;br /&gt;Uma variante dessa prova tomista aparece na obra "A Gnose de Princeton". Apesar de gnóstica esta obra apresenta um argumento válido da existência de Deus.&lt;br /&gt;Filmando-se em câmara lenta um jogador de bilhar dando uma tacada numa bola, para que ela bata noutra a fim de que esta corra e bata na borda, em certo ângulo, para ser encaçapada, e se depois o filme for projetado de trás para diante, ver-se-á a bola sair da caçapa e fazer o caminho inverso até bater no taco e lançar para trás o braço do jogador. Qualquer um compreende, mesmo que não conheça bilhar, que a segunda seqüência não é a verdadeira, que é absurda. Isto porque à segunda seqüência faltou a intenção, que transparece e explica a primeira seqüência de movimentos. Daí concluir com razão, a obra citada, que o mundo cego caminha - como a flecha ou como a bola de bilhar - em direção a um alvo, a um fim. Isto supõe então que há uma inteligência que o dirige para o seu fim. Há pois uma inteligência que governa o mundo.&lt;br /&gt;Este ser sapientíssimo é Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6828513110968784412?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6828513110968784412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/11/existncia-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6828513110968784412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6828513110968784412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/11/existncia-de-deus.html' title='Existência de Deus'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-8141366032496948411</id><published>2008-11-06T05:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T05:35:43.140-08:00</updated><title type='text'>Quem é Barack Obama?</title><content type='html'>Pelo que pude saber à respeito do Obama, ele desde o início de sua campanha agiu muito sinistramente, não revelando seu passado nem suas ligações, o que levou a muitos jornalistas independentes a investigarem sua vida, e o quanto mais sabiam , mais apareciam coisas de arrepiar o cabelo. Existem vídeos no Youtube mostrando ele fazendo campanha para o candidato a presidencia do Quenia,  ( sua terra natal- depois eu falo disto), um tal de Odinga,  ( &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=Q1P_P8lBCsE" target="_top"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=Q1P_P8lBCsE&lt;/a&gt; ) que era do partido laranja de cunho socialista (pra variar).  Só que este tal de Odinga ao perder as eleições liderou um verdadeiro massacre no Quenia. Ele deu muito dinheiro para a campanha desse Odinga. Isso quando já era Senador, portanto usou dinheiro dos contribuintes americanos contrariando a Lei Logan.&lt;br /&gt;Obama estudou em Harvard, e se voces não sabem para entrar em Harvard voce precisa ser apresentado por alguem. No caso do nosso amigo Obama, ele foi apresentado por um sheik chamado Abu Al sayef, que é muito conhecido por sua posição anti-america a anti cristã. Ou seja um terrorista.&lt;br /&gt;E por falar em cristianismo, Barack Hussein Obama sempre negou que era muçulmano embora sempre estudou em escolas islamicas.&lt;br /&gt;Sua ligação com William Ayers, notório radical muçulmano também não é novidade. Sem mencionar que ele frequentou várias vezes a Igreja do controverso pastor racista Rev. Jeremiah Wright ( &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=aH9doywt5n4&amp;amp;feature=related" target="_top"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=aH9doywt5n4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; ) e quando isso veio à tona, negou tudo em sua campanha. Ou seja o cara é um poço de mentiras.&lt;br /&gt;mas a mais discarada das mentiras dele é com relação à sua nacionalidade. Como é necessário ser um cidadão nativo dos Estados Unidos para ser presidente, segundo a Constituição americana, Obama alegou ser americano nascido no hawaii. Um ex procurador que por sinal pertence ao partido democrata, chamado Philip Berg (ver &lt;a href="http://www.obamacrimes.com/" target="_top"&gt;www.obamacrimes.com&lt;/a&gt;), desconfiou e investigou isso a fundo. Constatou que ele nascera no Quenia segundo testifica sua própria avó, e aí abriu um processo contra ele alegando que ele não pode ser candidato à presidencia dos Estados Unidos segundo diz a Constituição.&lt;br /&gt;Diante disso Obama apresentou um certificado que circulou pela mídia inteira como prova de sua cidadania. Só que esse documento provou ser falso segundo alguns especialistas, e mesmo que fosse verdadeiro ele não provaria nada pois ele é apenas um papel verde que se obtém na ausencia da certidão de nascimento, que pode ser facilmente obtido por qualquer pessoa.( &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=SAZAbqgpoGQ" target="_top"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=SAZAbqgpoGQ&lt;/a&gt; )  - O site que apresentou essa certidão nada mais é do que o site factcheck, que pertence á sua própria ONG. portanto suspeita em primeiro grau.&lt;br /&gt;Até agora Obama não apresentou sua certidão de nascimento, o que seria o procedimento mais rápido e eficaz par calar a boca do Philip Berg. Só que ao invés disso, Obama preferiu gastar tempo e dinheiro com advogados para não precisar apresentar nenhum documento à Justiça. Ora qualquer pessoa com QI acima de 12 desconfiaria de que aí tem coisa. Mas a Grande mídia, assim como aconteceu ai no Brasil com o Lula, ficou estranhamente calada.&lt;br /&gt;A questão é que embora a Constituição proiba um estrageiro de pleitear a presidencia, não se criou nenhum órgão que controle e fiscalize sobre isto. Resultado: A mídia inteira escondeu isso da população e procurou abafar o máximo que puderam sobre o passado desse cara.&lt;br /&gt;Eu vejo esse cara um paralelo com Hitler:&lt;br /&gt;Como Hitler, apareceu do nada e ganhou pelo carisma ( venceu até mesmo a Hilary que é uma veterana dentro do partido).&lt;br /&gt;Um cidadão estrangeiro (Hitler era austríaco).&lt;br /&gt;Seu país estava numa profunda crise e o povo desejava mudanças e alguem no poder, quem quer que fosse.&lt;br /&gt;Ficou famoso pelo seu livro Minha Luta - Obama escreveu um best seller que muitos acham que foi escrito por William Ayers, chamado memórias de meu Pai - Um livro meio profético.&lt;br /&gt;Retórica narcisista e discurso messianico - Assim como Hitler exaltava a raça ariana, Obama exalta a raça negra e é considerado o messias dos negros.&lt;br /&gt;Alguns dizem que ele vai acelerar a implantação do famigerado governo mundial dos satanistas illuminattis, ou seja, o nazismo dos tempos modernos.&lt;br /&gt;E por ai vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-8141366032496948411?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/8141366032496948411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/11/quem-barack-obama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8141366032496948411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8141366032496948411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/11/quem-barack-obama.html' title='Quem é Barack Obama?'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-2091463127113759062</id><published>2008-10-29T18:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T02:28:26.982-07:00</updated><title type='text'>O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA&lt;br /&gt;Por Taiguara Fernandes de Sousa&lt;br /&gt;Há décadas os comunistas planejam a instauração de um regime ditatorial comunista no Brasil e em toda a América Latina.&lt;br /&gt;No dia 23 de maio de 2008, uma reunião em Brasília tornou realidade a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), através de um Tratado Constitutivo que crio uma personalidade política própria para o Bloco e, entre outras coisas, um Conselho Sul-Americano de Segurança.&lt;br /&gt;Este Bloco – estipulado nos moldes da União Européia como união política e econômica, com moeda única e parlamento comum – é divulgado como a última salvação econômica da América do Sul, como se o simples ingresso no mesmo fosse tornar qualquer país sul-americano desenvolvido instantaneamente.&lt;br /&gt;E promessas como esta atraem mentes ingênuas...&lt;br /&gt;A Unasul é apenas uma mal-disfarçada tentativa de implantar na América do Sul um regime ditatorial comunista, exatamente igual ao que foi feito na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a extinta URSS. Diríamos que a Unasul é tão-somente a URSS trazida para a América.&lt;br /&gt;E quem deseje confirmar tal coisa, basta abrir os olhos e analisar as pistas que a própria Unasul nos dá...&lt;br /&gt;Não por coincidência, sua bandeira carrega as cores vermelho-sangue e amarelo... exatamente as mesmas da bandeira da URSS, ainda hoje utilizadas pelo Partido Comunista.&lt;br /&gt;A Sede da Unasul será em Quito, Equador... o Equador do socialista Rafael Correa.&lt;br /&gt;O Parlamento da Unasul será em Cochabamba, Bolívia... a Bolívia hoje dominada pelos comunistas de Evo Morales.&lt;br /&gt;E o Banco do Sul, o centro financeiro do Bloco, por onde circulará a moeda única (que Evo Morales sugeriu chamar-se “pacha”: “terra”, em idioma quíchua...) será... em Caracas! Caracas, a capital venezuelana, do déspota totalitarista Hugo Chávez... que nunca escondeu seu desejo tão caro de estabelecer uma união das nações do Sul, como propôs Bolívar....&lt;br /&gt;Estas pistas revelam bem o que, realmente, é a Unasul: uma tentativa – já uma realidade política – de implantar na América Latina uma nova URSS.&lt;br /&gt;A diferença entre União Soviética a União das Nações Sul-Americanas é tão somente o método de implementação: a URSS foi implantada de chofre, por uma revolução violenta e anárquica; hoje, como já não se dá mais valor a estas revoluções – o mundo está cansado de revoluções que no final tornam tudo pior do que era antes – a Unasul é implantada aos poucos, gradativamente, de forma sutil, em um movimento lento, cuja intenção é desviar as atenções. E, de fato, quase ninguém está percebendo para onde estamos caminhando.&lt;br /&gt;No Brasil, onde a ingenuidade chega às raias da ignorância, o povo não percebe a que ponto está sendo conduzida a lenta revolução comunista do governo Lula. É incompreensível que o povo brasileiro se deixe seduzir por promessas de milagres econômicos e feche os olhos à realidade: em breve, neste caminho, o Brasil se tornará uma república socialista, de regime ditatorial!&lt;br /&gt;O Presidente Lula põe em postos-chave de seu governo pessoas abertamente ligadas às causas revolucionárias comunistas, com um passado terrorista e guerrilheiro envergonhável.&lt;br /&gt;José Genoíno, o “companheiro Zé” do Lula, sempre foi genuinamente a favor de uma revolução comunista, e nem mesmo hoje, quando o PT tenta passar uma imagem mais bonita e disfarçada de seu esquerdismo, não esconde esta sua pretensão. A Guerrilha do Araguaia, na qual ele lutou, tinha este objetivo. Felizmente foi suprimida pelo Exército Brasileiro...&lt;br /&gt;José Dirceu, outro “companheiro Zé”, é revolucionário comunista e guerrilheiro de carteirinha, inclusive treinado em Cuba pelos mais preparados assassinos... ops! oficiais cubanos para implantar o regime comunista no Brasil.&lt;br /&gt;Esta figura foi deslocada do governo Lula após o escândalo do Mensalão, mas em seu lugar foi posta criatura muito melhor, de credenciais tão ou mais aptas que as de Dirceu à condução da Revolução que o Presidente teme promover abertamente: Dilma Roussef, a “camarada de armas” de José Dirceu, como ele mesmo lhe chamava, unindo numa só expressão o tratamento soviético e o ideal comuno-guerrilheiro.&lt;br /&gt;Que beleza de Ministra! E agora já se fala em lançá-la à Presidência, em 2010. Deus nos livre!&lt;br /&gt;A Ministra Dilma “Estela” Roussef, em seus tempos de juventude, foi guerrilheira e participou ativamente das fileiras de dois grupos terroristas no país: o COLINA, Comando da Libertação Nacional, organização terrorista e subversiva; e o VAR-Palmares, a Vanguarda Armada Revolucionária de Palmares, uma verdadeira FARC brasileira, a qual, como o próprio nome diz, tencionava realizar a Revolução Comunista por meio das armas e da violência. No VAR-Palmares, a Ministra usava o codinome de “Estela”. E, tomando como base as atitudes da Ministra, nada nos faz supor que tenha esquecido suas idéias revolucionárias.&lt;br /&gt;A Sra. Estela Roussef fez até um showzinho na CPI dos Cartões Corporativos, dizendo orgulhar-se de ter combatido a ditadura... Ora, sejamos ao menos sensato (sensatez é muito a exigir-se de um comunista): a Ministra Roussef, ou Camarada Estela, não lutou contra a ditadura militar, mas sim em prol da ditadura, só que uma outra ditadura: a comunista, cuja implantação era objetivo do COLINA e do VAR-Palmares.&lt;br /&gt;E isto não se aplica somente aos grupos terroristas dos quais a Ministra Estela participou, dado que é fato inegável que os comunistas que lutaram contra a ditadura militar no Brasil, lutavam, na verdade, pela implantação de um regime comunista nos moldes cubanos. Negar isso é negar o fato histórico concreto.&lt;br /&gt;Eis a Ministra Estela, que se quer fazer Presidente... Estela.&lt;br /&gt;O Lula, com seu jeitinho tímido e de “homão” nordestino, na verdade é muito inteligente: move tudo por debaixo dos panos. Uma revolução tão habilmente traçada e planejada, há tantos anos. Não uma revolução: uma conspiração contra a nação brasileira.&lt;br /&gt;São estes os políticos que hoje dominam o Brasil. São estes os políticos que querem implantar um regime comunista na soberana nação brasileira, suprimindo as liberdades individuais e propugnando ideais há muito demonstrados errôneos. São estes os políticos que querem enxertar na América o carcinoma da União Soviética.&lt;br /&gt;Seríamos capazes de prever os passos desta Revolução Comunista lenta e gradual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Passo: Revolução cultural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de semear, o terreno deve ser arado e a terra preparada. Não se pode infiltrar a ideologia na mente de alguém sem que antes seu pensamento seja direcionado a recebê-la. Mão Tse-Tung sabia disto, e foi no que se baseou para sua Revolução Cultural na China, a partir de 1966.&lt;br /&gt;No Brasil, a Revolução Cultural acontece: o governo estimula uma degradação de valores como nunca antes vista. Foi no governo Lula que foi aprovada a perniciosa Lei de Biossegurança, que não garante a segurança dos mais indefesos, os seres humanos em idade embrionária. E é neste governo que se quer aprovar o nefasto e animalesco crime do aborto – por iniciativa do Presidente, que convocou uma Comissão Tripartite para elaborar um Projeto de Lei a respeito, e pôs no Ministério da Saúdo um médico abortista ao extremo da obsessão.&lt;br /&gt;Não bastando, ainda se quer neste governo do Lula aprovar uma Lei pela qual todos os brasileiros – todos, e absolutamente todos – são obrigados a tolerar e concordar com os atos imorais e pecaminosos praticados por um homossexual, sendo-lhe proibido o direito de manifestar-se contrariamente às práticas homossexuais. E sequer pense o brasileiro em tachar de “promíscuas” as perniciosas paradas gays, pois poderá ser levado ao hospício... afinal, ainda um dia desses disse o Presidente Lula que ser contrário ao homossexualismo é a “doença mais perversa que já entrou numa cabeça humana”...&lt;br /&gt;Mas nada é comparado às máquinas de camisinha nas escolas públicas, pelas quais os adolescentes são expostos e estimulados ao sexo livre e irresponsável. Sexo animalesco e bizarro, na verdade.&lt;br /&gt;É a Revolução Cultural, que no Brasil anda a mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Passo: Amizade com regimes comunistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para preparar o pensamento do povo ao acolhimento de um regime comunista, é necessário ainda que sejam fechados laços de amizade com regimes do tipo, para que o cidadão já tenha como parte de sua experiência de vida a convivência com tal regime.&lt;br /&gt;E nisto se dá a lua-de-mel de Lula e Hugo Chávez, a quem o Presidente chama de “companheiro” (que bela qualidade de “companheiro”...). A entrada da Venezuela no Mercosul, não obstante as constantes violações dos direitos humanos naquele país, se dá no mesmo contexto.&lt;br /&gt;É nisto que se dá, também, a tímida reação brasileira às estatizações do gás boliviano, e a maravilhosa relação fraterna entre Lula e o comunista Evo Morales.&lt;br /&gt;Não se pode esquecer a grande amizade deste governo com a China comunista... China na qual não há liberdade; China que assassinou e assassina milhares – ou milhões; China na qual milhares de homens são presos em verdadeiros campos de concentração e forçados a trabalhar de forma escrava nas indústrias, fabricando estes produtos baratos que atolam o mercado brasileiro (“Made in China”... ou “Made by slave work”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Passo: Censura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei da Mordaça Gay, da qual já falamos, é um exemplo do início da censura no Brasil.&lt;br /&gt;A censura já acontece.&lt;br /&gt;Durante o julgamento do STF sobre as células-tronco embrionárias, esta censura tmou proporções absurdas: nenhuma notícia, uma sequer, foi divulgada contra as pesquisas; apenas a favor. Não deve ser coincidência que o governo fosse o maior interessado nas pesquisas com células-tronco embrionárias.&lt;br /&gt;Não se falou nos tumores que estas células podem causar.&lt;br /&gt;Não se falou dos benefícios maravilhosos que se pode obter com células-tronco adultas.&lt;br /&gt;Não se falou de tantas crianças que nasceram mesmo após terem sido conservadas criogenicamente por mais de uma década (desmentindo o argumento dos “embriões inviáveis”...)&lt;br /&gt;Por não ter provas, o autor deste artigo exime-se de acusar o governo de estar por trás da manipulação midiática de informação a respeito das células-tronco e de censurar as informações em contrário às suas intenções.&lt;br /&gt;Mas que uma censura larga em ação no Brasil, isto ninguém pode negar.&lt;br /&gt;E se os brasileiros não tomarem cuidado, ela se alastrará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Passo: Reforma Agrária nos moldes soviéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Reforma Agrária injusta, confiscatória e completamente desprovida de sentido deverá ser realizada por iniciativa governamental. O proprietário rural terá sua terra desonestamente confiscada para ser redistribuída da forma que o governo bem desejar. Exatamente como na URSS, não se fará distinção entre proprietário rural grande ou pequeno: o proprietário rural é o inimigo, seja ele quem for.&lt;br /&gt;O apoio do governo Lula ao revolucionário MST, que, invadindo propriedades (com o apoio da CNBB), desrespeita os Sétimo e Décimo Mandamentos de Deus, pode ser visto como o primeiro passo rumo a este ideal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Passo: Perseguição à religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é a pior inimiga do comunismo quando não se dobra perante ele. E a única capaz de não se dobrar, por sua coerência e firmeza, é o Catolicismo. Por isto, ela deve ser perseguida.&lt;br /&gt;Nesta primeira fase da perseguição, o Catolicismo será desacreditado junto ao povo.&lt;br /&gt;Isto já está acontecendo.&lt;br /&gt;Basta observar o episódio das células-tronco embrionárias, onde a posição contrária da Igreja não era digna de crédito, simples e estapafurdiamente rejeitada pelos opositores (que conhecem sua coerência e exatidão), tachada de obscurantista e medieval. A expressão mais utilizada no episódio das células-tronco embrionárias foi “Estado laico”, e não “embrião humano”.&lt;br /&gt;Agora se quer tirar, por força de lei, o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, algo que já faz parte da piedade popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º Passo: Censura formal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Censura decretada sobre forma de lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º Passo: Prisões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inimigos políticos ou pessoas contrárias ao rumo tomado pelo país deverão ser presas e caladas. Primeiro com base em acusações falsas. Depois, sem motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º Passo: Decretação do Regime Comunista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será decretado um regime ditatorial de cunho comunista. Se dirão palavras do tipo: “Uma nova era se inicia, uma era de igualdade e justiça”... Serão prometidos milagres econômicos, justiça social, o fim da fome e da pobreza, e outras coisas materiais que encantarão a muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º Passo: Unasul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova URSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º Passo: Extinção aberta da religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião, em especial a católica, será perseguida de forma bizarra. O ódio comunista à religião fará muitas vítimas. Como na URSS e na China, o objetivo será claro: eliminar a religião até os seus fundamentos. Igrejas fechadas, católicos presos e assassinados. Verdadeiro “Holocausto Católico”, de feições demoníacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um destes passos já está em andamento. Deus nos livre que todos eles sejam dados!&lt;br /&gt;Podemos parecer pessimistas ou chocantes demais ao denunciarmos estes dez passos. Mas nada fazemos a não ser olhar para o passado e dele tirar lições para o presente: exatamente o que aconteceu na URSS, na China e na Guerra Civil Espanhola pode acontecer no Brasil. Não queremos ser sensacionalistas, mas é chegada a hora de o brasileiro deixar de lado a ingenuidade e ver a realidade de forma nua e crua, como ela é de fato.&lt;br /&gt;Seria ingênuo considerar que tudo ocorrerá durante este governo.&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Este governo é o início de um antigo sonho comunista.&lt;br /&gt;Uma sucessão de governos deste tipo e logo teremos uma ditadura comunista no Brasil.&lt;br /&gt;Um futuro governo da Ministra Dilma “Estela” Roussef piorará as coisas.&lt;br /&gt;Cabe ao povo brasileiro não permitir tal coisa.&lt;br /&gt;Cabe ao Brasil reafirmar sua soberania perante este crápulas terroristas e mascarados, discípulos de Stálin, Mao e Fidel.&lt;br /&gt;O povo brasileiro não pode cruzar os braços diante da ofensiva comunista nesta nação.&lt;br /&gt;Se este povo não lutar contra esta ofensiva, o Brasil será deixado num berço de serpentes.&lt;br /&gt;E estas serpentes o envenenarão, com conseqüências trágicas para a nação.&lt;br /&gt;Levanta-te, brava gente brasileira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taiguara Fernandes de Sousa,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-2091463127113759062?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/2091463127113759062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/o-projeto-comunista-para-o-brasil-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2091463127113759062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/2091463127113759062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/o-projeto-comunista-para-o-brasil-e.html' title='O PROJETO COMUNISTA PARA O BRASIL E A AMÉRICA LATINA'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-5557647529701566327</id><published>2008-10-25T18:02:00.000-07:00</published><updated>2008-10-25T18:04:11.457-07:00</updated><title type='text'>Absurdo monumental</title><content type='html'>Absurdo monumental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho&lt;br /&gt;Diário do Comércio&lt;br /&gt;Enquanto o povo inteiro se emociona com a mirabolante sucessão de escândalos do Mensalão, outros acontecimentos, mais discretos porém ainda mais reveladores da ruína moral e intelectual da nação, podem passar totalmente despercebidos.&lt;br /&gt;Escolhi este porque é, em si, um monumento ao desastre.&lt;br /&gt;O leitor sabe que quem torce pelo Flamengo é flamenguista, quem vota no Maluf é malufista, quem se dói de amores por Lula é lulista, quem quer ver o comunismo implantado no mundo é comunista. Mas, segundo decisão unânime da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF, quem defende a prática do aborto não pode ser chamado de abortista. Ah, isso não. O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, do Pró-Vida de Anápolis, SP, entidade que luta contra a legalização do aborto, foi condenado a pagar R$ 4.250,00 de multa por ter designado com esse termo uma notória defensora (bem subsidiada pela fundação MacArthur, é claro) do direito de matar bebês no ventre de suas mães, em quantidade ilimitada, a mero pedido das ditas cujas. Pior: o sacerdote foi informado pela autoridade judicial de que doravante deve abster-se de usar a palavra proibida não só ao falar da mencionada senhora, ou senhorita, mas de qualquer outra pessoa, por mais abor(CENSURADO)ista que seja.&lt;br /&gt;Não sei o nome dos juízes que compõem a Turma. Mas sei que das duas uma: ou a proibição que baixaram se aplica a todos os cidadãos brasileiros ou exclusivamente ao Pe. Lodi. Na primeira hipótese, os signatários dessa nojeira ultrapassaram formidavelmente suas atribuições de magistrados e se autopromoveram a legisladores, com o agravante de que usaram dessa inexistente prerrogativa para instaurar, pela primeira vez na História universal da jurisprudência, a proibição de palavras (e logo de um termo banal do idioma, consagrado em dicionários e em pelo menos 24 mil citações no Google). Na segunda, terão negado a um cidadão em particular o direito de livre expressão desfrutado por todos os demais, configurando o mais descarado episódio de discriminação pessoal já registrado nos anais do hospício judicial brasileiro.&lt;br /&gt;Num caso, usurpam a autoridade do Congresso e a usam para baixar uma lei digna da Rainha de Copas. Noutro, infringem a Constituição que lhes incumbe defender.&lt;br /&gt;Bem, uma ordem que tem dois significados possíveis, antagônicos entre si e cada um absurdo em si mesmo, é, com toda a evidência, uma ordem sem significado nenhum.&lt;br /&gt;Como obedecê-la, portanto? Obedecer a uma ordem é traduzir o seu significado em atos. Não havendo significado, a obediência é impossível. Ninguém pode se curvar a ela sem anular, no ato, os princípios constitucionais e legais que fundamentam a autoridade mesma de quem a emitiu.&lt;br /&gt;Aos juízes da Turma Recursal cabe, portanto, a invenção desta novidade jurídica absoluta: a sentença auto-anulatória.&lt;br /&gt;Se pretendem seriamente que ela seja cumprida, portanto, os magistrados brasilienses violam não somente um dos princípios fundamentais do Direito, que reza “ad impossibilia nemo tenetur” (ninguém é obrigado a fazer o impossível), mas também as leis da lógica elementar, a ordem causal da ação humana e, enfim, a estrutura inteira da realidade. Perto disso, aquele famoso prefeito de cidade do interior que mandou revogar a lei da gravidade foi um primor de modéstia, já que suspendeu somente uma das leis da mecânica clássica, deixando o resto da ordem universal em paz. O próprio Deus jamais sonhou remexer tão fundo os pilares do cosmos como o pretenderam os meritíssimos, já que anunciou desfazer no Juízo Final tão-somente o universo corpóreo presentemente conhecido, conservando intactos o princípio de identidade e os nexos de causa e efeito, sem o que não poderia julgar os vivos e muito menos os mortos. Sto. Tomás de Aquino ensinava que a onipotência divina não tem limites externos mas os tem internos: não pode anular-se a si própria, decretando uma absurdidade intrínseca. Para os juízes da Turma Recursal, isso não é obstáculo de maneira alguma. &lt;br /&gt;Se os leitores pensam que a comédia parou por aí, enganam-se. Uma sentença que não tem sentido lógico requer interpretação psicológica. Mas quando tentamos sondar a obscuridade mental de onde suas excelências extraíram o fruto patético de suas caraminholações, defrontamo-nos com uma dificuldade insuperável: ou esses juízes compreendem o sentido do que assinaram, ou então assinaram a esmo, de supetão, num arrebatamento paroxístico que só poderia alegar em defesa própria o atenuante da insanidade. No primeiro caso, são um grupo revolucionário místico-gnóstico pelo menos tão perigoso quanto o de Jim Jones, empenhado em corrigir os erros do Todo-Poderoso mediante a supressão da realidade. No segundo, estão absolutamente incapacitados para a função judicial ou aliás para qualquer outra, sendo obrigação da corregedoria removê-los imediatamente do cargo e devolvê-los aos cuidados de suas respectivas mães, para que estas apliquem nos seus bumbuns os corretivos requeridos em casos de molecagem intolerável.&lt;br /&gt;Incapaz de atinar com algum sentido lógico ou psicológico na enormidade judiciária brasiliense, acredito no entanto que posso encontrar para ela uma explicação sociológica: Suas Excelências são o produto acabado da universidade brasileira. Quatro décadas de desconstrucionismo, multiculturalismo, “direito alternativo”, teologia da libertação e slogans politicamente corretos, sem nenhum contrapeso de racionalidade científica e educação clássica, bastam para infundir em pessoas clinicamente sãs a doença espiritual do irracionalismo anticósmico, de modo que, continuando a agir de maneira normal no dia a dia, são subitamente atacadas de autodivinização aguda quando no exercício de alguma função que lhes pareça ter relevância ideológica. Aí, sem a menor hesitação de consciência, passam a exigir que dois mais dois dêem cinco, que os pássaros voem para trás, que as vacas produzam vinho francês em vez de leite e que a soma dos ângulos internos dos triângulos dê 127,5. E fazem tudo isso acreditando cumprir uma alta missão ético-social. Já vamos para a terceira geração de estudantes brasileiros afetados por essa grotesca deformidade do espírito. Não é de espantar que, elevados ao cargo de magistrados, esses meninos tenham alguma dificuldade de discernir entre a toga judicial e a capa do Super-Homem.&lt;br /&gt;Pompeius Minimus&lt;br /&gt;Como não há nenhuma direita politicamente atuante no país, a esquerda a toda hora inventa uma, para lançar sobre ela as culpas de seus próprios crimes ou simplesmente para não ter de confessar que não tem antagonistas, que todo o seu heroísmo consiste em brandir uma espada de papelão contra sua própria sombra, num palco vazio. Mas, sendo difícil apontar nomes representativos de uma corrente política inexistente, é natural que, ao selecionar suas vítimas pré-alvejadas, ela dê preferência aos personagens mais execrados do dia, atribuindo postiçamente um sentido ideológico a atos cometidos em mero interesse próprio, de modo que a direita assim surgida ex nihilo pareça não somente existir como também ser algo de indiscutivelmente ruim. Às vezes, porém, o truque falha – pois é difícil fazer o povo enxergar algum conteúdo doutrinal nas mesquinhas bandalhices de um João Alves ou do Juiz Lalau. Nesses casos, a esquerda apela ao recurso extremo de usar alguns de seus próprios membros como palha para estufar o espantalho direitista, como fez com a família Sarney, com a socialdemocracia tucana e por fim com a mídia inteira. Essa ingratidão dos diabos, que num instante atira ao lixo pais, protetores, amigos e cúmplices de uma vida inteira, também traz algum benefício secundário, na medida em que prepara a opinião pública, sutilmente, para acostumar-se à idéia de viver no futuro paraíso socialista, onde as únicas correntes políticas existentes serão a esquerda da esquerda, o centro da esquerda e a direita da esquerda, tudo isso reunido sob o nome de “democracia aprofundada”.&lt;br /&gt;Em qualquer das duas opções, porém, a verossimilhança do boneco falhava num ponto. Que raio de direita era aquela, que nunca aparecia numa manifestação pública, que não tinha um jornal ou revista para leitura de seus militantes, que não fazia uma assembléia, uma reunião, um debate interno sequer? Como era possível que uma força onipotente, causadora de todos os males do país, só pudesse ser designada por seus efeitos remotos, sem jamais ser vista fisicamente em parte alguma?&lt;br /&gt;Como era possível que figuras tão inconexas como, por exemplo, Paulo Maluf, José Serra, Jair Bolsonaro, o embaixador dos EUA e até eu, que nunca nos falamos nem tivemos motivo para isso, compuséssemos, sem sabê-lo, uma força política coesa, organizada, capaz de bloquear maldosamente a marcha das forças populares em direção à glória final do socialismo? Que laço misterioso, que magnetismo desconhecido nos reunia em algum salão secreto da terra do nunca, tomava decisões em nosso nome sem nos avisar, baixava instruções aos esquadrões etéreos de nossos militantes compostos de pura antimatéria e, assim, impunha por toda parte o poder temível da “direita”?&lt;br /&gt;Não, não era possível continuar assim. Algum sinal físico da existência da maldita direita tinha de ser inventado. A oportunidade para isso apareceu por pura sorte, faz uma semana.&lt;br /&gt;Foi o seguinte:&lt;br /&gt;Gostem ou não gostem, o deputado Roberto Jefferson é a principal atração do circo nacional. Todos querem vê-lo, ouvi-lo, decifar o enigma do herói-patife que mandou para o beleléu a própria carreira política pelo simples prazer -- sublime, admito -- de fazer em cacos a indústria petista do crime. A Associação Comercial de São Paulo não escapou à curiosidade geral. Cometeu a imprudência de convidar seus membros e o público em geral para tirar as dúvidas numa conversa direta com o personagem. Mal sabia ela, com todos os seus cento e tantos anos de experiência, que a malícia esquerdista consegue transformar qualquer coisa em qualquer outra coisa e ainda chamar isso de “jornalismo”. Encarrega-se da mágica, desta vez, Roberto Pompeu de Toledo, tardio homônimo do general romano Pompeius Magnus, que não enfrentou as legiões de César mas realiza semanalmente proeza ainda mais dificultosa, provando que é possível fazer sucesso no jornalismo opinando com desenvoltura e segurança sobre assuntos dos quais não tem a mínima idéia. Nas mãos desse enrolador emérito, o encontro realizado no Hotel Jaraguá transmuta-se – por fim! – numa manifestação política da “direita”, com o deputado Jefferson transfigurado no Newt Gingrich brasileiro e a platéia casual, com todos os seus Pompeus de Toledo inclusos, numa massa de militantes a delirar de “entusiasmo adolescente” (sic) ante as propostas maquiavélicas de um plano de ação reacionário.&lt;br /&gt;Uma vez provada assim a existência da direita organizada, Pompeius Minimus passa à etapa seguinte: desmoralizar o inimigo antes de lhe dar tempo de passar da hipótese à realidade. Nada melhor, para esse fim, do que imputar-lhe conteúdos ideológicos inexistentes, criados por simples inversão dos méritos auto-atribuídos da esquerda. Assim, pois, se esta se alardeia a rainha da justiça social, a direita tem de ser, naturalmente, a apologista das desigualdades. Pouco importa a Pompeius Parvus que só o capitalismo tenha conseguido dar aos pobres alguma existência digna, ou que a distância econômica entre pobres e ricos, no socialismo, seja consolidada pela exclusão política dos descontentes, tornando oficial e definitiva a barreira entre as classes. Tratando-se de tomar palavras por coisas, o simples contraste semântico entre os termos “igual” e “desigual” basta como prova da infinita superioridade moral do socialismo.&lt;br /&gt;Num giro verbal ainda mais suíno, Pompeius Minor atribui aos conspiradores da direita a intenção de queimar a reputação dos esquerdistas por meio do argumento retoricamente suicida de declarar que “eles são tão ruins quanto nós”. Quem lê jornal sabe que apelar ao equivalentismo moral tem sido o último recurso do partido governista surpreendido com as calças na mão. Por meio desse expediente, ele procura atenuar as diferenças brutais entre a corrupção avulsa e incruenta de seus antecessores e o império petista do crime com todo o seu envolvimento em homicídios, conspiração com narcoterroristas internacionais e suborno maciço da classe política praticamente inteira. Pompeius Infimus eleva à enésima potência a eficácia desse truque infame, colocando-o na boca dos próprios difamados. Se ele pensa que engana a alguém com essa porcaria, deve ter razão. O Brasil está tão maluco que o pessoal já não se contenta com acreditar em duendes, mulas sem cabeça, extraterrestres, cachaça diet e propaganda petista: acredita em Roberto Pompeu de Toledo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-5557647529701566327?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/5557647529701566327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/absurdo-monumental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5557647529701566327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/5557647529701566327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/absurdo-monumental.html' title='Absurdo monumental'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3708401153400983802</id><published>2008-10-22T03:45:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T03:46:23.389-07:00</updated><title type='text'>ajudem a divulgar para o bem do mundo!</title><content type='html'>Our website &lt;a href="http://www.obamacrimes.com/"&gt;obamacrimes.com&lt;/a&gt; now has 50.7 + million hits. 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You need JavaScript enabled to view it&lt;br /&gt;' ); //--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3708401153400983802?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3708401153400983802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/ajudem-divulgar-para-o-bem-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3708401153400983802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3708401153400983802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/ajudem-divulgar-para-o-bem-do-mundo.html' title='ajudem a divulgar para o bem do mundo!'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-1755471115529269651</id><published>2008-10-08T06:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T06:21:38.436-07:00</updated><title type='text'>AS RAÍZES DO DESPROGRESSO BRASILEIRO</title><content type='html'>Assim se iniciou a exploração portuguesa no Brasil. Era o período do reinado de D. Manuel I e Cabral tratou imediatamente de avisar ao rei o descobrimento do Brasil, enviando de volta a Portugal um dos navios da frota.&lt;br /&gt;Contudo, a iniciativa da colonização não ocorreria se não fosse o interesse de outros importantes países europeus, principalmente protestantes, pelas terras do Novo Mundo. A Europa vivia um momento de perseguição religiosa liderada por autoridades da Igreja Católica Romana e seus adeptos monárquicos contra a Reforma protestante e a fé evangélica.&lt;br /&gt;Foi desse modo que, devido a fatores políticos e religiosos, protestantes franceses chegaram ao Brasil em 1557, com o apoio do grande reformador João Calvino. A colônia evangélica, instalada na Baía de Guanabara, durou de 1555 a 1567, ano em que seus homens, mulheres e crianças que sobraram foram definitivamente assassinados pelos portugueses.&lt;br /&gt;Mais tarde, nos anos de 1600, houve outra tentativa evangélica de colonizar o Brasil. A Holanda, país protestante que estava ligado ao capitalismo europeu, tentou estabelecer no Nordeste uma importante colônia. O Nordeste teve a felicidade de receber a presença do admirável administrador holandês Conde Maurício de Nassau, dotado de espírito renovador e tolerante no campo político e religioso, além de grande incentivador das ciências e das artes.&lt;br /&gt;Pouco depois, com assistência holandesa, foi impulsionada a tradução da primeira Bíblia em português, na versão de João Ferreira de Almeida, que acabou se tornando a Bíblia mais lida do Brasil. Por ter traduzido a Bíblia para o povo comum, Almeida foi condenado à morte pelos portugueses, mas os holandeses o protegeram.&lt;br /&gt;Com os holandeses, vieram também para o Nordeste banqueiros judeus. Diferente de todo o restante do Brasil português, a colonização holandesa foi acompanhada de políticas de tolerância e liberdade religiosa e incentivo ao progresso, à cultura e educação. Judeus que viviam no Brasil português preferiam se mudar para a colônia holandesa para escapar de perseguições dos portugueses.&lt;br /&gt;Os colonizadores portugueses e holandeses eram povos que tinham características completamente distintas em matéria de espiritualidade e costumes. Nos países onde predominava a Reforma protestante havia uma ruptura com a idéia de que o governo, sendo da vontade divina, podia manter os cidadãos sob um autoritarismo e controle desenfreado. Havia também a liberdade para os indivíduos e os grupos, o gosto pela pesquisa científica e pela técnica e o entusiasmo dedicado à iniciativa e a mentalidade econômica. Além disso, havia, principalmente na Holanda, liberdade para os judeus e para o capitalismo.&lt;br /&gt;Nos países católicos, especialmente depois da Contra-Reforma, constata-se a submissão total a uma autoridade hierárquica, a desconfiança em relação ao indivíduo e aos grupos, uma organização hostil à autonomia e a inovação e o preconceito antieconômico. Os judeus sofriam preconceitos e perseguições sistemáticas.&lt;br /&gt;Além desses fatores, é importante ressaltar a qualidade do fator espiritual e teológico, que colocaram as nações protestantes como os artesãos do desenvolvimento econômico mundial e da democracia moderna. Os fatores espiritual e teológico são, por excelência, determinantes. A Palavra de Deus proclamada, difundida pelo Evangelho, pode ser acolhida ou negligenciada, vivida ou deformada. E essa diferença de acolhimento determina o comportamento dos homens e molda o destino das sociedades.&lt;br /&gt;Apesar disso, os portugueses conseguiram trucidar e expulsar os holandeses do Brasil, e com eles vão embora os judeus banqueiros, a tolerância e a liberdade religiosa e o incentivo à cultura. O Nordeste voltou à normalidade intolerante, autoritária e ditatorial. Os judeus holandeses que estavam no Nordeste se mudaram para Nova Iorque, onde estabeleceram instituições financeiras que se tornaram importantes bases para solidificar a prosperidade capitalista da futura nação americana.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos acabaram sendo enriquecidos com a chegada dos judeus holandeses capitalistas. O Brasil muito perdeu com a expulsão deles. O Nordeste se transformou num deserto de falta de iniciativa, liberdade e investimento. Nunca mais se investiu tanto no Nordeste quanto os holandeses o fizeram.&lt;br /&gt;O modelo político e religioso que os brasileiros herdaram, desde as origens do Brasil, deu origem a uma das maiores debilidades políticas e sociais do mundo ocidental. Na esfera jurídica, tivemos em primeiro plano o Tribunal da Inquisição — notoriamente implacável contra os judeus — e o chamado “Direito Luso-Brasileiro” com suas ordenanças e preceitos jurídicos moldados na influência dos reis de Portugal. Tivemos também o direito romano-germânico. Todos baseados em normas escritas, veículos da opressão dos papas, reis e de congressistas.&lt;br /&gt;Já emancipado, o Brasil continuou sob essa influência parasitária. O parasitismo social criado moldou o regime imperial e republicano, consolidando-se sob a proteção de um Estado aniquilante: bom provedor de seus parasitas políticos, mas cruel e burlador em seu papel cívico e democrático.&lt;br /&gt;O Estado brasileiro existe em cima de bases autoritárias, fruto da originária influência colonizadora portuguesa, e seus esqueletos administrativos. Com isso, mais tarde, criou-se na formação da identidade nacional a figura do “salvador da Pátria”, o emblemático homem ou Estado, para que neles o povo deposite suas esperanças de forma cega e desmedida.&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos e em razão das circunstâncias mundiais, lentas, escassas e tímidas mudanças ocorreram no Brasil, graças à influência de nações de histórico predomínio protestante ou evangélico, onde o Estado (ainda que imperfeito) é equilibrado na esfera pública, transparente e pouco intrusivo na vida dos cidadãos.&lt;br /&gt;Pelo menos até recentemente, as sociedades protestantes se regulavam pelo sentido verdadeiramente conservador de elevados valores éticos na vida política, econômica e social. Depois de uma boa fase de séculos de incentivo à liberdade e ao conservadorismo, agora começam a se deteriorar pela influência em massa da ideologia socialista. Sua tolerância com tudo acabou dando acolhimento para todas as filosofias e ideologias boas e más, inclusive o socialismo.&lt;br /&gt;Entretanto, o Brasil, que mal conseguiu entrar nessa boa fase, entra agora de cabeça na deterioração do esquerdismo, sob o peso de séculos de hábito ao autoritarismo estatal herdado de Portugal.&lt;br /&gt;Com a moderna colonização socialista na mentalidade dos brasileiros, um povo inteiro substituiu (ou adaptou) a intolerância e o controle herdados de Portugal pela intolerância e controle socialista disfarçados de liberdade e democracia.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.juliosevero.com/"&gt;www.juliosevero.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;1. Os Descobrimentos Portugueses, Prof. Luís de Albuquerque, da Academia Portuguesa da História e da Academia das Ciências de Lisboa; publ. Alfa, Portugal; 1983.&lt;br /&gt;2. A Força Oculta dos Protestantes, André Biéler, Ed. Cultura Cristã, 1999.&lt;br /&gt;“Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”.Isaías 59.14&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-1755471115529269651?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/1755471115529269651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/as-razes-do-desprogresso-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/1755471115529269651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/1755471115529269651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/10/as-razes-do-desprogresso-brasileiro.html' title='AS RAÍZES DO DESPROGRESSO BRASILEIRO'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-3082071767296781603</id><published>2008-08-29T06:44:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T06:45:53.225-07:00</updated><title type='text'>O BRASIL PRECISA SABER DE MAIS ESTE BARBARISMO DOS GOVERNANTES....</title><content type='html'>Mato Grosso do Sul por Denis Lerrer Rosenfield Fonte: O Estado de São Paulo Amigos do Brasil: MATO GROSSO DO SUL pede socorro. Querem nos transformar numa grande aldeia indígena. A FUNAI quer fazer uma demarcação que atingiria aproximadamente 26 municipios. Somente as áreas mais produtivas do Estado. Nada contra a população indígena que aqui vive, nossos irmãos. O que ocorre é que não se trata de preservar os interesses das minorias indigenas e sim dos interesses das minorias corruptas e safadas que impregnam o nosso país. Existe muito dinheiro envolvido. Dinheiro de Ong's internacionais. Será que eles estão preocupadas com os indios? Claro que não. Aqui temos a maior reserva de agua doce do planeta. Estamos em pleno desenvolvimento agrícola e somos o celeiro do Brasil. Fazemos frente em produção agrícola para os maiores produtores de soja do mundo (EUA por exemplo). A população do Estado está se mobilizando, precisamos do apoio do restante do país. Por favor leiam a declaração abaixo e vocês irão entender o que existe por trás desta 'boa intenção'. Esta matéria, publicada no jornal Estado de São Paulo, também os ajudará a entender o nosso dilema. Parece não haver mais limites para a ação da Funai de demarcação de terras indígenas, como se o País fosse um imenso território virgem suscetível de qualquer reconfiguração territorial. Um Estado federativo passaria a reger-se por portarias e atos administrativos do Poder Executivo que criariam 'nações' que, doravante, conviveriam com 'outros Estados'. Não estaria longe o dia em que essas 'nações' passariam a tratar a 'nação brasileira' em pé de igualdade, solicitando, inclusive, reconhecimento internacional e autonomia política.&lt;br /&gt;Em 14 de julho deste ano, a Funai editou seis portarias visando à demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul. As portarias abrangem 26 municípios e dizem respeito a uma área potencial total de 12 milhões de hectares, correspondendo aproximadamente a um terço do território estadual. Em sua redação, as portarias não visam especificamente a uma propriedade ou área determinada, mas têm abrangência tal que qualquer propriedade poderia vir a ser atingida. Há uma ameaça real que paira sobre toda essa região, criando uma insegurança jurídica prejudicial aos produtores, aos trabalhadores, aos investimentos e à própria autonomia do Estado de Mato Grosso do Sul. Observe-se que se trata de uma área extremamente fértil, povoada, rica em recursos, com produtores lá instalados há décadas, com títulos de propriedade e uma situação perfeitamente estabelecida. De repente, o que se considerava uma situação estável, segura, se vê subitamente em perigo graças a atos administrativos da Funai, que passa a considerar esse Estado como um molde aguardando uma nova forma, imposta de fora. Ressalte-se que uma portaria, que é um ato do Poder Executivo, passa a legislar sobre o direito de propriedade e o pacto federativo, sem que o Poder Legislativo interfira minimamente nesse processo. Um funcionário de terceiro escalão passa a valer mais do que um deputado, um senador e, mesmo, um governador de Estado. Há, evidentemente, uma anomalia em questão. Imagine-se um Estado que pode ser repentinamente amputado de um terço de seu território, o qual passaria à legislação federal indígena graças a portarias e estudos ditos antropológicos. O poder concentrado nessas poucas mãos é francamente exorbitante. Não se trata de uma questão pontual, relativa, por exemplo, a uma aldeia indígena em particular, mas de uma questão que envolve um conjunto macro, que atinge fortemente o direito de propriedade, base de uma sociedade livre, e a configuração territorial de um ente federativo.&lt;br /&gt; Da forma como as portarias foram publicadas, elas podem acarretar uma demarcação que produziria, entre outras conseqüências, desemprego para os trabalhadores dessa região, a anulação de títulos de propriedade, a perda de arrecadação tributária, a retração de investimentos, a desvalorização das terras legitimamente adquiridas e uma completa desorganização territorial. Pense-se num novo investimento que estaria por vir para esse Estado e, por analogia, para qualquer outro ente federativo. Poderiam os investidores aplicar os seus recursos em propriedades que estão sob litígio judicial? É a mesma situação de um cidadão que estaria pronto para comprar um apartamento. Colocaria os seus recursos num imóvel que fosse objeto de disputa judicial? Certamente preferiria comprar um outro imóvel que lhe desse segurança jurídica. Se, porventura, ainda decidisse fazer o negócio, exigira um preço menor pelo risco corrido, com perda para o vendedor, que veria o valor do seu bem esvair-se de suas mãos. O paradoxal é que a Funai diz fazer 'justiça' e o 'faz' com os recursos alheios! Não se repara uma 'injustiça' criando outra! Engana-se quem pensa que se trata de uma questão que afeta somente os produtores rurais. Trata-se de uma questão muito mais ampla, que concerne a todos os cidadãos sul-mato-grossenses e, através destes, os cidadãos brasileiros em geral. Na recente demarcação da Raposa Serra do Sol, em Roraima, o problema estava localizado numa distante região do País, como se outras regiões e outros Estados não estivessem implicados. Ora, estamos vendo que o longínquo se torna próximo e o particular se torna de interesse geral. A Constituição brasileira, nos artigos relativos às terras indígenas, estabelece claramente que se trata de terras que os índios 'tradicionalmente ocupam', sendo o verbo conjugado no presente. Ele não está conjugado no passado, como se o que estivesse em questão fossem terras que fariam ancestralmente parte de tribos que teriam vivido em tal território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há hoje uma tendência antropológica e política de fazer outra leitura, claramente inconstitucional, como se uma portaria e um estudo antropológico valessem mais do que a Constituição. Assim, passam à identificação de um processo de demarcação conjugado no passado, para o qual qualquer 'prova' passa a valer, apagando toda a História brasileira. Hipoteticamente, consideremos, porém, que esse argumento antropológico-político tivesse validade e se aplicasse a qualquer porção do território nacional. Quais foram as primeiras cidades a que chegaram os portugueses? Salvador e Rio de Janeiro. É de todos conhecido, por relatos históricos e quadros, que se tratava de regiões tradicionalmente ocupadas por indígenas. Se fôssemos seguir esse argumento à risca, chegaríamos à conclusão de que estamos diante de terras indígenas, que deveriam ser demarcadas. Até poderíamos dizer que as provas seriam mais contundentes do que aquelas relativas à região sul do Estado de Mato Grosso do Sul. O que pensa a Funai fazer? Expropriar essas cidades? O que faria com as suas populações, seus empregos, suas propriedades, suas escolas, seus hospitais, seus postos de saúde, suas ruas e seus parques? Criaria ela uma 'nova nação' nesses territórios 'liberados'? Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.Fonte: O Estado de São Paulo&lt;br /&gt; divulgação Mato Grosso do Sul por Denis Lerrer Rosenfield&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-3082071767296781603?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/3082071767296781603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/08/o-brasil-precisa-saber-de-mais-este.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3082071767296781603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/3082071767296781603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/08/o-brasil-precisa-saber-de-mais-este.html' title='O BRASIL PRECISA SABER DE MAIS ESTE BARBARISMO DOS GOVERNANTES....'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-8263437735152848738</id><published>2008-08-09T19:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T19:44:36.948-07:00</updated><title type='text'>Governo mundial: realidade ou mito?</title><content type='html'>O Governo Mundial não é uma ameaça: é uma realidade; já está instalado e em pleno funcionamento. O que ocorre é que quem está submerso no processo não percebe, tal como Maria Antonieta que, ao mandar o povo comer brioches já estava quase sem cabeça e não sabia de nada! Quem tem autoridade moral – e logo, logo, militar – sobre todo o mundo hoje em dia? Quem dita as normas de conduta ética? Quem tem o poder de guerra e de paz? Não é a Organização das Nações Unidas?&lt;br /&gt;Estamos acostumados a tomar como certo tudo que a ONU diz e determina. Suas estatísticas são incontestáveis. Suas recomendações são ordens. Tudo que de lá vem é bom, por princípio! Pois não é lá que se defende a paz e a harmonia entre os homens? Uma espécie de deus de uma religião pagã? Seus funcionários se metem em tudo através das diversas ‘agências’ – sofisma que será empregado até poderem usar o nome verdadeiro: Ministérios Mundiais! A burocracia já atingiu níveis nunca alcançados em nenhum outro lugar, nem mesmo na URSS. Recomendo darem uma olhada em &lt;a href="http://www.unsystem.org/"&gt;http://www.unsystem.org/&lt;/a&gt; para verificarem o grau com que estamos aprisionados à ela. São mais de 130 agências, comissões, sub-comissões, delegacias, inspetorias, etc., das quais conhecemos uma parte ínfima mas pelas quais já se pode perceber o tremendo poder de que dispõem.&lt;br /&gt;É a UNESCO que determina os currículos do mundo inteiro (ver meu True Lies para saber a origem dos mesmos). É a OMS que diz o que podemos comer, como devemos cuidar de nosso corpo e mente, que medidas sanitárias devemos usar. A OMC determina como deve ser o comércio mundial. A AIEA determina quem pode ter armas nucleares. A UNICEF estabelece as categorias nas quais temos que cuidar de nossos filhos, quantos devemos ter. A FAO distribui os plantios agrícolas. O complexo bancário FMI/BANCO MUNDIAL/BID decide quais países serão economicamente viáveis, quais devem falir (como fizeram com a Argentina após a Guerra das Malvinas/Falklands, no que Estulin está absolutamente correto). São tantas as ‘agências/ministérios’ que nem sei quem determina a falácia chamada IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.&lt;br /&gt;Da mesma forma que a campanha contra o fumo foi um teste bem sucedido, como denuncia Estulin, para medir o grau de sujeição hipnótica da população mundial, a campanha do desarmamento também o é. A absurda aversão ao cigarro e aos fumantes prova que uma propaganda subliminar bem feita é capaz de converter facilmente milhões em robôs ou cães de Pavlov: toca a campainha os cães salivam, acenda um cigarro e os robôs se enchem de indignação! Ninguém se espante se algum dia a OMS disser que andar de quatro faz bem para a coluna, aumente exponencialmente o número de quadrúpedes na Terra, todos alegrinhos com as ‘melhoras’ obtidas.&lt;br /&gt;A mesma coisa se esperava da campanha pelo desarmamento. Como tudo na ONU passa necessariamente pelo Conselho de Segurança, como é que alguém pode acreditar que o desarmamento interessa à ONU se os cinco Membros Permanentes, com direito de veto, são os cinco maiores produtores e exportadores de armas do mundo? Ingenuidade tem limite, a partir do qual é burrice! A prevista oposição dos EUA permite aos demais votarem tranqüilos contra seus próprios interesses econômicos pois sabem que a culpa recairá, como sempre nos malvados EUA fazedores de guerra. Mas os EUA não são inocentes! O que impede seu governo de votar a favor e fingir-se de bonzinho é algo que tem mais de 200 anos: a Segunda Emenda à Constituição – e é dificílimo emendar a Constituição - e o poderoso lobby da NRA, National Rifle Association. A campanha anti-fumo começou pelos EUA, povo extremamente preocupado com a saúde; a do desarmamento pelo Brasil, possivelmente por ser considerado um povo atrasado, governado por paus mandados da ONU e fácil de convencer. Mas não contavam com o fato de que há vida inteligente por aqui capaz de organizar uma eficiente campanha para se descolar da pecha de defensores das armas em si, e se mostrar defensores do direito do cidadão à sua defesa e de sua família. A organização Pela Legítima Defesa, a APADDI-ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE DEFESA DOS DIREITOS E DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS, e a ONG Viva Brasil conseguiram reverter uma derrota certa em acachapante vitória.&lt;br /&gt;A MISTIFICAÇÃO HIPNÓTICA&lt;br /&gt;Criada dos escombros de uma das mais sangrentas guerras da história humana por uma população exausta ansiando por paz após seis anos de matanças, a ONU teve as condições propícias para já nascer hipnótica: as pessoas queriam se convencer de que a paz eterna é possível se criado um mecanismo internacional de diálogo entre as nações. Aí fica fácil iludir todo mundo, pois esta é a única condição sine qua non para o hipnotismo: o paciente desejá-lo. Mesmo seu inspirador não tendo as qualificações adequadas para defensor da paz: Josef Stalin, o segundo maior carniceiro da história só perdendo para seu dileto discípulo Mao Zedong. A organização já nasceu fruto da mentira pois um dos países fundadores, a URSS, jamais pretendeu respeitar a Declaração dos Direitos do Homem que cinicamente aprovava. Com o nascimento da ONU nascia simultaneamente a assimetria entre o tratamento dado às Nações: enquanto as democracias passaram a ser cobradas permanentemente pelo respeito aos direitos humanos, as ditaduras comunistas defendiam para si o hipócrita ‘princípio da autodeterminação dos povos e da não interferência em assuntos internos’. Hoje o Islã faz exatamente a mesma coisa!&lt;br /&gt;É impressionante como pessoas que se dizem céticas, não acreditam, p.ex., em pesquisas eleitorais que em algum tempo se encontrarão com a realidade dos votos e serão desmascaradas se erradas, ao mesmo tempo têm uma fé cega nas estatísticas da ONU e tudo que vem de lá. Quem checa as estatísticas da ONU? Quem pode refutá-las e desmascará-las? Isto é impossível – seria necessário uma organização de igual tamanho. Acredita-se na autenticidade delas por quê? Fé? Dados que não podem ser refutados podem ser fraudados no sentido de atingir seus fins de dominação mundial.&lt;br /&gt;Não é sem base que desconfio pois existe um sem-número de falsidades envolvendo esta organização, além das já apontadas. A começar pelo seu objetivo: supostamente, a paz. Seu belo símbolo – um globo terrestre branco sobre fundo azul celeste – convida à paz e à tranqüilidade. Mas a pomba branca da paz mais ainda e poucos sabem que foi encomendada por Stalin a Picasso, que além de oportunista era comunista – para hipnotizar o Ocidente com suas intenções ‘pacíficas’ e espalhar a crença de que os países comunistas, onde se matava oficialmente por qualquer vintém, eram os ‘povos amantes da paz’ em oposição aos países capitalistas, cruéis fazedores de guerras.&lt;br /&gt;A ONU não quer a paz, é pura lorota! Quer é a guerra; quanto mais guerra mais justifica sua necessidade e mais se apresenta como a única solução. Se acabarem-se as guerras, acaba a ONU! Alguém acredita que interessa aos médicos acabar com todas as doenças e ficar desempregados? Ou que interessa aos advogados fazerem leis simples que todos entendam e possam se defender sozinhos? Claro que não, mas a grande maioria acredita que a ONU quer a paz – e sua conseqüente auto-extinção! Para não ir muito longe leio aqui mesmo no Mídia Sem Máscara um artigo de Caroline Glick em que ela diz que o Hezbollah e seus aliados ganharam o último round do conflito com Israel. Pode até ser que no plano tático sim, mas no plano estratégico de longo prazo só a ONU saiu ganhando com o aumento dos efetivos da UNIFIL para supervisionar o re-armamento do Hezbollah, novos foguetes sobre Israel, nova reação ‘desproporcional’, novo cessar-fogo, nova Resolução e mais capacetes azuis! Perdem Israel, Hezbollah, Líbano, Síria e Irã.&lt;br /&gt;Para os donos do mundo que usam a ONU como instrumento não interessa a mínima ganhos táticos nem se importam com número de mortos, feridos, crianças, velhos; só interessa a estratégia de longo prazo de domínio mundial.Perde principalmente os EUA, a única potência que poderia enfrentar a ONU simplesmente se retirando, parando de subsidiá-la e a expulsando das margens do East River! Quando Bush atacou o Iraque contrariando as decisões do Conselho de Segurança, deu o primeiro passo do que acreditei seria a desmoralização total da ONU. Mas não prosseguiu, apesar de ter nomeado John Bolton como Embaixador, que é um dos poucos que sabe realmente o que é a ONU. É a última esperança.&lt;br /&gt;(*) Heitor De PaolaO autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (&lt;a onclick="'" href="http://www.midiasemmascara.com.br/" target="'"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/&lt;/a&gt;) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da &lt;a onclick="'" href="http://www.midiasemmascara.com.br/" target="'" sid="3749&amp;quot;'"&gt;organização comunista clandestina,&lt;/a&gt;&lt;a onclick="'" href="http://www.midiasemmascara.com.br/" target="'" sid="3749&amp;quot;'"&gt; Ação Popular (AP)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-8263437735152848738?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/8263437735152848738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/08/governo-mundial-realidade-ou-mito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8263437735152848738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8263437735152848738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/08/governo-mundial-realidade-ou-mito.html' title='Governo mundial: realidade ou mito?'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-511128456691557528</id><published>2008-06-26T05:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T06:01:14.518-07:00</updated><title type='text'>O QUE SIGNIFICA - POLITICAMENTE CORRETO</title><content type='html'>Muitos de nós fazemos uma ideia do que é o politicamente correcto (PC), pela repetição de informações transmitidas pelos mídia.O PC não teve origem recente; remonta a sua utilização como instrumento ideológico, ao tempo da I Guerra Mundial. Quando Karl Marx escreveu o “Manifesto Comunista” (séc. 19), ficou bem claro que ideologia que nascia assentava em duas vertentes básicas: O Marxismo Económico, que defende a ideia de que a História é determinada pela propriedade dos meios de produção, e o Marxismo Cultural, que defende a ideia de que a História é determinada pelo Poder através do qual, grupos sociais (para além das classes sociais) definidos pela raça, sexo, etc., assumem o poder sobre outros grupos. Até à I Guerra Mundial, o Marxismo Cultural não mereceu muita atenção, que se concentrou praticamente toda no Marxismo Económico, que deu origem à revolução bolchevista (URSS).&lt;br /&gt;O Marxismo Cultural é uma sub-ideologia do Marxismo (a “outra face da moeda” é o marxismo económico), e como todas as ideologias, tende inexoravelmente para a implantação de uma ditadura, isto é, para o totalitarismo.&lt;br /&gt;À semelhança do Marxismo Económico, o Marxismo Cultural (ou Politicamente Correcto) considera que os trabalhadores e os camponeses são, à partida, “bons”, e que a burguesia e os capitalistas são, a priori, “maus”. Dentro das classes sociais assim definidas, os marxistas culturais entendem que existem grupos sociais “bons” (como as mulheres feministas — porque as mulheres não-feministas são “más” ou “ignorantes”), os negros e os homossexuais – para além dos muçulmanos, dos animistas, dos índios, dos primatas superiores, etc.. Estes “grupos sociais” (que incluem os primatas superiores — chimpanzés, gorilas, etc.) são classificados pelos marxistas culturais como sendo “vítimas” e por isso, são considerados como “bons”, independentemente do que os seus membros façam ou deixem de fazer. Um crime de sangue perpetrado por um homossexual é visto como “uma atitude de revolta contra a sociedade opressora”; o mesmo crime perpetrado por um heterossexual de raça branca é classificado como um “acto hediondo de um opressor”. Segundo o Marxismo Cultural, o “macho branco” é o equivalente ideológico da “burguesia” no Marxismo Económico.&lt;br /&gt;Enquanto que o Marxismo Económico baseia a sua acção no acto de expropriação (retirada de direitos à propriedade), o Marxismo Cultural (ou PC) expropria direitos de cidadania, isto é, retira direitos básicos a uns cidadãos para, alegadamente, dar direitos acrescidos e extraordinários a outros cidadãos, baseados na cor da pele, sexo ou aquilo a que chamam de “orientação sexual”. Nesta linha está a concessão de quotas de admissão, seja para o parlamento, seja no acesso a universidades ou outro tipo de instituições, independentemente de critérios de competência e de capacidade.&lt;br /&gt;Enquanto que o método de análise utilizado pelo Marxismo Económico é baseado no Das Kapital de Marx (economia colectivista marxista), o Marxismo Cultural utiliza o desconstrucionismo filosófico e epistemológico explanado por ideólogos marxistas como Jacques Derrida, que seguiu Martin Heidegger, que bebeu muita coisa em Friederich Nietzsche.O Desconstrucionismo, em termos que toda a gente entenda, é um método através do qual se retira o significado de um texto para se colocar a seguir o sentido que se pretende para esse texto. Este método é aplicado não só em textos, mas também na retórica política e ideológica em geral. A desconstrução de um texto (ou de uma realidade histórica) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por aquilo que se pretende. Por exemplo, a análise desconstrucionista da Bíblia pode levar um marxista cultural a inferir que se trata de um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro sexo; ou a análise desconstrucionista das obras de Shakespeare, por parte de um marxista cultural, pode concluir que se tratam de obras misóginas que defendem a supressão da mulher; ou a análise politicamente correcta dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, levaria à conclusão de que se trata de uma obra colonialista, supremacista, machista e imperialista. Para o marxista cultural, a análise histórica resume-se tão só à análise da relação de poder entre grupos sociais.O Desconstrucionismo é a chave do politicamente correcto (ou marxismo cultural), porque é através dele que surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a supressão da hierarquia de valores, constituindo-se assim, a antítese da Ética civilizacional europeia.&lt;br /&gt;António Gramsci&lt;br /&gt;Com a revolução marxista russa, as expectativas dos marxistas europeus atingiram um ponto alto. Esperava-se o mesmo tipo de revolução nos restantes países da Europa. À medida que o tempo passava, os teóricos marxistas verificaram que a expansão marxista não estava a ocorrer. Foi então que dois ideólogos marxistas se dedicaram ao estudo do fenómeno da falha da expansão do comunismo marxista: António Gramsci (Itália) e George Lukacs (Hungria).Gramsci concluiu que os trabalhadores europeus nunca seriam servidos nos seus interesses de classe se não se libertassem da cultura europeia – e particularmente da religião cristã. Para Gramsci, a razão do falhanço da expansão comunista marxista estava na cultura e na religião. O mesmo conclui Lukacs.&lt;br /&gt;Em 1923, por iniciativa de um filho de um homem de negócios riquíssimo de nacionalidade alemã (Félix Veil), que disponibilizou rios de dinheiro para o efeito, criou-se um grupo permanente (“think tank”) de estudos marxistas na Universidade de Frankfurt. Foi aqui que se oficializou o nascimento do Politicamente Correcto (Marxismo Cultural), conhecido como “Instituto de Pesquisas Sociais” ou simplesmente, Escola de Frankfurt – um núcleo de marxistas renegados e desalinhados com o marxismo-leninismo.&lt;br /&gt;Max Horkheimer&lt;br /&gt;Em 1930, passou a dirigir a Escola de Frankfurt um tal Max Horkheimer, outro marxista ideologicamente desalinhado com Moscovo e com o partido comunista alemão. Horkheimer teve a ideia de se aproveitar das ideias de Freud, introduzindo-as na agenda ideológica da Escola de Frankfurt; Horkheimer coloca assim a tradicional estrutura socio-económica marxista em segundo plano, e elege a estrutura cultural como instrumento privilegiado de luta política. E foi aqui que se consolidou o Politicamente Correcto, tal como o conhecemos hoje, com pequenas variações de adaptação aos tempos que se seguiram. Surgiu a Teoria Crítica.&lt;br /&gt;O que é a Teoria Crítica? As associações financiadas pelo nosso Estado e com o nosso dinheiro, em apoio ao activismo gay, em apoio a organizações feministas camufladas de “protecção à mulher”, e por aí fora – tudo isso faz parte da Teoria Crítica do marxismo cultural, surgida da Escola de Frankfurt do tempo de Max Horkheimer. A Teoria Crítica faz o sincretismo entre Marx e Freud, tenta a síntese entre os dois (“a repressão de uma sociedade capitalista cria uma condição freudiana generalizada de repressão individual”, e coisas do género).No fundo, o que faz a Teoria Crítica? Critica. Só. Faz críticas. Critica a cultura europeia; critica a religião; critica o homem; critica tudo. Só não fazem auto-crítica (nem convém). Não se tratam de críticas construtivas; destroem tudo, criticam de forma a demolir tudo e todos.&lt;br /&gt;Marcuse&lt;br /&gt;Por essa altura, aderiram ao bando de Frankfurt dois senhores: Theodore Adorno e Herbert Marcuse. Este último emigrou para os Estados Unidos com o advento do nazismo.Foi Marcuse que introduziu no Politicamente Correcto (ou marxismo cultural) um elemento importante: a sexualidade. Foi Marcuse que criou a frase “Make Love, Not War”. Marcuse defendeu o futuro da Humanidade como sendo uma sociedade da “perversidade polimórfica”, na linha das profecias de Nietzsche.Marcuse defendeu também, já nos anos trinta do século passado, que a masculinidade e a feminilidade não eram diferenças sexuais essenciais, mas derivados de diferentes funções e papéis sociais; segundo Marcuse, não existem diferenças sexuais, senão como “diferenças construídas”.Marcuse criou a noção de “tolerância repressiva” – tudo o que viesse da Direita tinha que ser intolerado e reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser tolerado e apoiado pelo Estado. Marcuse é o pai do Politicamente Correcto moderno.&lt;br /&gt;O sucesso de expansão do Marxismo Cultural na opinião pública, em detrimento do Marxismo Económico, deve-se três razões simples: a primeira é que as teorias económicas marxistas são complicadas de entender pelo cidadão comum, enquanto que o tipo de dedução primária do raciocínio PC, aliado à fantasia de um mundo ideal e sem defeitos, é digno de se fazer entender pelo mentecapto mais empedernido. A segunda razão é porque o Politicamente Correcto critica por criticar, pratica a crítica destrutiva até à exaustão – e sabemos que a adesão popular (da juventude, em particular) a este tipo de escrutínio crítico é enorme. A terceira razão é que o antropocentrismo do marxismo económico falhou, como sistema social e económico, em todo o mundo; resta ao Marxismo a guerrilha cultural.&lt;br /&gt;O que se está a passar hoje na sociedade ocidental, não é muito diferente do que se passou na União Soviética e na China, num passado recente. Assistimos ao policiamento do pensamento, à censura das ideias, rumo a uma sociedade totalitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o texto original em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://espectivas.wordpress.com/o-que-e-o-politicamente-correcto/"&gt;http://espectivas.wordpress.com/o-que-e-o-politicamente-correcto/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-511128456691557528?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/511128456691557528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/06/o-que-significa-politicamente-correto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/511128456691557528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/511128456691557528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/06/o-que-significa-politicamente-correto.html' title='O QUE SIGNIFICA - POLITICAMENTE CORRETO'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6815757194884100227</id><published>2008-05-12T04:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T04:38:56.631-07:00</updated><title type='text'>Gramsci e o Socialismo Brasileiro</title><content type='html'>Gramsci e o “socialismo” brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anatoli Oliynik ( * )&lt;br /&gt;Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil. Inicialmente, pelo governo anterior, e agora pelo atual, cuja nomenklatura (1) segue com rigor as orientações dos intelectualóides que compõem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere , de Gramsci.&lt;br /&gt;Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o “socialismo” brasileiro?&lt;br /&gt;Antonio Gramsci (1891-1937), filósofo e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).&lt;br /&gt;Durante sua prisão na Itália em 1926, que se prolongou até 1935, escreveu inúmeros textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título Cadernos do Cárcere . Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.&lt;br /&gt;Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária. A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori , representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.&lt;br /&gt;A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços” , cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.&lt;br /&gt;A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, e estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia” :&lt;br /&gt;“A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.&lt;br /&gt;Quanto à “ocupação de espaços” , pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos têm a missão de fazer a conexão com a primeira técnica – a “hegemonia” .&lt;br /&gt;Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica ( escolas , universidades , editoras , meios de comunicação social , sindicatos etc .), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário. Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo sistema de governo, especialmente o último e o atual.&lt;br /&gt;Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica.&lt;br /&gt;Segundo a doutora Marli Nogueira:&lt;br /&gt;“É essa "hegemonia" que faz com que todos os brasileiros, independentemente da idade, da condição sócio-econômica e do grau de instrução que tenham atingido, pensem de maneira uniforme sobre todo e qualquer assunto, nacional ou internacional. O poder de manipulação é tamanho, que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta. Os exemplos são numerosos: do desarmamento, ao aborto, da guerra do Iraque à eutanásia, do movimento gay às políticas sociais, do racismo ao trabalho escravo, da inculpação social pelos crimes individuais à aceitação do caráter ´social´ de movimentos guerrilheiros (MST, FARC, MIR, ETA, etc.), todos eles visando destruir, por completo, valores que a sociedade tinha entranhados em sua alma, mas que, justamente por isso, não servem aos interesses do partido. É que esses valores representam um conjunto de virtudes diametralmente opostas aos conceitos que o partido deseja inserir no corpo social e que servirão de embasamento para as transformações que pretende implantar”.&lt;br /&gt;“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer ´agora estamos prontos para ter realmente uma ´democracia´ (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa ´volta à democracia´ se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais”.&lt;br /&gt;Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito” , toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.&lt;br /&gt;Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.&lt;br /&gt;Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o último dos moicanos às avessas considerando que seus discipulos Chávez, Lula, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere , de Antônio Gramsci.&lt;br /&gt;Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.&lt;br /&gt;Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado.&lt;br /&gt;O entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo. Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa – imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro. A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos.&lt;br /&gt;A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebido pelo povo brasileiro.&lt;br /&gt;O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta do aluno aplicado, que deseja superar ao “velho mestre moicano, às avessas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6815757194884100227?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6815757194884100227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/05/gramsci-e-o-socialismo-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6815757194884100227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6815757194884100227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/05/gramsci-e-o-socialismo-brasileiro.html' title='Gramsci e o Socialismo Brasileiro'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-1876982042255970339</id><published>2008-05-10T05:40:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T05:43:32.228-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu canal de vídeos no Youtube;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/user/andrechilano"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;http://br.youtube.com/user/andrechilano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-1876982042255970339?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/1876982042255970339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/05/meu-canal-de-vdeos-no-youtube-httpbr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/1876982042255970339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/1876982042255970339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/05/meu-canal-de-vdeos-no-youtube-httpbr.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6480870404053220630</id><published>2008-04-28T06:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T02:16:28.760-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vejam este ¨achado¨. São 9 vídeos depoimento de um ex-agente da KGB Soviética  &lt;span style="color:#663333;"&gt;yuri Bezmenov&lt;/span&gt;, onde ele explica em detalhes toda a estratégia comunista para desmoralizar e desestabilizar a sociedade norte americana. Isto serve de alerta para o que está atualmente acontecendo em nosso país e continente sul americano! Se alguem ainda tem dúvidas sobre a intenção desses agentes do mal em nossa sociedade, e acha que tudo não passa de teorias conspiratórias, que tire suas conclusões aqui e agora!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aZ1yoKcaAT0"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aZ1yoKcaAT0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CpNAzceMsCw"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CpNAzceMsCw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jo7j17yX8eg"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jo7j17yX8eg" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/crJV6nrb6pI"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/crJV6nrb6pI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OH3LkxPagCc"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OH3LkxPagCc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Wt3K9NH58Z0"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Wt3K9NH58Z0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sétimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AusIQ4bBJOU"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AusIQ4bBJOU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitavo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gY6JkLASg9Y"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gY6JkLASg9Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VVwnFFwL9IE"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VVwnFFwL9IE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6480870404053220630?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6480870404053220630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/04/vejam-este-achado-so-9-vdeos-depoimento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6480870404053220630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6480870404053220630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/04/vejam-este-achado-so-9-vdeos-depoimento.html' title=''/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-7778688986471493978</id><published>2008-03-14T01:49:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T01:52:06.411-07:00</updated><title type='text'>A Ideologia para a uma nova cultura centralizada em Deus</title><content type='html'>UNIFICATION THOUGHT: PHILOSOPHY AND IDEOLOGY FOR THE COMING NEW CULTURE CENTERED ON GOD&lt;br /&gt;THE URGENT INTELLECTUAL TASK: A NEW IDEOLOGY BASED ON THEISM AND THE UNIVERSAL VALUES COMMON TO ALL THE WORLD'S MAJOR RELIGIONSIN REVEREND MOON'S WORDS: Unification Thought is "A new view of life, a new view of the world, universe and the providence of history that has never before existed. It is also a principle of integration that can encompass the whole into one unity, while at the same time preserving the individual characteristics of all religious doctrines and philosophies." He explained further, "God's truth is sent to earth as revelation given through certain providential persons. God's truth is the absolute truth, which is an almighty key capable of solving any problem, no matter how difficult it may be. I have encountered the living God through a lifetime of prayer and meditation, and have been given this absolute truth. Its remarkable contents clarify all the secrets hidden behind the entire universe, behind human life and behind human history."One of the most urgent tasks of these times of conflict between religions iis the establishment of a universal philosophy and an ideological system based on theism and universal values common to all religions. WHAT IS UNIFICATION THOUGHT?:Unification Thought is the philosophical systematization of the Divine Principle received as revelation by Reverend Moon and systematized by his early disciple, Dr. San Hun Lee, It is a philosophical theory covering the questions of being, logic, cognition, value, art, history, and practice. It assumes theological nature in that it deals with the attributes of God, creation, providence, etc. It offers a theory of standards for solving actual problems, a reform theory which is aimed at restoration to the original world, a complementary theory which recognizes the truth in existing philosophies and theologies, a theory for cultural revolution which provides the basis for the culture of the Kingdom of Heaven, and a true liberation theory which aims to liberate all humankind from Satan and thus to liberate God. As Dr. Lee has said, "Unification Thought begins with God in its logical development. That is to say, this thought system starts with the theory of the attributes of God and the theory of His creation. Thus, the first premise in the establishment of Unification Thought is the clarification of the attributes of God. The second premise is the creation of the universe, and the third premise is creation according to the law of resemblance. The reason why these three points are chosen as the premises for its logical development is that Unification Thought is revealed for the salvation of mankind through the settlement of actual problems." Faith and Reason: Unification Thought is a philosophy that is meant to be practically applied; it intends to provide the ideological basis for a global society in which true love (unselfish living for others) is the way of life and all actual problems of the individual and society can be solved. However, does the fact that it is based on God mean that accepting Unification Thought is a matter of faith? According to Dr. Lee, it does not. UnificationThought is scientifically tenable. Two major hypotheses in its ontology, the Theory of the Original Image, are verified by scientific observation. These are that God is the harmonious Subject of the dual characteristics of Sung Sang and Hyung Sang and of the dual characteristics of Yang and Yin. Since all things created according to the Law of Resemblance resemble God, they should reflect these two types of dual characteristics of God. By examining the characteristics of human beings, animals, plants and minerals, these hypotheses are verified. Thus, it need not be a matter of faith to accept Unification Thought.Unification Thought is a comprehensive philosophical system. It begins with the Theory of the Original Image, an understanding of the nature and characteristics of God, the creator of the universe. This theory states that God's central aspect is "Shim Jung" or heart, the source of love, and that God's purpose in creating was to produce joy through love. Secondly, one section of Ontology deals with all created things except human beings, and another (the Theory of Original Human Nature) deals with human beings. According to Unification Thought, all things were created to be the object partners of humankind with the purpose of producing joy. Human beings were created in the image of God, as God's children with eternal spiritual life, to exercise loving dominion over all creation and to be object partners of love to God. (Note: the term "object" in Unification Thought does not refer only to things, but may also refer to human beings) These three theories form the root from which all other theories are developed, namely Axiology, Epistemology, Logic, Education, Ethics, Art, and History. Unification Epistemology deals with issues of cognition (its origin, object, and method), while Unification Logic complements the insufficiencies of traditional logics. Axiology, the theory of values, provides the foundation for the theories of Education, Ethics, and Art, which correspond to the values of truth, goodness, and beauty, which are sought by the three functions of mind: intellect, will, and emotion, respectively. The Theory of Education proposes three types of education, of heart, norm, and intellect, which correspond to God's three blessings in Genesis 1:28 (to be fruitful, multiply, and have dominion). The Theory of Ethics states that the most fundamental ethical system is the God-centered family. The Theory of Art details the elements of beauty, the conditions for creative work, and the conditions for appreciation. And, finally, the Theory of History shows God's providence of restoration working in history through the laws of creation and restoration. Thus, Unification Thought is a system which provides the basis for a new culture, the culture of the Kingdom of Heaven on Earth. The contents of Unification Thought encompass Ontology, the Theory of the Original Human Nature, Epistemology, Axiology, Ethics, the Theory of History, Logic, Pedagogy, and the Theory of Arts. Since Ontology is the most fundamental theory of the Unification Thought, it is dealt with in comparatively greater detail. As a theistic system, Unification Thought assumes creation by God and the action of Divine Providence in the process of human history. It finds the ultimate cause of today's social chaos and international disputes at the beginning of history. It attempts to solve the various realistic problems in a new dimension by recognizing the Human Fall at the beginning of history, the action of the Divine Providence in the process of human history, and the responsibility of people to inaugurate a new, ideal God-centered world.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-7778688986471493978?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/7778688986471493978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/03/ideologia-para-uma-nova-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/7778688986471493978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/7778688986471493978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/03/ideologia-para-uma-nova-cultura.html' title='A Ideologia para a uma nova cultura centralizada em Deus'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-4421475836774632486</id><published>2008-03-13T20:58:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T20:59:42.226-07:00</updated><title type='text'>Vergonha Nacional</title><content type='html'>Por Gerson Camata&lt;br /&gt;Há um movimento nacional de organismos – e vou usar a palavra subversivos, bandidos – para desestabilizar a economia do Brasil. Eles são comandados pelo foro de São Paulo e pelas Farc. Estou dizendo aqui há cinco anos que as Farc estão atuando no Brasil. A Abin sabe que as Farc estão atuando no Brasil; a Abin sabe que as Farc estão matando mais no Brasil do que na Colômbia.&lt;br /&gt;Os jovens brasileiros estão morrendo em conseqüência do tráfico de cocaína que as Farc enfiam pelas fronteiras do Brasil. As armas que estão matando os jovens brasileiros são infiltradas pela fronteira, pelas Farc, e não se vê uma providência a ser tomada pelo Brasil.O Brasil, o contribuinte brasileiro, você, brasileiro, paga a Marinha mais cara da América Latina; paga o Exército mais caro e melhor aparelhado da América Latina; paga a Aeronáutica melhor aparelhada da América Latina e não recebe nada de volta.&lt;br /&gt;A fronteira do Brasil é um queijo cheio de buracos – entram armas, drogas, maconha. E o nosso Exército? Cheio de unidades no Rio e em São Paulo, aqueles quartéis precisam estar na divisa. Por que a Marinha não patrulha as nossas águas, onde são lançadas as armas para serem recolhidas pelos bandidos? Por que não vigiamos as nossas fronteiras? Por que temos as Forças Armadas mais poderosas da América Latina e ninguém nos respeita? Os paraguaios roubam as nossas armas, enchem o Brasil de maconha, metem contrabando para dentro do Brasil; a Bolívia faz a mesma coisa, a Colômbia faz isso também. E quem respeita o País?&lt;br /&gt;Temos de começar a pensar, pois as Farc atuam na divisa do Espírito Santo com Minas. Paralisaram os trens da Companhia Vale do Rio Doce. Trezentas mil toneladas, comprometendo o prestígio do Brasil no mercado internacional, de minério de ferro deixaram de ser embarcadas. Navios parados ao longo do litoral do Espírito Santo, congestionando os portos, aguardando serem abastecidos, Sr. Presidente. E mais, 2.500 passageiros da única ferrovia do Brasil que tem dois trens por dia, que liga Vitória a Belo Horizonte, que é uma ferrovia para a Companhia Vale do Rio Doce, deficitária, mas que serve ao fluxo de passageiros, 2.500 a 3.000 passageiros por dia, entre Belo Horizonte e todas aquelas cidades vizinhas ao longo do Rio Doce, que estão dentre Vitória e Belo Horizonte.&lt;br /&gt;E víamos na televisão, na estação ferroviária de Vitória e na estação ferroviária de Belo Horizonte – e é preciso dizer que são as pessoas mais humildes, porque a passagem de trem custa um terço da passagem de ônibus. Essas pessoas usam esses trens, gente humilde, que estavam indo ao médico, parados, passando fome, porque acabou o dinheiro deles. Foi preciso que a assistência social da Prefeitura de Cariacica se deslocasse ate à estação com lanche para aquelas pessoas paralisadas ali. O que essa gente ganha fazendo o pobre sofrer?&lt;br /&gt;Essa Via Campesina, esse MST, essas organizações marxistas, que desapareceram na Europa e nos países civilizados, nem na África existem mais, mas prosperam na América Latina. Quem é que mantém essa associação que um dia invade no Pará, noutro dia invade no Rio Grande do Sul? De onde vem esse volume de dinheiro para manter esses malandros fazendo baderna pelo País afora, desonrando o Brasil, fazendo que o País passe vergonha em âmbito nacional? Quem paga os aviões fretados dos índios de Aracruz – falsos índios – que vão para Europa, para porta dos concorrentes desfilar de tanga?&lt;br /&gt;Quem aluga esses aviões? Quem é que leva esses caras para Portugal, para a Suécia, para a Itália, para fazer dança na chuva na porta dos escritórios Aracruz Celulose, que é brasileira? Precisamos saber disso. Precisamos fazer uma CPI porque eles chegam aqui e rebentam, quebram os vidros do Congresso Nacional. Sabe o que aconteceu? Nada, Sr. Presidente. Param as estações de pedágio, quebram os computadores todos. Sabe o que acontece? Nada. Vão para a sede do Incra, arrebentam os computadores, quebram os vidros, destroem os escritórios. Sabe o que acontece? Nada. Que diabo de País é este em que não acontece nada com essa gente? Quem patrocina essa gente? Quem os abriga? Quem os defende? É na Justiça que está o problema ou na estrutura do País que está apodrecendo ideologicamente a favor dessas ideologias ultrapassadas, que não existem no mundo e que só o atraso do Brasil permite que existam aqui? Eu acho que isso é que merece uma CPI; isso precisa de uma CPI.&lt;br /&gt;Essas leis precisam ser mudadas, para que o brasileiro não fique cada vez mais passando vergonha aos olhos do mundo por ações antiquadas, ultrapassadas, orquestradas, bem pagas e, com a conivência de altas autoridades brasileiras, envergonhando o Brasil, fazendo mal aos brasileiros, diminuindo as oportunidades de investimentos, as oportunidades de trabalho para milhões de brasileiros. Eram essas as colocações que queria fazer, apresentando a solidariedade à Vale do Rio Doce, que está sendo perseguida por criar tantos empregos no Brasil.Como católico, eu tenho medo que alguns setores da Igreja Católica estejam metido nisso.&lt;br /&gt;Eu falei, aqui, há algum tempo, que estava assistindo a uma missa, em São Paulo, quando veio o padre e parou tudo para distribuir um folheto, no qual se pedia a reestatização da Vale. E, dentro da igreja, estava ali a Via Campesina. Eu me retirei de lá, pois se vai num domingo à igreja para rezar, fazer uma reconciliação com Deus e é agredido com uma coisa dessas! Será que a Igreja Católica está atrás dessas coisas? Um amigo meu disse outro dia: “Gerson, quando eu vou à missa, eu não dou mais contribuição, porque eu não sei, se esse dinheiro é para financiar o culto, se é para melhorar a minha igreja, ou se vai parar lá na mão de uma organização clandestina, comunista para fazer baderna, no Brasil, por trás de alguns sacerdotes da Igreja Católica”.&lt;br /&gt;Os bispos, a CNBB... Eu, que sou católico, tenho o direito de cobrar uma certa posição diante de certos extremismos, porque, no final, a gente vê que, lá por trás, há alguma ação de alguns padres que, desviados da doutrina de Jesus Cristo, partem para a doutrina marxista para agredir, atacar, semear a cizânia e o ódio entre os brasileiros. Isso não é função de quem é cristão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-4421475836774632486?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/4421475836774632486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/03/vergonha-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4421475836774632486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4421475836774632486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/03/vergonha-nacional.html' title='Vergonha Nacional'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-7456683158153717194</id><published>2008-01-17T00:26:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T00:28:43.304-08:00</updated><title type='text'>"A Justiça tem de intimar Lula a explicar suas reuniões clandestinas com narcotraficantes e seqüestradores</title><content type='html'>Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros. O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros. Recentemente ele declarou, entre os participantes do Foro, que nessas reuniões eram propositadamente camufladas, para que ninguém soubesse o teor do que ali se falava. Mas admitiu também que as conversações foram decisivas para ajudar Hugo Chávez a sair vencedor no referendo de 2004. Outro resultado foi uma resolução coletiva, emitida poucos meses antes da eleição de 2002, que tomava partido das Farc no confronto com o governo colombiano, acusando este último de "terrorismo de Estado". A resolução foi assinada por Lula depois de o traficante Fernadinho Beira-Mar ter confessado que comprava cocaína das Farc para distribuí-la no Brasil, destruindo as vidas de milhões de nossos compatriotas, inclusive crianças. Ao mesmo tempo, o Exército notificava freqüentes tiroteios com as Farc na selva amazônica, e as polícias estaduais informavam que agentes dessa organização narcotraficante estavam dando treinamento de guerrilha urbana aos bandidos do Comando Vermelho e do PCC. Com que autoridade um presidente da República se reúne em segredo com criminosos notórios para ajudar um político estrangeiro seu amigo, intervindo nos assuntos de uma nação vizinha sem dar ciência disto ao Congresso ou à opinião pública? Com que autoridade ele nos torna a todos "solidários" com agressores do país, com seqüestradores de brasileiros e com assassinos das nossas crianças? As Farc e o MIR são inimigos do Brasil. Lula é amigo deles. Ele tem sabido proteger esse segredo tenebroso graças à ajuda de seus colaboradores infiltrados na mídia. Simplesmente não é possível admitir que esse conspirador sinistro se apresente candidato às eleições presidenciais antes de prestar esclarecimentos cabais sobre esse aspecto encoberto e clandestino das suas atividades. As autoridades judiciais devem intimar Lula a entregar imediatamente toda a documentação das reuniões do Foro de São Paulo e a explicar as estarrecedoras declarações que fez no discurso que proferiu no décimo-quinto aniversário dessa entidade em 2 de julho de 2005, no qual confessa ter ludibriado o Congresso e o povo para ajudar Hugo Chávez por baixo do pano".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-7456683158153717194?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/7456683158153717194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/01/justia-tem-de-intimar-lula-explicar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/7456683158153717194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/7456683158153717194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2008/01/justia-tem-de-intimar-lula-explicar.html' title='&quot;A Justiça tem de intimar Lula a explicar suas reuniões clandestinas com narcotraficantes e seqüestradores'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-8093247952501935842</id><published>2007-10-17T03:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T03:16:24.682-07:00</updated><title type='text'>O Livro Negro do Comunismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_a2iaWnwSmEk/RxXg7bjaVII/AAAAAAAAAEw/qXZv0icjFm4/s1600-h/livronegro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122247462816994434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_a2iaWnwSmEk/RxXg7bjaVII/AAAAAAAAAEw/qXZv0icjFm4/s200/livronegro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O livro negro do comunismo&lt;br /&gt;&lt;a title="Imprimir" onclick="window.open('http://www.endireitar.org/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=25&amp;amp;pop=1&amp;amp;page=0&amp;amp;Itemid=75','win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no'); return false;" href="http://www.endireitar.org/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=25&amp;amp;pop=1&amp;amp;page=0&amp;amp;Itemid=75" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="E-mail" onclick="window.open('http://www.endireitar.org/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=emailform&amp;amp;id=25&amp;amp;itemid=75','win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=400,height=250,directories=no,location=no'); return false;" href="http://www.endireitar.org/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=emailform&amp;amp;id=25&amp;amp;itemid=75" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Roberto Campos&lt;br /&gt;08 de maio de 2007&lt;br /&gt;"Le livre noir du communisme" (Edições Robert Laffont, Paris, 1997), escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos soviéticos recém-abertos, é uma espécie de enciclopédia da violência do comunismo. O chamado "socialismo real" foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulo totalitário do entreguerras - o nazifascismo.Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na história humana, tendo repontado na Revolução Francesa do século 18 na fase violenta do jacobinismo, na "industrialização do extermínio judaico" pelos nazistas, e - confesso-o com pudor - na inquisição da Igreja Católica, que durante séculos queimava os corpos para purificar as almas.O "Livre noir" me veio às mãos num momento oportuno em que, reaberto na mídia e no Congresso o debate sobre a violência de nossos "anos de chumbo" nas décadas de 60 e 70, me pusera a reler o "Brasil Nunca Mais", editado em 1985 pela Arquidiocese de São Paulo.Comparados os dois, verifica-se que o Brasil não ultrapassou o abecedário da violência, palco que foi de um miniconflito da Guerra Fria, enquanto que o "Livre noir" é um tratado ecumênico sobre as depravações ínsitas do comunismo, este sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a história humana.Produziu quase 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas, sim, algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil).O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917.Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja.Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da "exclusão social", pois 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha, tiveram de fugir. Juntamente com o Vietnã, Fidel criou uma nova espécie de refugiado, o "boat people" - ou seja, os "balseros", milhares dos quais naufragaram, engordando os tubarões do Caribe.A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg: crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.A discussão brasileira sobre os nossos "anos de chumbo" raramente situa as coisas no contexto internacional da Guerra Fria, a qual alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70, provocando um "refluxo autoritário" no Terceiro Mundo. Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973.Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967 e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas, e Indira Gandhi declarava um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante.O grande mérito dos regimes democráticos é preservar os direitos humanos, estigmatizando qualquer iniciativa de violá-los. Mas por lamentáveis que sejam as violências e torturas denunciadas no "Brasil, Nunca Mais", elas empalidecem perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir".Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288, segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia a "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 mil e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. No ano passado, 38 anos depois da Revolução de Sierra Maestra, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo "ratoneras", "gavetas" e "tostadoras". Registre-se um traço de inventividade tecnológica - a tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.Não houve prisões brasileiras comparáveis a La Cabaña (onde ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos), Boniato, Kilo 5,5 ou Pinar Del Rio. Com estranha incongruência, artistas e intelectuais e políticos que denunciam a tortura brasileira visitam Cuba e chegam mesmo a tecer homenagens líricas a Fidel e a seu algoz-adjunto Che Guevara.Este, como procurador-geral, foi comandante da prisão La Cabaña, onde, nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos (dos 550 confessados por Fidel Castro), inclusive as execuções de Jesus Carreras, guerrilheiro contra a ditadura batista, e de Sori Marin, ex-ministro da agricultura de Fidel. Note-se que Che foi o inventor dos "campos de trabalho coletivos", na península de Guanaha, versão cubana dos "gulags soviéticos" e dos "campos de reeducação" do Vietnã.A repressão comunista tem características particularmente selvagens. A responsabilidade é "coletiva", atingindo não apenas as pessoas, mas as famílias. É habitual o recurso a trabalhos forçados, em campos de concentração. Não há separação carcerária, ou mesmo judicial, entre criminosos comuns e políticos. Em Cuba, criou-se um instituto original, o da "periculosidade pré-delitual", podendo a pessoa ser presa por mera suspeita das autoridades, independentemente de fatos ou ações.Causa-me infinda perplexidade, na mídia internacional e em nosso discurso político local, a "angelização" de Fidel e Guevara e a "satanização" de Pinochet. Isso só pode resultar de ignorância factual ou de safadeza ideológica.Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos. Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após derrotado em plebiscito e em eleições democráticas como senador vitalício (solução que, se imitada em Cuba, facilitaria o fim do embargo).Fidel considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Antes de Fidel, a economia cubana era a terceira em renda por habitante entre os latino-americanos e hoje caiu ao nível do Haiti e da Bolívia.O Chile exporta capitais, enquanto Fidel foi um pensionista da União Soviética e, agora, para arranjar divisas, conta com remessas de exilados e receitas de turismo e prostituição. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em 3.000, enquanto Fidel fuzilou 17 mil!Apesar de fronteiras terrestres porosas, o Chile, com população comparável à de Cuba e sem os tubarões do Caribe, sofreu um êxodo de apenas 30 mil chilenos, hoje em grande parte retornados. Sob Fidel, 20% da população da ilha, ou seja, algo que nas dimensões brasileiras seria comparável à Grande São Paulo, teve de fugir.Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia. O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava desinibidamente que "nós os comunistas já estamos no governo, mas não ainda no poder".Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da revolução de 1964, o Brasil manteria apenas com alguns tropeços sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara minimamente sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação, e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que, no albor dos anos 60, este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...Roberto Campos foi economista, diplomata, senador pelo PDS-MT e ministro do Planejamento (governo Castello Branco). É autor de "A Lanterna na Popa" (Ed. Topbooks, 1994). Este e outros artigos podem ser encontrados no livro de Roberto Campos, Na Virada do Milênio, ed. Topbooks, 1998.&lt;br /&gt;Folha de S. Paulo e O Globo, 19/04/98&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://pensadoresbrasileiros.home.comcast.net/RobertoCampos/index.html" target="_blank"&gt;http://pensadoresbrasileiros.home.comcast.net/RobertoCampos/index.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-8093247952501935842?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/8093247952501935842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/o-livro-negro-do-comunismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8093247952501935842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/8093247952501935842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/o-livro-negro-do-comunismo.html' title='O Livro Negro do Comunismo'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_a2iaWnwSmEk/RxXg7bjaVII/AAAAAAAAAEw/qXZv0icjFm4/s72-c/livronegro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-6885244500255151466</id><published>2007-10-14T07:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T04:28:05.419-07:00</updated><title type='text'>Teoria Evolu-criacionista</title><content type='html'>A multiplicidade como base para a sigularidade - Teoria Evolu-Criacionista.&lt;br /&gt;Na criação vemos a presença de uma multiplicidade em cada categoria que através de um processo seletivo, conduz à singularidade da mesma em seu processo evolutivo. O PD concebe duas maneiras de ver a Criação de todas as coisas, uma como a formação do ambiente para o homem, e outra como uma espécie de esboço Divino para se chegar na sua obra prima que é o homem. Nessa segunda asserção, Deus seria como um pintor que aos poucos vai delineando sua criação colocando sua natureza nela até chegar no seu objeto perfeito. Poderíamos perguntar se essas duas concepções se contradizem, ou podem fazer parte de um esquema criacionário que englobe tanto uma criação não linear como a primeira, com a linear que é a segunda. Somando -se a isto temos a teoria da evolução Darwiniana que concebe uma evolução linear seletiva porém materialista.&lt;br /&gt;Acredito que isto pode ser conciliada numa só visão evolucriacionária.&lt;br /&gt;Observando o desenvolvimento de todas as coisas percebemos que tudo parte de uma variedade que seletivamente evolue numa singularidade. desta hipótese podemos entender melhor a evolução.&lt;br /&gt;1- A evolução do Cosmos&lt;br /&gt;2- A evolução das espécies&lt;br /&gt;3-A evolução dos fenomenos históricos&lt;br /&gt;Muitas vezes nos perguntamos, qual seria a finalidade desse inseto, daquela planta, ou mesmo de galáxias distantes que nada tem haver com nossas vidas. isso até mesmo reforça as teorias de uma evolução totalmente aleatória e casual, portanto dando margem ao darwinismo.&lt;br /&gt;Fala-se muito em ecossistema como um espécie de relação interdependente entre os microorganismos, plantas e animais superiores incluindo ai o homem. Mas eu vejo que as inimeráveis formas de vida no universo querem nos dizer muito mais do que isto.&lt;br /&gt;Gostaria de esclarecer este ponto dentro dessa visão evolucriacionária, e do princípio da multiplicidade como base para a seletividade do singular!&lt;br /&gt;Segundo esse princípio, a evolução não se dá numa linha direta, mas ela se ramifica ao passo que evolue, e as ramificações ficam existindo fora da linha central até que ou sejam extintas, ou se fossilizam existencialmente. essa fossilização se traduz numa existencia cíclica repetitiva sem evoluir em algo superior.&lt;br /&gt;desde a Ameba até ao homem a força vital da criação divina percorreu essas ramificações seletivamente. deixando um rastro de galhos isolados que uma vez servindo de base paa a evolução dos seres superiores, posteriormente perde o influxo da força vital caindo numa existencia fossilizada, ou seja apenas existencia cíclica e não evolutiva.&lt;br /&gt;Como já se é sabido, as espécies da natureza desde a ameba até o homem se desenvolveram numa estratificação em forma de árvore, com seus troncos principais, galhos e folhas, assim como numa árvore mesma que tem por finalidade gerar o fruto mas que para isso desenvolve galhos e folhas por toda parte até que em um dos galhos o fruto aparece, daí que a função dos galhos é de tanto dar proteção ao fruto quanto de ser a base para a existência do mesmo. Portanto um fruto singular exige uma quantidade variada de galhos adjacentes que não tem uma relação muito direta com o mesmo, mas que de certa forma fora necessário para gerá-lo! Sempre do externo para o interno e do geral para o específico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as variadas espécies da fauna e da flora, representam ramificaçoes que se perderam na longa evolução em direção ao homem. Um vez saindo da linha central da evolução aquela espécie fica se perpetuando em sua vida cíclica repordutiva porém sem evoluir mais. Outras simplesmente desapareceram.&lt;br /&gt;Há vários exemplos na natureza desse princípio. O s espermatozóides que correm em direção ao útero para fecundação, são em milhoes, porém apenas um vai fecundar o óvulo. Então perguntaríamos, se só um espermatozoide é necessesário para a fecudação, qual a necesidade de se liberar milhçoes deles? Parece que eles ajudam a fazer a corrente necessária no fluxo até o óvulo. Daí muitas coisas podem fazer certo sentido, como por exemplo, será que foi necessários essas biilhões de galáxias para que a nossa viesse a existir? E essa por sua vez para que a nossa pequenina Terra viesse a gerar a vida? Não seriam os anjos um esboço para que Deus chegasse no homem?&lt;br /&gt;O homem como a fina flor da cadeia evolucionária ainda continua a evoluir, não tanto fisicamente, mas principalemente mental e espiritualmente.&lt;br /&gt;Dai então partimos para a História e a raiz de seus fenômenos. A sociedade humana também revela essas características evolutivas, e o princípio do multiplo que evolui o singular com culturas em constante evolução, suas tradições, filosofias e religiões. Mas qual seria o fruto da História e a direção de sua evolução? Sem dúvida nenhuma segundo o Princípio Divino é o advento do homem visível como encarnação do Deus invisível, ou o Messias!&lt;br /&gt;Muitas sociedades simplesmente pararam no tempo e no espaço ao passo que outras evoluiram por demais. O Prof, leo villaverde denomeou muito bem tais sociedades de sociedades fossilizadas, como as dos indígenas, tribos africanas, e minorias raciais. É como se essa mesma força vital divina incindisse sobre algumas e em outras não. Quando estudamos as Religiões, não conseguimos entender certas disparidades entre elas e seus conflitos mostram que tem naturezas diferente muito embora sabemos pelo PD que Deus é a origem das grandes religiões.&lt;br /&gt;então poderíamos dizer que para Deus chegar no messias, que é o fruto da História, ele tinha que ter uma religião central e essa por sua vez exigiu o aparecimento em paralelo de uma série de outras além de centenas de culturas como galhos de uma árvore que não tem muito haver com o fruto em si.&lt;br /&gt;Esse fenômeno é muito interessante! As religiões que não são diretamente da linha central do fruto messianico então se fossiliza no tempo. O islamismo e o judaísmo são bons exemplos disso. Memo o nosso Cristianismo, demonstra nessa virada de século uma estagnação e uma carência de novas palavras de Verdade. Podemos assim dizer também que os santos e profetas experimentaram essa mesma espécie de evolução afim de que o verdadeiro santo aparecesse.&lt;br /&gt;Para finalizar, vemos que todo ramo perdido da ávore evolutiva fica, e perde sua finalidade central, se fossiliza numa existéncia repetitiva e não evolutiva.&lt;br /&gt;1- A repetição é a base para a evolução!&lt;br /&gt;2- A repetição nas espécies se traduz na sua multiplicação linear!&lt;br /&gt;3- A evolução se dá na multiplicação onde atua a força vital da criação de Deus!&lt;br /&gt;4- A repetição é cíclica, enquanto que a evolução é espiralada!&lt;br /&gt;Qual seria a estrutura do processo evolutivo? Segundo o Princípio divino, todas as coisas se perpetuam e se multiplicam pela acão de Origem-Divisão-União realizando a base quádrupla. Nesse processo a pré-energia age para fomentar a ação sujeito-objeto para que uma nova geração se forme. Tomando isso como padrão podemos concluir que a evolução também se dá através desse processo. em algum instante no ciclo de gerações contínuas daquele ser, não só a força primária atua mas uma vontade que direciona essa nova criação para um nível de existência mais elevada. Sabemos que é na união entre Sujeito e Objeto que a energia Divina influi no ser, portanto é na cópula dos elementos pares da Criação que sae dá o acréscimo de informação genética necessária para a evolução. A criação, no seu curso para chegar até ao homem como a imagem do verbo, evoluiu através desse processo onde tanto a energia quanto a vontade ou força evolutiva, atuou para causar trasformações evolutivas.&lt;br /&gt;Assim em cada divisão a criação se ramificava em miríades de espécies desde as mais primitivas até as elevadas, e as que ficavam como pontas soltas continuavam, mas no processo cíclico da base quádrupla estática (não evolutiva). O processo seletivo então se deu pelo influxo da energia divina, contrastando com a visão de Darwin da sobrevivencia do mais apto ou do mais forte.&lt;br /&gt;com relação ao homem, desde os australoptecus,e homens semi primatas Deus agiu certamente da mesma maneira. em cada cópula desses primatas Sua energia e Sua vontade era injetada na alma humana afim de propiciar-lhe a luz do entendimento ao mesmo tempo que este experiementava o seu habitat e exercia sua criatividade. Karl marx dizia que o trabalho foi o fator catalistico na evolução do homem , mas só o trabalho em si é repetitivo a menos que haja uma procura interna pelo qual o homem desejasse conhecer e evoluir.&lt;br /&gt;então qual foi o elemento realmente primordial para o fomento da evolução humana? Desde que é na relação sujeito-objeto que a evolução ocorre, O homem recebeu a luz divina gradualmente por meio não só de sua interação com o ambiente (mente-corpo) como seu objeto, mas primordialmente pela sua relação masculina -feminina, formando a base quádrupla onde a energia divina pode fluir gradualmente.&lt;br /&gt;Com essa base as tres grandes benções como a estrutura para a evolução eterna do homem fica melhor entendida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASUALIDADE E PROPÓSITO:&lt;br /&gt;Continuando, a evolução se deu por uma certa seletividade que é a manifestação da força criativa de Deus. Todas as coisas são manifestações do Verbo Divino, e os fenômenos também. O Princípio ensina que Deus criou a força do princípio e esta força é uma espécie de força autônoma que independe da ação direta de Deus. Os fenômenos dessa força admitem uma variedade infinita de manifestações casuais e expontâneas. Podemos dizer que a seletividade ocorre quando dentro desses fenômenos casuais, ocorre o fenômeno revestido de propósito, portanto seletivo, aí sim se dá a intervenção direta da Vontade Divina! Portanto os fenômenos puramente autônomos e despropositados, são fenômenos na posição Objeto, que servem de base para os fenômenos direcionados de propósito evolutivo, na posição de Sujeito. Essa é a base para que entendamos a riqueza de formas de vida na criação Divina que, ao mesmo tempo que tem o Homem como seu centro, não participaram no processo dc criação do homem e nem dependem diretamente do mesmo.&lt;br /&gt;Portanto os fenômenos objetivos de forma externa são múltiplos e randômicos, ao passo que os fenômenos subjetivos de carater interno sao singulares e encerram um propósito criativo evolucionário.&lt;br /&gt;O binômio Evolução-Perfeição:&lt;br /&gt;Na sociedade humana a evolução se transforma na meta humana de auto perfeição, perfeição da sociedade e a busca do bem estar. Neste processo, o homem busca a felicidade, como uma força latente em si mesmo, toma consciencia de si e das coisas a sua volta e primordialmente busca entender seu Sujeito que é Deus. Portanto os fenômenos religiosos sempre fizeram parte na vida do Homem, que caiu da graça Divina, e busca se restaurar.&lt;br /&gt;As revelações religiosas se mostram por demais contraditórias e causam conflitos ao invés de harmonia, isso porque o fenômeno das manifestações gerais e casuais são necessárias. A força atuante do Verbo Divino permite que hajam N maneiras de se perceber o sujeito Deus e a realidade total. esses são fenômenos reais que parecem contradizer que venham de uma só fonte que é o Criador, porém são necessárias como base para o surgimento da manifestação propositada da Verdade Divina dentro da linha central da providência para restaurar o homem. A verdade se apresenta em formas simbolicamente diversas e ás vezes quase que diametralmente constrastantes entre si, pois o mesmo princípio da casualidade como base para o propósital atua constantemente na natureza e na mente humana.&lt;br /&gt;Só para se ter um exemplo:&lt;br /&gt;Toda religião mostra um certa queda humana de sua luz e entendimento, e sua necessária salvação. Por elas se parecerem em seus conceitos, mas interpretadas de formas diferentes, elas vem a competirem entre si ao invés de se completarem. O próprio Marxismo prega um homem que ao possuir propriedades, veio a se corromper e precisa se redimir. O comunismo se equivale ao Reino dos céus dos religiosos, ao passo que o Estado assume a posição de Deus.&lt;br /&gt;Como vê, esses pensadores e santos perceberam o mesmo conceito, mas interpretaram de acordo com sua formação, sensibilidade e tendências.&lt;br /&gt;O importante aqui é observar a natureza do conceito que é igual. Por falarem das mesmas coisas, elas não se completam, antes se opoem e se conflituam, porém o fenômeno é idêntico e variado em sua manifestação, ao mesmo tempo que denuncia sua origem singular.&lt;br /&gt;O Princípio divino então é a manifestação direta de Deus no fenômeno das revelações expontâneas, e com poder de unificá-las!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-6885244500255151466?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/6885244500255151466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/teoria-evolu-criacionista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6885244500255151466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/6885244500255151466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/teoria-evolu-criacionista.html' title='Teoria Evolu-criacionista'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-588686993590546103</id><published>2007-10-14T06:47:00.000-07:00</published><updated>2007-10-14T06:48:34.866-07:00</updated><title type='text'>Evolução e Apreenção da Verdade</title><content type='html'>Gostaria de manifestar minha visão do que entendo como apreensão da verdade. Como vimos a evolução do cosmos, seguido da evolução das espécies que culminou no homem, continua evouli na sua busca da auto-perfeição tanto espiritual quanto material, por meio da ciencia, filosofia e religião. Vimos que o princípio da evolução segue um processo dual, tanto casual quanto direcionado, do externo para o interno, de acordo com a acão de origem-divisão e união.&lt;br /&gt;Portanto o o homem vai evoluindo em seu conhecimento de acordo com sua capacidade de apreender a realidade total. A apreensão da realidade é percebida através dos conceitos e insights. Os conceitos são a forma com que a verdade é apreendida. A verdade é absoluta, como a manifestação do Verbo em sí mesmo, porém os conceitos são percebidos relativamente ao nível de compreensão do recipiente e sua maneira de interpretá-lo.&lt;br /&gt;Elementos que desempenham na aquisição dos conceitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aquisição de um conceito que expresse a realidade se dá através da ação de dar e receber entre as experiencias objetivas, com a  intuição e busca  que são subjetivas. As experiencias somente são insuficientes a menos que o homem busque entendê-las.&lt;br /&gt;Os elementos principais são:&lt;br /&gt;1-  Fenômenos que impressionam os sentidos&lt;br /&gt;2-  Inspiração&lt;br /&gt;3-  Intuição&lt;br /&gt;4-  Revelação&lt;br /&gt;A verdade não é dada por partes, e sim por graus, passando por um processo simbólico, em imagem e substancial.&lt;br /&gt;A revelação desempenha umas manifestação quase que totalmente objetiva e mística, por isso ela precisa ser interpretada na linguagem simbólica da mente, para que o conceito possa ser transmitido e compatilhado. Enquanto que a filosofia racionaliza as experiencias em uma forma de linguagem compreensível ao raciocínio, a verdade apreendida por meio da Revelação nem sempre é simples e conexa!&lt;br /&gt;A revelação por ser um fenômeno espiritual objetivo, segue um processo alheio à vontade humana que exige uma certa predisposição do recipiente e uma intenção providencial! Como um todo ela vem ou corroborar as idéias vigentes, ou na maioria dos casos trazer uma nova visão da realidade total!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-588686993590546103?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/588686993590546103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/evoluo-e-apreeno-da-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/588686993590546103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/588686993590546103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/evoluo-e-apreeno-da-verdade.html' title='Evolução e Apreenção da Verdade'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-4551121054875896429</id><published>2007-10-14T06:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-14T06:45:18.666-07:00</updated><title type='text'>Fidelidade Intelectual</title><content type='html'>Existe um termo filosófico chamado STATUS QUESTIONIS!&lt;br /&gt;Outro dia escutando os comentários do Olavo de Carvalho. ele comentou que para se discutir qualquer coisa, qualquer tema ou conceito, deve-se saber o  STATUS QUESTIONIS da questão em si, para que voce tenha os elementos necessários para discutí-la. Status questionis de um assunto qualquer significa que os assuntos debatidos atualmente já foram discutidos no passado pelos filósofos e pensadores, e esse tema já passou por um processo evolutivo no campo das idéias e práticas. É preciso saber o que no passado já se discutiu a respeito do tema antes de voce emitir qualquer opinião a respeito do mesmo. Ou seja, precisa saber o Status Questionis do tema a fim de voce mesmo tirar suas próprias conclusões, baseado no que os pensadores do passado discutiram sobre isto.&lt;br /&gt;Vamos dar um exemplo: O Bem e o Mal.&lt;br /&gt;Antes de sairmos por ai falando nossas opiniões sobre isto devemos saber o que Sócrates por exemplo, ou São tomás de Aquino, falaram a respeito disso? Quais as teorias que foram aceitas e quais as que foram refutadas? Quais foram os passos da evolução desse conceito ao longo da História?: Somente de posse desses conhecimento é que voce pode desenvolver suas próprias conclusões a respeito! O exemplo do maniqueísmo, que considerava o Bem e o Mal como sendo necessários e dependentes um do outro, ou seja, eles diziam que para se dar valor ao Bem temos que experimentar o Mal! Os maniqueístas foram desmascarados por muitos filósofos cristãos já na Idade Média. Agora, quantos de nós não ouve falar por aí tais conceitos? As pessoas na maioria das vezes repetem o que escutam na mídia, ou nos papos de boteco.&lt;br /&gt;Portanto a fidelidade intelectual consiste em voce ser sério na sua busca da verdade sobre determinado assunto. Para Olavo de Carvalho, muitas das discussões hoje em dia giram em torno de achismos e conclusões carregadas de preconceitos. Nossas conclusões devem passar pela pesquisa sincera, pela análise objetiva dos fatos buscando saber o que até hoje se tem falado e debatido a respeito do tema em questão.&lt;br /&gt;Um exemplo clássico é o Jargão Imperialismo ( como o imperialismo americano), que tanto a esquerda atribui aos países capitalistas. devemos primeiro saber o que significa inmperialismo antes de sairmos falando por ai falando que nem macacos ventriloquos a respeito de uma coisa que ignoramos ou sabemos muito pouco sobre. E assim temos inúmeros exemplos que basta-se prestar mais atenção para identificarmos.&lt;br /&gt;Em suma, a verdadeira fidelidade intelectual está em dizer que sabe aquilo que voce realmente sabe e dizer que não sabe aquilo que  voce desconhece com um coração sincero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2517934789104417210-4551121054875896429?l=andrechilano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andrechilano.blogspot.com/feeds/4551121054875896429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/fidelidade-intelectual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4551121054875896429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2517934789104417210/posts/default/4551121054875896429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andrechilano.blogspot.com/2007/10/fidelidade-intelectual.html' title='Fidelidade Intelectual'/><author><name>Andre Chilano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07517754251649545712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_a2iaWnwSmEk/S-FfHOLH5aI/AAAAAAAAAeE/xtZCbH-vSnI/S220/chilano.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2517934789104417210.post-9134947894050341275</id><published>2007-10-12T04:00:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T04:09:40.223-07:00</updated><title type='text'>Os Dez Princípios Conservadores</title><content type='html'>Dez princípios conservadores&lt;br /&gt;por Russel Kirk&lt;br /&gt;Tradução de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.kirkcenter.org/kirk/ten-principles.html"&gt;http://www.kirkcenter.org/kirk/ten-principles.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sendo nem uma religião nem uma ideologia, o conjunto de opiniões designado como conservadorismo não possui nem uma Escritura Sagrada nem um Das Kapital que lhe forneça um dogma. Na medida em que seja possível determinar o que os conservadores crêem, os primeiros princípios do pensamento conservador provêm daquilo que professaram os principais escritores e homens públicos conservadores ao longo dos últimos dois séculos. Sendo assim, depois de algumas observações introdutórias a respeito deste tema geral, eu irei arrolar dez destes princípios conservadores.&lt;br /&gt;Talvez seja mais apropriado, a maior parte das vezes, usar a palavra "conservador" principalmente como adjetivo. Já que não existe um Modelo Conservador, sendo o conservadorismo, na verdade, a negação da ideologia: trata-se de um estado da mente, de um tipo de caráter, de uma maneira de olhar para ordem social civil.&lt;br /&gt;A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos. É quase verdade que um conservador pode ser definido como sendo a pessoa que se acha conservadora. O movimento ou o conjunto de opiniões conservadoras pode comportar uma diversidade considerável de visões a respeito de um número considerável de temas, não havendo nenhuma Lei do Teste (Test Act) ou Trinta e Nove Artigos (Thirty-Nine Articles) do credo conservador.&lt;br /&gt;Em suma, uma pessoa conservadora é simplesmente uma pessoa que considera as coisas permanentes mais satisfatórias do que o "caos e a noite primitiva". (Mesmo assim, os conservadores sabem, como Burke, que a saudável "mudança é o meio de nossa preservação"). A continuidade da experiência de um povo, diz o conservador, oferece uma direção muito melhor para a política do que os planos abstratos dos filósofos de botequim. Mas é claro que a convicção conservadora é muito mais do que esta simples atitude genérica.&lt;br /&gt;Não é possível redigir um catálogo completo das convicções conservadoras; no entanto, ofereço aqui, de forma sumária, dez princípios gerais; tudo indica que se possa afirmar com segurança que a maioria dos conservadores subscreveria a maior parte destas máximas. Nas várias edições do meu livro The Conservative Mind, fiz uma lista de alguns cânones do pensamento conservador – a lista foi sendo levemente modificada de uma edição para a outra edição; em minha antologia The Portable Conservative Reader, ofereço algumas variações sobre este assunto. Agora, lhes apresento uma resenha dos pontos de vista conservadores que difere um pouco dos cânones que se encontram nestes meus dois livros. Por fim, as diferentes maneiras através das quais as opiniões conservadoras podem se expressar são, em si mesmas, uma prova de que o conservadorismo não é uma ideologia rígida. Os princípios específicos enfatizados pelos conservadores, em um dado período, variam de acordo com as circunstâncias e as necessidades daquela época. Os dez artigos de convicções abaixo refletem as ênfases dos conservadores americanos da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Primeiro, um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta ordem é feita para o homem, e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante e as verdades morais são permanentes.&lt;br /&gt;Esta palavra ordem quer dizer harmonia. Há dois aspectos ou tipos de ordem: a ordem interior da alma e a ordem exterior do estado. Vinte e cinco séculos atrás, Platão ensinou esta doutrina, mas hoje em dia até as pessoas instruídas acham difícil de compreendê-la. O problema da ordem tem sido uma das principais preocupações dos conservadores desde que a palavra conservador se tornou um termo político.&lt;br /&gt;O nosso mundo do século XX experimentou as terríveis conseqüências do colapso na crença em uma ordem moral. Assim como as atrocidades e os desastres da Grécia do V século a.C., a ruína das grandes nações, em nosso século, nos mostra o poço dentro do qual caem as sociedades que fazem confusão entre o interesse pessoal, ou engenhosos controles sociais, e as soluções satisfatórias da ordem moral tradicional.&lt;br /&gt;Foi dito pelos intelectuais progressistas que os conservadores acreditam que todas as questões sociais, no fundo, são uma questão de moral pessoal. Se entendida corretamente esta afirmação é bastante verdadeira. Uma sociedade onde homens e mulheres são governados pela crença em uma ordem moral duradoura, por um forte sentido de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade – não importa que mecanismo político se possa usar; enquanto se uma sociedade for composta de homens e mulheres moralmente à deriva, ignorantes das normas, e voltados primariamente para a gratificação de seus apetites, ela será sempre uma má sociedade – não importa o número de seus eleitores e não importa o quanto seja progressista sua constituição formal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Segundo, o conservador adere ao costume, à convenção e à continuidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É o costume tradicional que permite que as pessoas vivam juntas pacificamente; os destruidores dos costumes demolem mais do que o que eles conhecem ou desejam. É através da convenção – uma palavra bastante mal empregada em nossos dias – que nós conseguimos evitar as eternas discussões sobre direitos e deveres: o Direito é fundamentalmente um conjunto de convenções. Continuidade é uma forma de atar uma geração com a outra; isto é tão importante para a sociedade com o é para o indivíduo; sem isto a vida seria sem sentido. Revolucionários bem sucedidos conseguem apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições sociais – motivo pelo qual, nos últimos tempos, eles têm descoberto a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade; mas este processo é lento e doloroso; e a nova ordem social que eventualmente emerge pode ser muito inferior à antiga ordem que os radicais derrubaram um seu zelo pelo Paraíso Terrestre.&lt;br /&gt;Os conservadores são defensores do costume, da convenção e da continuidade porque preferem o diabo conhecido ao diabo que não conhecem. Eles crêem que ordem, justiça e liberdade são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício. Por isto, o organismo social é uma espécie de corporação espiritual, comparável à Igreja; pode até ser chamado de comunidade de almas. A sociedade humana não é uma máquina, para ser tratada mecanicamente. A continuidade, a seiva vital de uma sociedade não pode ser interronpida. A necessidade de uma mudança prudente, recordada por Burke, está na mente de um conservador. Mas a mudança necessária, redargúem os conservadores, deve ser gradual e descriminativa, nunca se desvencilhando de uma só vez dos antigos cuidados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Terceiro, os conservadores acreditam no que se poderia chamar de princípio do preestabelecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Os conservadores percebem que as pessoas atuais são anões nos ombros de gigantes, capazes de ver mais longe do que seus ancestrais apenas por causa da grande estatura dos que nos precederam no tempo. Por isto os conservadores com freqüência enfatizam a importância do preestabelecimento – ou seja, as coisas estabelecidas por costume imemorial, de cujo contrário não há memória de homem que se recorde. Há direitos cuja principal ratificação é a própria antiguidade – inclusive, com freqüência, direitos de propriedade. Da mesma forma a nossa moral é, em grande parte, preestabelecida. Os conservadores argumentam que seja improvável que nós modernos façamos alguma grande descoberta em termos de moral, de política ou de bom gosto. É perigoso avaliar cada tema eventual tendo como base o julgamento pessoal e a racionalidade pessoal. O indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia, declarou Burke. Na política nós agimos bem se observarmos o precedente, o preestabelecido e até o preconceito, porque a grande e misteriosa incorporação da raça humana adquiriu uma sabedoria prescritiva muito maior do que a mesquinha racionalidade privada de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Quarto, os conservadores são guiados pelo princípio da prudência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Burke concorda com Platão que entre os estadistas a prudência é a primeira das virtudes. Toda medida política deveria ser medida a partir das prováveis conseqüências de longo prazo, não apenas pela vantagem temporária e pela popularidade. Os progressistas e os radicais, dizem os conservadores, são imprudentes: porque eles se lançam aos seus objetivos sem dar muita importância ao risco de novos abusos, piores do que os males que esperam varrer. Com diz John Randolph of Roanoke, a Providência se move devagar, mas o demônio está sempre com pressa. Sendo a sociedade humana complexa, os remédios não podem ser simples, se desejam ser eficazes. O conservador afirma que só agirá depois de uma reflexão adequada, tendo pesado as conseqüências. Reformas repentinas e incisivas são tão perigosas quanto as cirurgias repentinas e incisivas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Quinto, os conservadores prestam atenção no princípio da variedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Eles gostam do crescente emaranhado de instituições sociais e dos modos de vida tradicionais, e isto os diferencia da uniformidade estreita e do igualitarismo entorpecente dos sistemas radicais. Em qualquer civilização, para que seja preservada uma diversidade sadia, devem sobreviver ordens e classes, diferenças em condições matérias e várias formas de desigualdade. As únicas formas verdadeiras de igualdade são a igualdade do Juízo Final e a igualdade diante do tribunal de justiça; todas as outras tentativas de nivelamento irão conduzir, na melhor das hipóteses, à estagnação social. Uma sociedade precisa de liderança honesta e capaz; e se as diferenças naturais e institucionais forem abolidas, algum tirano ou algum bando de oligarcas desprezíveis irá rapidamente criar novas formas de desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sexto, os conservadores são refreados pelo princípio da imperfectibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A natureza humana sofre irremediavelmente de certas falhas graves, bem conhecidas pelos conservadores. Sendo o homem imperfeito, nenhuma ordem social perfeita poderá jamais ser criada. Por causa da inquietação humana, a humanidade tornar-se-ia rebelde sob qualquer dominação utópica e se desmantelaria, mais uma vez, em violento desencontro – ou então morreria de tédio. Buscar a utopia é terminar num desastre, dizem os conservadores: nós não somos capazes de coisas perfeitas. Tudo o que podemos esperar razoavelmente é uma sociedade que seja sofrivelmente ordenada, justa e livre, na qual alguns males, desajustes e desprazeres continuarão a se esconder. Dando a devida atenção à prudente reforma, podemos preservar e aperfeiçoar esta ordem sofrível. Mas se os baluartes tradicionais de instituição e moralidade de uma nação forem negligenciados, se dá largas ao impulso anárquico que está no ser humano: "afoga-se o ritual da inocência". Os ideólogos que prometem a perfeição do homem e da sociedade transformaram boa parte do século XX em um inferno terrestre.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sétimo, conservadores estão convencidos que liberdade e propriedade estão intimamente ligadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Separe a propriedade do domínio privado e Leviatã se tornará o mestre de tudo. Sobre o fundamento da propriedade privada, construíram-se grandes civilizações. Quanto mais se espalhar o domínio da propriedade privada, tanto mais a nação será estável e produtiva. Os conservadores defendem que o nivelamento econômico não é progresso econômico. Aquisição e gasto não são as finalidades principais da existência humana; mas deve-se desejar uma sólida base econômica para a pessoa, a família e o estado. Sir Henry Maine, em sua Village Communities, defende vigorosamente a causa da propriedade privada, como diferente da propriedade pública: "Ninguém pode ao mesmo tempo atacar a propriedade privada e dizer que aprecia a civilização. A história destas duas realidades não pode ser desintrincada". Pois a instituição da propriedade privada tem sido um instrumento poderoso, ensinando a responsabilidade a homens e mulheres, dando motivos para a integridade, apoiando a cultura geral e elevando a humanidade acima do nível do mero trabalho pesado, proporcionando tempo 
